Questão de Direito Administrativo — Processo Administrativo Municipal (Leis Municipais) — FCC 2025
Direito Administrativo›Processo Administrativo Municipal (Leis Municipais)
Código
fc148150
Banca
FCC
Órgão
Pref SP
Ano
2025
Cargo
AMCI (CGM SP)
A Portaria Controladoria Geral do Município - CGM nº 49, de 27 de novembro de 2023, que estabelece a disciplina referente à Política de Gestão de Riscos da Controladoria Geral do Município de São Paulo/SP, fixa princípios e objetivos a serem observados para a sua consecução, bem como as etapas que deverão ser contempladas para a sua operacionalização. De acordo com a referida Portaria,
Aa etapa em que são identificadas as possíveis causas e consequências do risco é a etapa da identificação de riscos.
Bestimular uma gestão proativa que antecipe e previna ocorrências capazes de afetar seu desempenho constitui um dos princípios da Política de Gestão de Riscos.
Ca etapa em que são identificados possíveis riscos para objetivos associados aos processos organizacionais é a etapa do entendimento do contexto.
Dter o comprometimento de todos os servidores e, em especial, os da alta administração constitui um dos objetivos da Política de Gestão de Riscos.
Eprezar a conformidade legal e normativa, incluindo políticas, programas, planos, procedimentos e normas internas do órgão, constitui um dos objetivos da Política de Gestão de Riscos.
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GabaritoE — prezar a conformidade legal e normativa, incluindo políticas, programas, planos, procedimentos e normas internas do órgão, constitui um dos objetivos da Política de Gestão de Riscos.
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Política de Gestão de Riscos: princípios e objetivos
Gabarito: letra E. A alternativa E reproduz, com exatidão, um dos objetivos da Política de Gestão de Riscos da Controladoria Geral do Município de São Paulo/SP, conforme a Portaria CGM nº 49/2023: "prezar a conformidade legal e normativa, incluindo políticas, programas, planos, procedimentos e normas internas do órgão". As demais alternativas ou trocam o conteúdo entre princípios e objetivos, ou atribuem a etapa errada do processo de gestão de riscos.
A gestão de riscos, no setor público, é um processo estruturado que visa identificar, analisar, avaliar e tratar os riscos que podem afetar o alcance dos objetivos organizacionais. A norma de referência internacional, a ABNT NBR ISO 31000, define princípios e diretrizes para que a gestão de riscos seja eficaz e eficiente. No âmbito da Administração Pública, a adoção dessa política é cada vez mais cobrada em concursos, especialmente em órgãos de controle, como a Controladoria Geral do Município.
A Portaria CGM nº 49/2023, ao instituir a Política de Gestão de Riscos, estabelece princípios e objetivos que devem orientar a atuação do órgão. Os princípios são as diretrizes fundamentais que norteiam a gestão de riscos, como a integração, a personalização, a inclusão e a dinâmica. Já os objetivos são as metas concretas que se pretende alcançar com a implementação da política, como a conformidade legal, a melhoria do desempenho e a proteção do interesse público.
A distinção entre princípios e objetivos é crucial para resolver esta questão. Enquanto os princípios são mais abstratos e genéricos, os objetivos são mais específicos e mensuráveis. A banca explora exatamente essa confusão, apresentando itens que misturam as duas categorias. Por exemplo, "estimular uma gestão proativa" (alternativa B) e "ter o comprometimento de todos os servidores" (alternativa D) são, na verdade, princípios da política, não objetivos. Já "prezar a conformidade legal e normativa" (alternativa E) é um objetivo claro e específico.
Outro ponto central é a compreensão das etapas do processo de gestão de riscos. A norma ISO 31000 estabelece um processo cíclico que inclui: (1) entendimento do contexto, (2) identificação de riscos, (3) análise de riscos, (4) avaliação de riscos e (5) tratamento de riscos. A alternativa A erra ao afirmar que a identificação de causas e consequências é a etapa de identificação de riscos — na verdade, isso faz parte da análise de riscos. A alternativa C erra ao dizer que a identificação de riscos para objetivos é a etapa de entendimento do contexto — na verdade, isso é a própria identificação de riscos.
Guarde a fronteira entre princípios e objetivos, e entre as etapas do processo de gestão de riscos: é exatamente nesses dois eixos que as alternativas se dividem.
Etapa do Processo
Descrição Correta (ISO 31000)
Descrição Incorreta (trocada pela banca)
Entendimento do contexto
Análise do ambiente interno e externo
Identificação de riscos para objetivos (alternativa C)
Identificação de riscos
Reconhecer riscos que podem afetar os objetivos
Identificação de causas e consequências (alternativa A)
Análise de riscos
Compreender a natureza do risco, causas e consequências
—
Gestão de riscos (Portaria CGM 49/2023): Princípios (Comprometimento da alta administração, Gestão proativa, Integrada e estruturada); Objetivos (Conformidade legal e normativa, Melhoria do desempenho, Proteção do interesse público); Etapas do processo (Entendimento do contexto, Identificação de riscos, Análise de riscos (causas e consequências), Avaliação e tratamento)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a etapa em que são identificadas as possíveis causas e consequências do risco é a etapa da identificação de riscos. Isso está errado. A identificação de riscos é a etapa em que se reconhecem os riscos que podem afetar os objetivos, ou seja, é o momento de listar "o que pode acontecer". Já a análise das causas e consequências é uma etapa posterior, denominada análise de riscos, que busca compreender a natureza do risco e determinar seu nível. A banca troca o conteúdo de duas etapas distintas do processo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que "estimular uma gestão proativa que antecipe e previna ocorrências capazes de afetar seu desempenho" é um dos princípios da Política de Gestão de Riscos. Isso está errado. Essa é uma característica da gestão de riscos, mas não se enquadra como um princípio da política. Os princípios da gestão de riscos, conforme a ISO 31000, incluem: integrada, estruturada e abrangente, personalizada, inclusiva, dinâmica, melhor informação disponível, fatores humanos e culturais, e melhoria contínua. A gestão proativa é, na verdade, um objetivo ou uma diretriz da política, não um princípio. A banca inverte a classificação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a etapa em que são identificados possíveis riscos para objetivos associados aos processos organizacionais é a etapa do entendimento do contexto. Isso está errado. O entendimento do contexto é a etapa inicial, em que se analisa o ambiente interno e externo da organização para compreender os fatores que podem influenciar a gestão de riscos. A identificação de riscos é a etapa em que se reconhecem os riscos que podem afetar os objetivos. A banca troca a ordem das etapas: primeiro se entende o contexto, depois se identificam os riscos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que "ter o comprometimento de todos os servidores e, em especial, os da alta administração" é um dos objetivos da Política de Gestão de Riscos. Isso está errado. O comprometimento da alta administração é um princípio fundamental da gestão de riscos, pois sem o apoio da liderança a política não se sustenta. A banca troca a classificação: o comprometimento é um princípio, não um objetivo. Os objetivos são metas concretas, como a conformidade legal, a melhoria do desempenho e a proteção do interesse público.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que "prezar a conformidade legal e normativa, incluindo políticas, programas, planos, procedimentos e normas internas do órgão" é um dos objetivos da Política de Gestão de Riscos. Isso está correto. A conformidade legal e normativa é um objetivo central da gestão de riscos no setor público, pois garante que o órgão atue dentro dos limites da lei e das normas internas. Esse é um objetivo específico e mensurável, que se alinha com a finalidade da Controladoria Geral do Município de zelar pela legalidade e pela boa gestão.