Novos instrumentos de comunicação dão vida nova a velhos hábitos e subterfúgios. "Influencer", no tempo digital das redes sociais, designa um agente e propagandista de valores que deseja incutir nos outros.
Coisa de hoje? Não apenas: me lembro de um livro de grande sucesso cujo título em português é "Como fazer amigos e influenciar pessoas", de Da/e Carnegie, editado nos EUA em 1936 e de grande sucesso por aqui nos anos seguintes. Já com esse título, instiga-nos a fazer amigos para sermos influentes. Fazer amizades pode ser um bom negócio ...
Essa convicção se expandiu muito em nosso tempo eletrônico, quando também se propagam, sem qualquer prurido, ódios e ultrajes bem direcionados. Influenciar os outros a qualquer custo segue sendo uma obsessão presente.
"Influir", do latim 'in-fluo ', é "correr para dentro", ou ainda "insinuar-se". Mesmo que discretamente, dá alguma medida do que pode haver de invasivo na relação supostamente amistosa. Mas não custa lembrar que "influenza" é também o batismo de um vírus poderoso de gripe, que pode resultar em pneumonia. Hoje, graças às vias digitais, podemos interferir drasticamente na saúde das cabeças alheias e ainda sermos prestigiados por isso.
(GOMES, Pafúncio. A editar)
É plenamente regular esta outra pontuação de uma frase do texto:
A"Influir" do latim "in-fluo" é: correr para dentro, ou ainda; "insinuar-se".
BMas, não custa lembrar que "influenza " é, também, o batismo de um vírus poderoso.
CNovos instrumentos de comunicação, dão vida nova a velhos hábitos, e subterfúgios.
DCoisa de hoje? - não, apenas me lembro de um livro, de grande sucesso.
EInfluenciar os outros, a qualquer custo segue sendo: uma obsessão presente.
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GabaritoB — Mas, não custa lembrar que "influenza " é, também, o batismo de um vírus poderoso.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Pontuação: a reescritura que preserva a norma-padrão
Gabarito: letra B. A única reescritura plenamente regular é "Mas, não custa lembrar que 'influenza' é, também, o batismo de um vírus poderoso." A vírgula após "Mas" é facultativa (conjunção deslocada), e o advérbio "também" intercalado entre vírgulas é um adjunto adverbial deslocado, cujo isolamento é permitido. As demais alternativas cometem erros de pontuação: separam sujeito de verbo, usam ponto e vírgula indevidamente, isolam elementos que não podem ser isolados ou empregam dois-pontos sem função.
O comando pede que você avalie a regularidade da pontuação em reescrituras de frases do texto. Isso é uma questão de gramática normativa aplicada ao texto: não se trata de interpretar o sentido, mas de verificar se os sinais de pontuação estão empregados conforme a norma-padrão. A técnica é testar cada alternativa contra as regras de pontuação, especialmente os casos de vírgula (obrigatória, facultativa e proibida) e o uso de dois-pontos e ponto e vírgula.
O texto-base é um artigo de opinião sobre a influência na era digital. A frase original que dá origem à alternativa B é: "Mas não custa lembrar que 'influenza' é também o batismo de um vírus poderoso de gripe, que pode resultar em pneumonia." A reescritura da alternativa B insere uma vírgula após "Mas" e isola "também" entre vírgulas. Ambas as inserções são facultativas e não violam nenhuma regra, portanto a frase permanece correta.
A armadilha central desta questão é a troca de vocábulo ou sinal: a banca altera a pontuação de trechos do texto, e o candidato precisa identificar quando a alteração é legítima (facultativa) e quando é um erro (proibida). A pegadinha mais comum é a separação de sujeito e verbo por vírgula, que é sempre proibida, como ocorre nas alternativas C e E.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre vírgula facultativa (adjunto adverbial deslocado, conjunção deslocada) e vírgula proibida (separar sujeito de verbo, verbo de complemento). A alternativa B usa apenas vírgulas facultativas; as demais cometem erros graves.
Pontuação: vírgula: Facultativa (Após conjunção deslocada, Isolando adjunto adverbial); Proibida (Sujeito × verbo, Verbo × complemento, Adjunto adnominal × substantivo); Dois-pontos (Separar verbo de complemento); Ponto e vírgula (Sem função coordenativa)
Alternativa A — ❌ Incorreta
"'Influir', do latim 'in-fluo', é 'correr para dentro', ou ainda 'insinuar-se'."
A reescritura proposta é: "'Influir' do latim 'in-fluo' é: correr para dentro, ou ainda; 'insinuar-se'." Há dois erros graves:
Dois-pontos após o verbo "é": o verbo "é" (verbo de ligação) exige um predicativo do sujeito. Os dois-pontos separam o verbo de seu complemento, o que é proibido — não se separa verbo de complemento com vírgula, e muito menos com dois-pontos. O correto seria: "'Influir' é 'correr para dentro' ou 'insinuar-se'."
