Questão de Engenharia de Software — Low-Code e No-Code — FCC 2024
Engenharia de Software›Low-Code e No-Code
Código
fc147289
Banca
FCC
Órgão
TRT 20
Ano
2024
Cargo
AJ TRT20
A equipe de TI de um Tribunal estava sobrecarregada com demandas de novos sistemas, além da necessidade manutenção de aplicações legadas. Foi definida, então, uma estratégia de utilização de plataformas Low-code e No-code visando aumentar a agilidade desenvolvimento, além de permitir que setores não técnicos desenvolvessem suas próprias ferramentas. O conjunto de aplicações adequadas para desenvolvimento utilizando estas plataformas, considerando as vantagens e limitações dessas abordagens, inclui
Amigração de sistemas legados de mainframes para cloud, com recursos customizados de controle sobre desempenho e segurança.
Bcálculo automatizado de sentenças judiciais e sistemas voltados para análise preditiva avançada de processos trabalhistas críticos confidenciais.
Csistemas de controle de processos judiciais em tempo real, com lógicas precisas de automação de decisões judiciais, integração com múltiplos bancos de dados e alto desempenho em processamento de grandes volumes de dados.
Dfuncionalidades para o sistema de gestão de casos judiciais, incluindo a integração com APIs governamentais, bancos de dados distribuídos e lógica de negócios customizada.
Eautomação fluxos de trabalho internos, como solicitações de férias e folgas, gestão de inventário de Ti, aplicativos para coleta de dados através de questionários e dashboards para visualização de relatórios gerenciais.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — automação fluxos de trabalho internos, como solicitações de férias e folgas, gestão de inventário de Ti, aplicativos para coleta de dados através de questionários e dashboards para visualização de relatórios gerenciais.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Plataformas Low-code e No-code: aplicações adequadas
Gabarito: letra E. Plataformas low-code e no-code são projetadas para acelerar o desenvolvimento por meio de interfaces visuais e configuração, em vez de programação tradicional. Elas são ideais para automação de fluxos de trabalho internos, aplicativos de coleta de dados e dashboards gerenciais, como descrito na alternativa E, pois esses casos envolvem lógica simples, baixa complexidade e necessidade de agilidade — exatamente o ponto forte dessas abordagens.
O que são plataformas low-code e no-code? São ambientes de desenvolvimento que permitem criar aplicações com mínima ou nenhuma codificação manual, utilizando componentes visuais, modelos pré-definidos e configuração por arrastar e soltar. A diferença entre elas está no nível de abstração: no-code é voltado para usuários de negócio, sem necessidade de conhecimento técnico; low-code ainda permite alguma programação para customizações mais avançadas, sendo usado por desenvolvedores profissionais para acelerar a entrega.
A principal vantagem dessas plataformas é a velocidade de desenvolvimento e a democratização da criação de software — setores não técnicos podem construir suas próprias ferramentas, como mencionado no enunciado. No entanto, elas têm limitações significativas: dificuldade em lidar com lógica de negócio altamente customizada, baixo controle sobre desempenho e segurança em cenários críticos, problemas de escalabilidade para grandes volumes de dados e dependência do fornecedor da plataforma (vendor lock-in).
Por isso, a escolha de aplicações adequadas para low-code/no-code deve considerar a complexidade e criticidade do sistema. Aplicações simples, internas, com fluxos bem definidos e baixa necessidade de customização profunda são as mais indicadas. Já sistemas que exigem alto desempenho, lógica complexa, integrações profundas com múltiplos bancos de dados, segurança crítica ou análise preditiva avançada não são adequados, pois essas plataformas não oferecem o controle fino necessário.
A banca explora exatamente essa fronteira: as alternativas incorretas descrevem sistemas complexos e críticos, que exigem desenvolvimento tradicional, enquanto a correta descreve aplicações simples e internas. O critério decisivo é: quanto maior a complexidade, criticidade e necessidade de customização, menos adequada é a plataforma low-code/no-code.
