Pular para o conteúdo principal

Questão de Biologia — Poluição Ambiental — FCC 2024

BiologiaPoluição Ambiental
Código
fc145062
Banca
FCC
Órgão
CETESB
Ano
2024
Cargo
Ana Amb ( )
Para minimizar os impactos decorrentes de poluição química ou os perigos associados à manipulação de substâncias químicas, é correto:
  1. AUtilizar água para evitar ignição espontânea de tecidos sintéticos, como o náilon, em consequência de vazamentos de oxigênio liquefeito.
  2. BMonitorar constantemente a concentração de oxigênio onde houver manipulação de gases, exceto em instalações que utilizem gases biologicamente inertes.
  3. CUtilizar produto químico para neutralização em campo de substância corrosiva derramada no solo, provocando o retorno do pH aos valores naturais.
  4. DUtilizar terra ou serragem se houver necessidade de contenção ou absorção de produtos oxidantes, minimizando o risco de explosão.
  5. EUtilizar preferencialmente dispersantes químicos, em detrimento de técnicas de contenção, em casos de vazamento de óleo em ambiente marinho.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Utilizar produto químico para neutralização em campo de substância corrosiva derramada no solo, provocando o retorno do pH aos valores naturais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Segurança química e resposta a emergências ambientais

Gabarito: letra C. A neutralização de substância corrosiva derramada no solo com produto químico adequado, visando ao retorno do pH aos valores naturais, é uma medida correta de minimização de impactos — desde que feita com o agente neutralizante apropriado e com segurança. As demais alternativas contêm erros técnicos de segurança química, como o uso de água para evitar ignição de tecidos sintéticos em contato com oxigênio líquido (que na verdade aumenta o risco) e o uso de terra ou serragem para conter oxidantes (que pode gerar reação violenta).

A questão trata de segurança química e gerenciamento de emergências ambientais — um tema que exige conhecimento de como cada classe de substância reage e quais são os procedimentos seguros de contenção, neutralização e mitigação. O princípio central é que cada tipo de produto químico exige uma resposta específica: o que funciona para um pode ser perigoso para outro. A banca explora exatamente esse ponto, apresentando procedimentos que parecem razoáveis à primeira vista, mas que são tecnicamente incorretos ou perigosos.

A neutralização de um ácido ou base derramado no solo é uma técnica clássica de resposta a emergências. O objetivo é converter a substância corrosiva em um composto menos agressivo, restaurando o pH do ambiente a uma faixa próxima do natural (geralmente entre 6 e 8). Isso é feito com agentes neutralizantes específicos — por exemplo, bicarbonato de sódio para ácidos e ácido acético diluído para bases. O procedimento correto envolve aplicar o neutralizante gradualmente, monitorando o pH até atingir a faixa desejada, evitando reações violentas e a geração de calor excessivo. Essa prática é amplamente recomendada em manuais de segurança química e em normas de resposta a emergências, pois reduz a corrosividade do material e minimiza os danos ao solo e à biota.

A contenção e absorção de produtos químicos derramados também segue princípios específicos. Para oxidantes (como peróxidos e ácidos nítrico), o uso de materiais orgânicos como terra ou serragem é perigoso, pois podem reagir violentamente, gerando calor, fogo ou explosão. O correto é usar materiais inertes, como areia, vermiculita ou argila, que não reagem com o oxidante. Já para gases, o monitoramento da concentração de oxigênio é essencial em ambientes confinados, mas a exceção citada na alternativa B (gases biologicamente inertes) é incorreta: mesmo gases inertes podem deslocar o oxigênio e causar asfixia, portanto o monitoramento deve ser feito em todos os casos.

A ignição espontânea de tecidos sintéticos, como o náilon, em contato com oxigênio líquido é um risco real, pois o oxigênio concentrado acelera a combustão. O uso de água para evitar essa ignição é contraproducente: a água pode reagir com o oxigênio líquido, formando peróxidos instáveis e aumentando o risco de explosão. O correto é evitar o contato do oxigênio com materiais combustíveis e usar equipamentos de proteção adequados.

