Questão de Banco de Dados — Conceitos e Fundamentos de Modelo Relacional — FCC 2024
Banco de Dados›Conceitos e Fundamentos de Modelo Relacional
Código
fc147210
Banca
FCC
Órgão
Pref J Guararapes
Ano
2024
Cargo
AFTri (J Guararapes)
Uma prefeitura está implementando um banco de dados para gerenciar as informações dos cidadãos. A técnica que deve ser usada para garantir que a inserção de novos registros no banco de dados não viole as regras de integridade referencial é a
Acriação de views.
Butilização de chaves estrangeiras.
Caplicação de triggers.
Ddefinição de índices.
Eimplementação de stored procedures.
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GabaritoB — utilização de chaves estrangeiras.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Integridade Referencial no Modelo Relacional
Gabarito: letra B. A técnica que garante que a inserção de novos registros não viole as regras de integridade referencial é a utilização de chaves estrangeiras (foreign keys). A chave estrangeira é o mecanismo do modelo relacional que estabelece e valida o vínculo entre tabelas, assegurando que um valor referenciado exista na tabela-pai — é exatamente essa restrição que impede a inserção de um registro "órfão".
A integridade referencial é um dos pilares do modelo relacional, ao lado da integridade de entidade. Enquanto a integridade de entidade garante que cada linha de uma tabela seja única (via chave primária), a integridade referencial garante que os relacionamentos entre tabelas sejam consistentes. Em termos práticos: se você tem uma tabela CIDADAO e uma tabela ENDERECO, e cada endereço pertence a um cidadão, a coluna que liga o endereço ao cidadão (a chave estrangeira) só pode conter valores que existam na coluna de chave primária da tabela CIDADAO. Sem essa restrição, seria possível inserir um endereço apontando para um cidadão inexistente — um registro órfão que quebra a consistência do banco.
A chave estrangeira é declarada no esquema da tabela (via comando FOREIGN KEY na linguagem SQL) e o SGBD passa a monitorar automaticamente todas as operações de inserção, atualização e exclusão. Quando uma inserção tenta gravar um valor de chave estrangeira que não existe na tabela referenciada, o SGBD rejeita a operação. Essa é a essência da técnica: a validação é feita pelo próprio banco, de forma declarativa, sem necessidade de código adicional.
É importante distinguir a chave estrangeira de outros mecanismos que também lidam com dados, mas com finalidades diferentes. As views são tabelas virtuais que armazenam consultas; os índices são estruturas de acesso auxiliar para acelerar a recuperação de dados; as triggers são procedimentos automáticos disparados por eventos (como inserção ou atualização) e podem ser usadas para implementar regras de negócio, mas não são o mecanismo padrão para garantir integridade referencial; as stored procedures são blocos de código armazenados no banco, executados sob demanda. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que sabe que triggers podem validar dados pode ser tentado a marcá-las, mas a técnica correta e específica para integridade referencial é a chave estrangeira.
Guarde a fronteira: chave estrangeira = integridade referencial (vínculo entre tabelas); chave primária = integridade de entidade (identificação única de linhas). É nessa distinção que as alternativas se separam.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A criação de views não garante integridade referencial. Uma view é uma tabela virtual que armazena apenas a definição de uma consulta (não copia os dados) e serve para apresentar uma visão customizada dos dados ao usuário. Ela não impõe restrições de vínculo entre tabelas — apenas "enxerga" os dados que já estão nas tabelas base.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A utilização de chaves estrangeiras é exatamente o mecanismo que garante a integridade referencial. A chave estrangeira é um atributo (ou conjunto de atributos) em uma tabela que referencia a chave primária de outra tabela, e o SGBD valida automaticamente que todo valor inserido nessa coluna exista na tabela referenciada. É a técnica declarativa e nativa do modelo relacional para manter a consistência dos relacionamentos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A aplicação de triggers pode ser usada para implementar regras de validação personalizadas, mas não é a técnica padrão para garantir integridade referencial. Uma trigger é um procedimento automático disparado por eventos (INSERT, UPDATE, DELETE) e poderia, em tese, simular a validação, mas isso seria uma solução programática e redundante — o mecanismo correto e mais eficiente é a chave estrangeira, que já faz essa verificação de forma nativa e otimizada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A definição de índices não tem relação com integridade referencial. Índices são estruturas de acesso auxiliar que agilizam a recuperação de registros, oferecendo caminhos de acesso secundários com ponteiros para a localização física dos dados. Eles melhoram o desempenho de consultas, mas não impõem nenhuma restrição de vínculo entre tabelas.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A implementação de stored procedures não garante integridade referencial. Stored procedures são blocos de código SQL armazenados no banco, executados sob demanda, que podem encapsular lógica de negócio. Embora possam conter validações, elas não são o mecanismo declarativo de integridade referencial — a validação dependeria de programação manual em cada procedure, o que é frágil e não substitui a restrição nativa da chave estrangeira.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "o que pode validar dados" e "o que é o mecanismo nativo de integridade referencial". Triggers e stored procedures podem, tecnicamente, conter lógica de validação, mas a pergunta pede a técnica específica para garantir integridade referencial — e essa é exclusivamente a chave estrangeira. O candidato que pensa "triggers validam dados" cai na alternativa C; o que pensa "procedures encapsulam regras" cai na E. A chave estrangeira é a resposta porque é a restrição declarativa que o SGBD impõe automaticamente, sem código adicional.
PEGA ESSA DICA!
Na prova, quando a questão falar em "garantir integridade referencial", "manter consistência entre tabelas" ou "evitar registros órfãos", a resposta quase sempre será chave estrangeira. Associe mentalmente: integridade referencial → FOREIGN KEY. E lembre-se do par: chave primária (identifica a linha) ↔ chave estrangeira (liga as tabelas). Se a alternativa trouxer "chave primária" no lugar de "chave estrangeira", desconfie — é a troca clássica que a banca faz.