Critério
Aplicações adequadas (Low-code/No-code)
Aplicações inadequadas (Low-code/No-code)
Complexidade da lógica
Simples e bem definida (fluxos de aprovação, formulários)
Altamente customizada (automação de decisões judiciais, algoritmos preditivos)
Criticidade e segurança
Baixa criticidade (dados internos não sensíveis)
Alta criticidade (dados confidenciais, segurança rigorosa)
Desempenho e volume de dados
Baixo volume, sem necessidade de tempo real
Alto desempenho, grandes volumes, processamento em tempo real
Solicitações de férias, inventário de TI, questionários, dashboards gerenciais
Migração de mainframes, análise preditiva avançada, sistemas de controle processual em tempo real
Low-code/No-code
1Adequado
Fluxos internos (férias, folgas)
Coleta de dados (questionários)
Dashboards gerenciais
Inventário de TI
2Inadequado
Migração de mainframe
Análise preditiva avançada
Decisões judiciais automatizadas
Integração com múltiplos bancos
Lógica de negócio customizada
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
A migração de sistemas legados de mainframes para cloud é um processo altamente complexo, que envolve recursos customizados de controle sobre desempenho e segurança. Plataformas low-code/no-code não oferecem o nível de controle e customização necessário para esse tipo de operação, que exige conhecimento profundo da infraestrutura e do código legado. A migração de mainframes geralmente requer reescrita de código, otimização de desempenho e garantias de segurança que fogem completamente do escopo dessas plataformas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O cálculo automatizado de sentenças judiciais e sistemas de análise preditiva avançada envolvem lógica de negócio extremamente complexa, algoritmos de machine learning e tratamento de dados confidenciais com altos requisitos de segurança. Plataformas low-code/no-code não são projetadas para implementar algoritmos avançados de análise preditiva nem para oferecer o controle de segurança necessário para dados críticos e confidenciais. A complexidade algorítmica e a criticidade dos dados tornam essa aplicação inadequada para essas plataformas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Sistemas de controle de processos judiciais em tempo real, com lógicas precisas de automação de decisões judiciais, integração com múltiplos bancos de dados e alto desempenho em processamento de grandes volumes de dados exigem um nível de complexidade, desempenho e customização que plataformas low-code/no-code não conseguem entregar. A automação de decisões judiciais envolve regras de negócio críticas e precisas, e o processamento em tempo real de grandes volumes de dados demanda otimização e controle de infraestrutura que essas plataformas não oferecem.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Funcionalidades para um sistema de gestão de casos judiciais, incluindo integração com APIs governamentais, bancos de dados distribuídos e lógica de negócios customizada, representam um sistema complexo e crítico. A integração com APIs governamentais pode exigir protocolos de segurança específicos e a lógica de negócios customizada demanda controle fino sobre o código, o que não é viável em plataformas low-code/no-code. Bancos de dados distribuídos também exigem gerenciamento e otimização que fogem do escopo dessas plataformas.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A automação de fluxos de trabalho internos, como solicitações de férias e folgas, gestão de inventário de TI, aplicativos para coleta de dados através de questionários e dashboards para visualização de relatórios gerenciais são exemplos clássicos de aplicações adequadas para plataformas low-code/no-code. Esses casos envolvem:
Lógica simples e bem definida: fluxos de aprovação, formulários de coleta de dados e visualização de relatórios não exigem algoritmos complexos.
Baixa criticidade: erros nesses sistemas têm impacto limitado, diferente de sistemas de decisão judicial ou análise preditiva.
Necessidade de agilidade: a demanda por essas ferramentas é alta e a velocidade de entrega é crucial, exatamente o que as plataformas low-code/no-code proporcionam.
Empoderamento de usuários de negócio: setores não técnicos podem criar e manter essas aplicações, aliviando a equipe de TI.
A alternativa E descreve exatamente o perfil de aplicações que se beneficiam das vantagens dessas plataformas, sem esbarrar nas suas limitações.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato apresentando sistemas complexos e críticos (migração de mainframe, análise preditiva, automação de decisões judiciais) como se fossem adequados para low-code/no-code. A pegadinha está em não reconhecer que essas plataformas são limitadas para lógica complexa, alto desempenho e segurança crítica. O candidato que não domina as limitações dessas abordagens pode ser induzido a escolher uma alternativa com termos técnicos impressionantes, mas inadequados.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar aplicações adequadas a low-code/no-code, pergunte-se: a aplicação exige lógica de negócio altamente customizada? Tem requisitos críticos de desempenho ou segurança? Precisa de integrações profundas com múltiplos sistemas? Se a resposta for sim, não é adequada. Se a aplicação é simples, interna, com fluxos bem definidos e baixa criticidade, é o caso ideal. Memorize os exemplos típicos: automação de fluxos de trabalho, formulários de coleta de dados, dashboards gerenciais, aprovações internas.