Por fim, em vazamentos de óleo em ambiente marinho, a prioridade é a contenção mecânica (barreiras de contenção) e a recuperação do óleo, antes de considerar o uso de dispersantes químicos. Os dispersantes são uma opção de último recurso, pois podem aumentar a toxicidade da água e afetar a vida marinha. A legislação brasileira, como a Resolução CONAMA nº 398/2008, estabelece que o Plano de Emergência Individual deve priorizar a contenção e a recuperação, usando dispersantes apenas quando tecnicamente justificado.

Guarde a fronteira entre neutralização correta e procedimentos perigosos: a alternativa C é a única que descreve uma prática segura e eficaz, enquanto as demais contêm erros técnicos que podem agravar o incidente. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.

1Neutralização de corrosivo
Agente adequado (ex.: bicarbonato p/ ácido)
Retorno do pH ao natural (6–8)
2Contenção de oxidantes
Terra ou serragem (reage violentamente)
Materiais inertes (areia, vermiculita)
3Oxigênio líquido
Água (aumenta risco de explosão)
Evitar contato com combustíveis
4Monitoramento de gases
Sempre, inclusive inertes (asfixia)
5Vazamento de óleo no mar
Contenção mecânica e recuperação
Dispersantes (último recurso)
Resposta a emergências químicas
LEVELsoulevel.com.br
Resposta a emergências químicas: Neutralização de corrosivo (Agente adequado (ex.: bicarbonato p/ ácido), Retorno do pH ao natural (6–8)); Contenção de oxidantes (Terra ou serragem (reage violentamente), Materiais inertes (areia, vermiculita)); Oxigênio líquido (Água (aumenta risco de explosão), Evitar contato com combustíveis); Monitoramento de gases (Sempre, inclusive inertes (asfixia)); Vazamento de óleo no mar (Contenção mecânica e recuperação, Dispersantes (último recurso))

Alternativa A — ❌ Incorreta

O uso de água para evitar ignição espontânea de tecidos sintéticos em contato com oxigênio liquefeito é perigoso. O oxigênio líquido é um oxidante extremamente forte; ao entrar em contato com água, pode formar peróxidos instáveis e aumentar o risco de explosão. O correto é evitar o contato do oxigênio com materiais combustíveis e usar equipamentos de proteção adequados, não água.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A exceção citada é incorreta: mesmo gases biologicamente inertes (como nitrogênio ou hélio) podem deslocar o oxigênio do ar e causar asfixia em ambientes confinados. Portanto, o monitoramento da concentração de oxigênio deve ser feito em todas as instalações que manipulam gases, sem exceção.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A neutralização de substância corrosiva derramada no solo com produto químico adequado, visando ao retorno do pH aos valores naturais, é uma medida correta de minimização de impactos. O procedimento envolve aplicar um agente neutralizante (como bicarbonato de sódio para ácidos) gradualmente, monitorando o pH até atingir a faixa natural (6–8), reduzindo a corrosividade e os danos ao ambiente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O uso de terra ou serragem para conter ou absorver produtos oxidantes é perigoso, pois esses materiais orgânicos podem reagir violentamente com oxidantes, gerando calor, fogo ou explosão. O correto é usar materiais inertes, como areia, vermiculita ou argila.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A prioridade em vazamentos de óleo em ambiente marinho é a contenção mecânica (barreiras) e a recuperação do óleo, não o uso de dispersantes químicos. Os dispersantes são uma opção de último recurso, pois podem aumentar a toxicidade da água e afetar a vida marinha. A legislação brasileira (Resolução CONAMA nº 398/2008) prioriza a contenção e a recuperação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a inversão de procedimentos seguros: o que parece razoável (usar água, terra ou serragem) é justamente o que agrava o risco. Lembre-se: para oxidantes, use materiais inertes; para oxigênio líquido, evite água; para vazamentos de óleo, priorize contenção mecânica. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪

Gabarito: letra C

Link permanente: /questoes/fc145062