Ponto e vírgula entre "ainda" e "insinuar-se": o ponto e vírgula separa orações coordenadas ou itens de enumeração. Aqui, "ou ainda" é uma locução que liga dois termos coordenados ("correr para dentro" e "insinuar-se"). O ponto e vírgula quebra essa coordenação, criando uma pausa inadequada. O correto seria apenas uma vírgula ou nenhum sinal: "correr para dentro ou ainda insinuar-se".
Erro do catálogo: contradiz o texto e a norma — separa verbo de complemento e usa ponto e vírgula sem função.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Mas, não custa lembrar que 'influenza' é, também, o batismo de um vírus poderoso."
A frase original é: "Mas não custa lembrar que 'influenza' é também o batismo de um vírus poderoso de gripe." A reescritura faz duas inserções de vírgula:
Após "Mas": a conjunção "mas" está no início da oração, em sua posição natural. A vírgula após uma conjunção no início da oração é facultativa — é permitido, embora não obrigatório, isolar a conjunção com vírgula para dar ênfase ou marcar uma pausa. Não há erro.
Isolando "também": o advérbio "também" é um adjunto adverbial deslocado (sua posição natural seria após o verbo "é"). Quando um adjunto adverbial está intercalado, a vírgula é obrigatória para isolá-lo. Aqui, "também" está entre o verbo "é" e o predicativo "o batismo", e as vírgulas o isolam corretamente.
Nenhuma regra é violada. A frase permanece clara, correta e com o mesmo sentido.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Novos instrumentos de comunicação, dão vida nova a velhos hábitos, e subterfúgios."
A frase original é: "Novos instrumentos de comunicação dão vida nova a velhos hábitos e subterfúgios." A reescritura comete dois erros:
Vírgula entre sujeito e verbo: "Novos instrumentos de comunicação" é o sujeito, e "dão" é o verbo. A vírgula entre eles é proibida — nunca se separa sujeito de verbo.
Vírgula antes de "e subterfúgios": "velhos hábitos e subterfúgios" são dois objetos diretos coordenados pela conjunção "e". A vírgula antes do "e" em uma enumeração de dois termos é desaconselhada e, neste caso, incorreta, pois separa o último termo da coordenação sem necessidade.
Erro do catálogo: contradiz a norma — separa sujeito de verbo e usa vírgula indevidamente antes do "e".
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Coisa de hoje? - não, apenas me lembro de um livro, de grande sucesso."
A frase original é: "Coisa de hoje? Não apenas: me lembro de um livro de grande sucesso." A reescritura comete vários erros:
Travessão após o ponto de interrogação: o travessão é usado para indicar fala de personagem ou isolar expressões intercaladas. Aqui, ele não tem função — não há diálogo nem intercalação. O correto seria usar dois-pontos (como no original) ou ponto final.
Vírgula entre "livro" e "de grande sucesso": "de grande sucesso" é um adjunto adnominal que restringe o substantivo "livro". Não se separa adjunto adnominal do substantivo com vírgula. O correto seria "um livro de grande sucesso" sem vírgula.
Falta de dois-pontos: no original, os dois-pontos após "Não apenas" introduzem uma explicação. A reescritura os remove, prejudicando a clareza.
Erro do catálogo: contradiz a norma — usa travessão sem função e separa adjunto adnominal do substantivo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Influenciar os outros, a qualquer custo segue sendo: uma obsessão presente."
A frase original é: "Influenciar os outros a qualquer custo segue sendo uma obsessão presente." A reescritura comete dois erros:
Vírgula entre sujeito e verbo: "Influenciar os outros a qualquer custo" é o sujeito oracional, e "segue sendo" é a locução verbal. A vírgula entre eles é proibida — nunca se separa sujeito de verbo, mesmo quando o sujeito é uma oração.
Dois-pontos após "sendo": o verbo "sendo" (verbo de ligação) exige um predicativo do sujeito. Os dois-pontos separam o verbo de seu complemento, o que é proibido. O correto seria "segue sendo uma obsessão presente" sem dois-pontos.
Erro do catálogo: contradiz a norma — separa sujeito de verbo e verbo de complemento.
PEGA ESSA DICA!
Ao reescrever frases com pontuação, teste cada vírgula perguntando: "o que ela separa?" Se separa sujeito de verbo, verbo de complemento ou adjunto adnominal do substantivo, está errada. Se separa adjunto adverbial deslocado, aposto, vocativo ou oração intercalada, está correta.
Gabarito: letra B. A única reescritura que respeita integralmente a norma-padrão é a que usa apenas vírgulas facultativas (após conjunção e isolando adjunto adverbial), sem violar nenhuma regra de separação de termos essenciais da oração.