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Questão de Segurança da Informação — Conceitos de Certificado Digital — FCC 2024

Segurança da InformaçãoConceitos de Certificado Digital
Código
fc147353
Banca
FCC
Órgão
Pref J Guararapes
Ano
2024
Cargo
AFTri (J Guararapes)
Uma prefeitura está implementando um sistema para distribuição de documentos oficiais, como Certidão de Tributos Mobiliários e alvarás de construção, de forma digital. Para garantir a integridade e a origem dos documentos oficiais emitidos pela prefeitura a solução adequada é
  1. Acriptografia simétrica (3DES) e hash MOS.
  2. Bcriptografia simétrica (RSA) e hash SHA-1.
  3. Ccertificado digital emitido por uma CA e assinatura digital com o algoritmo MOS.
  4. Dcertificado digital autoassinado e assinatura digital com SHA-1.
  5. Ecertificado digital emitido por uma CA e assinatura digital com SHA-256.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — certificado digital emitido por uma CA e assinatura digital com SHA-256.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Certificação digital e assinatura digital: garantindo integridade e autoria

Gabarito: letra E. Para garantir a integridade e a origem de documentos oficiais emitidos por uma prefeitura, a solução adequada é o uso de certificado digital emitido por uma Autoridade Certificadora (CA) combinado com assinatura digital — e, entre as opções, a que usa o algoritmo SHA-256 é a correta, pois é um hash seguro e atual. A assinatura digital, que utiliza criptografia assimétrica, garante autenticidade, integridade e não repúdio, e o certificado emitido por uma CA confere validade jurídica e confiança à chave pública do emissor.

A assinatura digital é um mecanismo criptográfico que permite comprovar a autenticidade (que o documento foi realmente gerado por quem diz ter feito) e a integridade (que não foi alterado). O processo funciona assim: o emissor calcula o hash (resumo) do documento, cifra esse hash com sua chave privada — gerando a assinatura — e envia o documento junto com a assinatura. O destinatário, de posse da chave pública do emissor (obtida por meio do certificado digital), decifra o hash e o compara com o hash que ele mesmo calcula do documento recebido. Se os dois hashes coincidirem, a assinatura é válida e o documento é íntegro e autêntico.

O certificado digital é o elemento que vincula a chave pública a uma identidade (pessoa física ou jurídica), funcionando como uma "carteira de identidade" eletrônica. Ele é emitido por uma Autoridade Certificadora (AC), que é uma entidade confiável dentro de uma Infraestrutura de Chaves Públicas (ICP). No Brasil, a ICP-Brasil, coordenada pelo ITI, é a raiz dessa hierarquia de confiança. Um certificado autoassinado (alternativa D) é aquele em que o dono e o emissor são a mesma entidade — ou seja, não há uma terceira parte confiável atestando a identidade, o que não é adequado para documentos oficiais que precisam de validade jurídica e confiança pública.

A escolha do algoritmo de hash também é crucial. O SHA-1 é considerado inseguro e obsoleto, pois já foram demonstradas colisões (duas mensagens diferentes com o mesmo hash). O SHA-256 é um algoritmo de hash seguro e amplamente utilizado, recomendado para assinaturas digitais. Já o MOS não existe como algoritmo criptográfico — é um termo inventado pela banca para confundir o candidato.

A criptografia simétrica (alternativas A e B) usa uma única chave para cifrar e decifrar, e não é adequada para assinatura digital, pois não garante autenticidade nem não repúdio — qualquer um que possua a chave poderia assinar. Além disso, a alternativa B comete outro erro: classifica o RSA como simétrico, quando na verdade é um algoritmo assimétrico.

Portanto, a solução correta é: certificado digital emitido por uma CA (para dar confiança e validade jurídica) + assinatura digital com SHA-256 (para garantir integridade e autenticidade com um algoritmo seguro).

1Processo
Hash do documento
Cifra com chave privada
Verificação com chave pública
2Garantias
Autenticidade
Integridade
Não repúdio
3Certificado digital
Emitido por CA (ICP-Brasil)
Vincula chave pública à identidade
Autoassinado (sem terceiro confiável)
4Algoritmos
SHA-1 (inseguro, obsoleto)
SHA-256 (seguro, atual)
MOS (não existe)
Assinatura digital
LEVELsoulevel.com.br
Assinatura digital: Processo (Hash do documento, Cifra com chave privada, Verificação com chave pública); Garantias (Autenticidade, Integridade, Não repúdio); Certificado digital (Emitido por CA (ICP-Brasil), Vincula chave pública à identidade, Autoassinado (sem terceiro confiável)); Algoritmos (SHA-1 (inseguro, obsoleto), SHA-256 (seguro, atual), MOS (não existe))

Alternativa A — ❌ Incorreta

A criptografia simétrica (3DES) não é usada para assinatura digital, pois não garante autenticidade nem não repúdio — qualquer detentor da chave poderia assinar. Além disso, "hash MOS" não existe; o termo correto seria SHA-256 ou similar.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro duplo: o RSA é um algoritmo de criptografia assimétrica, não simétrica. E o SHA-1 é um hash considerado inseguro e obsoleto para assinaturas digitais.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O certificado digital emitido por uma CA é correto, mas o algoritmo "MOS" não existe — é um distrator inventado. O hash correto seria SHA-256.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O certificado autoassinado não é adequado para documentos oficiais, pois não há uma terceira parte confiável (CA) atestando a identidade do emissor. Além disso, o SHA-1 é inseguro.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a solução completa e correta: certificado digital emitido por uma CA (garante confiança e validade jurídica) + assinatura digital com SHA-256 (garante integridade e autenticidade com algoritmo seguro).

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora trocar os algoritmos e os tipos de criptografia. Aqui, ela inventou o "MOS" (alternativas A e C) e classificou o RSA como simétrico (alternativa B). Fique atento: RSA é assimétrico, e SHA-1 é obsoleto — o correto é SHA-256.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de assinatura digital, lembre-se do fluxo: hash → cifra com chave privada → assinatura → verificação com chave pública. E desconfie de algoritmos desconhecidos como "MOS" — eles são invenções da banca.

Gabarito: letra E

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