Questão de Matemática — Análise Combinatória (Princípio Fundamental da Contagem, Arranjos, Combinações, Permutações) — FCC 2024
- Código
- fc146987
- Banca
- FCC
- Órgão
- CETESB
- Ano
- 2024
- Cargo
- Tec Adm ( )
- A60
- B105
- C210
- D630
- E30
GabaritoD — 630
Gabarito: letra D — a conta chega a 630 provas distintas — alternativa D.
A análise combinatória é a parte da matemática que conta de quantas maneiras diferentes podemos escolher ou organizar elementos. Quando a ordem dos elementos escolhidos não importa — ou seja, escolher as questões A, B e C é o mesmo que escolher C, B e A — usamos a combinação simples. Ela responde perguntas do tipo 'de quantas formas posso escolher p elementos entre n disponíveis'.
A combinação simples é calculada por C(n,p) = n! / [p! (n-p)!], onde n é o total de elementos e p é quantos escolhemos. O fatorial n! é o produto de todos os inteiros de 1 até n. Essa fórmula conta apenas os grupos, ignorando a ordem interna. Quando precisamos fazer várias escolhas independentes e todas devem acontecer (escolher fáceis E médias E difíceis), multiplicamos os resultados — é o princípio multiplicativo.
Esta questão pede exatamente isso: escolher grupos de questões de cada nível, sem se importar com a ordem dentro de cada grupo. Por isso, calculamos uma combinação para cada nível e multiplicamos os resultados.
5 questões fáceis
7 questões médias
3 questões difíceis
prova com 3 fáceis, 5 médias e 2 difíceis
O que queremos: o número de provas distintas que o professor pode montar
Precisamos escolher 3 questões fáceis entre as 5 disponíveis. Como a ordem das questões na prova não importa, usamos combinação. Vamos calcular quantos grupos diferentes de 3 fáceis podemos formar.
Por que esta fórmula: A fórmula da combinação C(n,p) = n! / [p! (n-p)!] conta quantos subconjuntos de p elementos existem em um conjunto de n, sem considerar a ordem. Aqui n=5 e p=3.
De onde vem cada valor: = enunciado: 5 questões fáceis · = enunciado: a prova terá 3 questões fáceis
Usar arranjo (5×4×3 = 60) em vez de combinação, contando ordens diferentes como provas diferentes.
Agora escolhemos 5 questões médias entre as 7 disponíveis. Novamente a ordem não importa, então usamos combinação.
Por que esta fórmula: Mesma fórmula de combinação, agora com n=7 e p=5.
De onde vem cada valor: = enunciado: 7 questões médias · = enunciado: a prova terá 5 questões médias
Esquecer de simplificar o fatorial e calcular 7! = 5040, resultando em número gigante e errado.
Por fim, escolhemos 2 questões difíceis entre as 3 disponíveis. A ordem não importa, então usamos combinação.
Por que esta fórmula: Combinação com n=3 e p=2.
De onde vem cada valor: = enunciado: 3 questões difíceis · = enunciado: a prova terá 2 questões difíceis
Achar que é 3×2 = 6, contando a ordem das duas difíceis.
As escolhas são independentes e todas devem acontecer: escolher as fáceis E as médias E as difíceis. Pelo princípio multiplicativo, multiplicamos os números de possibilidades de cada etapa.
Por que esta fórmula: Quando temos eventos independentes e queremos que todos ocorram, o total de combinações é o produto das possibilidades de cada um.
De onde vem cada valor: = passo 1: 10 · = passo 2: 21 · = passo 3: 3
= 630 provas distintas
Somar as combinações (10+21+3=34) em vez de multiplicar, ou esquecer um dos níveis.
Resposta: 630 provas distintas — alternativa D
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