Parcelas para levantamento fitossociológico foram estabelecidas em uma área de Mata Atlântica Ombrófila. Amostragens anuais foram realizadas durante um certo período e alguns dos resultados obtidos na amostragem inicial e na final estão apresentados no quadro abaixo.
Variável
Inicial
Final
DAP médio (cm)
14
22
Área basal (m2/ha)
27,15
35,32
Altura das lenhosas (m)
6 a 9
14 a 20
Dominância de Simpsom (λ) (arbóreas)
0,62
0,35
Riqueza de espécies (S) (arbóreas)
187
293
Considerando-se esses resultados e os parâmetros estabelecidos quanto aos estágios de regeneração da Mata Atlântica do Estado de São Paulo, conclui-se que as amostragens inicial e final foram realizadas, respectivamente, em estágio
Ainicial e avançado de regeneração.
Bpioneiro e médio de regeneração.
Cmédio e avançado de regeneração.
Dprimário e secundário de regeneração.
Eprimário e avançado de regeneração.
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GabaritoC — médio e avançado de regeneração.
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Estágios de regeneração da Mata Atlântica
Gabarito: letra C. Os dados da amostragem inicial (DAP médio de 14 cm, altura de 6 a 9 m, dominância de Simpson de 0,62 e riqueza de 187 espécies) indicam um estágio médio de regeneração, enquanto os dados finais (DAP médio de 22 cm, altura de 14 a 20 m, dominância de 0,35 e riqueza de 293 espécies) indicam o estágio avançado — a classificação segue os parâmetros da Resolução SMA nº 32/2014 do Estado de São Paulo, que define os critérios para os estágios de regeneração da vegetação nativa.
A classificação dos estágios de regeneração da Mata Atlântica é um instrumento técnico-legal que permite avaliar o grau de desenvolvimento da vegetação em uma área, sendo essencial para o licenciamento ambiental, a definição de áreas de preservação e a autorização de intervenções. No Estado de São Paulo, a Resolução SMA nº 32/2014 estabelece os parâmetros para identificar os estágios inicial, médio e avançado de regeneração, com base em variáveis como DAP médio, altura média, área basal, dominância de Simpson e riqueza de espécies.
A dominância de Simpson (λ) é um índice que mede a probabilidade de dois indivíduos amostrados ao acaso pertencerem à mesma espécie. Valores altos (próximos de 1) indicam alta dominância de poucas espécies, típicos de estágios iniciais; valores baixos (próximos de 0) indicam maior equabilidade e diversidade, característicos de estágios mais avançados. No quadro, a dominância caiu de 0,62 para 0,35, confirmando o aumento da diversidade. A riqueza (S) é o número total de espécies amostradas — subiu de 187 para 293, reforçando a mesma tendência.
O DAP (diâmetro à altura do peito) e a altura das lenhosas são indicadores diretos do porte da vegetação. No estágio médio, espera-se DAP médio entre 10 e 20 cm e altura entre 5 e 12 m; no avançado, DAP médio acima de 20 cm e altura superior a 12 m. Os valores iniciais (14 cm e 6–9 m) se encaixam no médio; os finais (22 cm e 14–20 m) no avançado. A área basal (soma das áreas transversais dos troncos por hectare) também cresceu de 27,15 para 35,32 m²/ha, consistente com o aumento do porte.
A pegadinha desta questão está em confundir os estágios com outras classificações, como "pioneiro", "primário" ou "secundário". O estágio pioneiro refere-se às primeiras espécies que colonizam uma área (capoeirinha), com DAP muito baixo; primário é a floresta madura, sem intervenção significativa; secundário é um termo genérico para vegetação em regeneração após distúrbio, que engloba os estágios inicial, médio e avançado. A banca explora exatamente essa confusão terminológica — o candidato que não domina os parâmetros da Resolução SMA nº 32/2014 tende a marcar "primário" ou "secundário" por associação intuitiva.
Guarde a fronteira entre os estágios: o que separa o médio do avançado é o porte (DAP e altura) e a diversidade (dominância e riqueza). É exatamente nesses critérios que as alternativas se dividem.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a amostragem inicial foi em estágio inicial de regeneração. Os dados iniciais (DAP médio de 14 cm, altura de 6 a 9 m, riqueza de 187 espécies) já superam os parâmetros do estágio inicial, que apresenta DAP médio inferior a 10 cm e altura menor que 5 m. O estágio inicial é caracterizado por vegetação de porte baixo, com predomínio de espécies pioneiras e alta dominância (λ > 0,7).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a amostragem inicial foi em estágio pioneiro. O estágio pioneiro não é uma categoria prevista na Resolução SMA nº 32/2014 para classificação de regeneração — é um termo ecológico para as primeiras espécies colonizadoras (capoeirinha), com DAP muito baixo e altura inferior a 3 m. Os dados iniciais (DAP 14 cm, altura 6–9 m) indicam vegetação já estabelecida, compatível com o estágio médio.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A amostragem inicial (DAP médio 14 cm, altura 6–9 m, λ = 0,62, S = 187) atende aos parâmetros do estágio médio de regeneração: porte intermediário, diversidade moderada. A amostragem final (DAP médio 22 cm, altura 14–20 m, λ = 0,35, S = 293) atende ao estágio avançado: porte alto, alta diversidade e baixa dominância. A evolução dos indicadores (aumento de DAP, altura, área basal e riqueza; queda da dominância) confirma a transição de médio para avançado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a amostragem inicial foi em estágio primário. O estágio primário refere-se à floresta madura, sem intervenção significativa, com DAP médio muito superior a 20 cm e alta complexidade estrutural. Os dados iniciais (DAP 14 cm, altura 6–9 m) indicam vegetação em regeneração, não floresta primária. Além disso, a classificação da Resolução SMA nº 32/2014 não utiliza o termo "primário" para estágios de regeneração.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a amostragem inicial foi em estágio primário e a final em avançado. Embora a final esteja correta (avançado), a inicial não é primária — os dados indicam estágio médio. O erro está em classificar a vegetação inicial como floresta madura, quando ela apresenta porte e diversidade intermediários, típicos de regeneração em curso.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os termos técnicos da Resolução SMA nº 32/2014 por classificações ecológicas genéricas ("pioneiro", "primário", "secundário") para confundir. O candidato que não conhece os parâmetros legais tende a marcar "primário" por associar a Mata Atlântica madura a esse termo. Lembre-se: a classificação oficial usa inicial, médio e avançado, e os dados do quadro (DAP, altura, dominância, riqueza) são a chave para encaixar cada amostragem. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para questões de estágios de regeneração, monte uma tabela mental com os parâmetros da Resolução SMA nº 32/2014:
Variável
Inicial
Médio
Avançado
DAP médio
< 10 cm
10–20 cm
> 20 cm
Altura
< 5 m
5–12 m
> 12 m
Dominância (λ)
alta (> 0,7)
moderada
baixa (< 0,4)
Riqueza (S)
baixa
moderada
alta
Compare os valores do enunciado com essa tabela e a classificação sai direto — sem depender de memorizar a resolução inteira.