Questão de Engenharia de Software — Análise de Pontos de Função (APF) — FCC 2025
Engenharia de Software›Análise de Pontos de Função (APF)
Código
fc150543
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ PI
Ano
2025
Cargo
ATE ( )
Durante a modelagem de um sistema de fiscalização tributária, a equipe de analistas identificou a seguinte funcionalidade:
O sistema deve permitir consultar dados de contribuintes a partir do número de inscrição estadual, retornando informações cadastrais, situação fiscal e débitos vinculados.
A equipe técnica mapeou os seguintes elementos:
A consulta acessa 3 Arquivos Lógicos Internos (ALI)
A consulta também acessa 2 Arquivos de Interface Externa (AIE)
A resposta da consulta contém 10 Dados Elementares (DETs – Data Element Types)
A funcionalidade foi classificada como do tipo Consulta Externa (CE) segundo o padrão IFPUG. Para calcular sua complexidade, a equipe utilizou a tabela de referência abaixo, na qual FTRs se referem a Files Type Referenced.
Tabela de Complexidade – Consulta Externa (CE)
Com base nas informações fornecidas e utilizando as regras de contagem da Análise de Pontos de Função, a quantidade correta de pontos de função (PF) atribuída a essa funcionalidade de consulta é:
A6 PF, pois o sistema retorna muitos dados ao usuário e qualquer consulta com mais de 2 arquivos é considerada complexa.
B3 PF, pois, com 1 FTR e a operação sendo apenas de leitura, sempre resulta em baixa pontuação de PF para consultas externas.
C3 PF, pois o número de DETs está entre 6 e 19 e a contagem de FTRs é 2, o que classifica a Consulta Externa como de média complexidade.
D4 PF, pois, com 2 FTRs e o número de DETs não ultrapassando 19, a complexidade não pode ser considerada alta.
E6 PF, pois há 5 FTRs e 10 DETs, o que classifica a Consulta Externa como de alta complexidade.
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GabaritoE — 6 PF, pois há 5 FTRs e 10 DETs, o que classifica a Consulta Externa como de alta complexidade.
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Análise de Pontos de Função: complexidade de Consulta Externa
Gabarito: letra E. A consulta externa acessa 3 ALIs e 2 AIEs, totalizando 5 FTRs (Files Type Referenced), e possui 10 DETs. Pela tabela de complexidade do IFPUG para Consulta Externa, 5 FTRs e 10 DETs (entre 6 e 19) classificam a função como alta complexidade, que corresponde a 6 PF. As demais alternativas erram ao contar FTRs incorretamente ou ao aplicar a tabela de forma equivocada.
A Análise de Pontos de Função (APF) é uma técnica de medição de tamanho funcional do software, padronizada pelo IFPUG (International Function Point Users Group). Ela mede o que o usuário percebe como funcionalidade, independentemente da tecnologia ou linguagem de programação. As funções são divididas em funções de dados (ALI e AIE) e funções de transação (EE, SE e CE). A Consulta Externa (CE) é uma função de transação que recupera dados de arquivos lógicos internos (ALI), arquivos de interface externa (AIE) ou informações de controle, sem realizar cálculos ou atualizações — apenas apresenta informações ao usuário.
Para determinar a complexidade de uma CE, o IFPUG define dois critérios: o número de FTRs (arquivos referenciados pela transação, ou seja, a soma de ALIs e AIEs acessados) e o número de DETs (dados elementares, campos únicos que o usuário reconhece). A tabela de complexidade para CE é uma matriz que cruza esses dois valores. No caso, a consulta acessa 3 ALIs + 2 AIEs = 5 FTRs, e possui 10 DETs. Cruzando na tabela: 5 FTRs (faixa de 2 ou mais) e 10 DETs (faixa de 6 a 19) resultam em alta complexidade, que vale 6 PF. É importante notar que a contagem de FTRs não é o número de arquivos de cada tipo separadamente, mas o total de arquivos referenciados pela transação.
A pegadinha desta questão está justamente na contagem dos FTRs. O candidato apressado pode considerar apenas os ALIs (3) ou apenas os AIEs (2), ou ainda confundir a tabela de complexidade de CE com a de outras funções de transação. A banca explora exatamente essa confusão: as alternativas A, B, C e D apresentam contagens parciais ou aplicações incorretas da tabela. O conceito central é que FTR = ALI + AIE referenciados pela transação, e é essa soma que deve ser usada na matriz de complexidade.
Guarde a regra de ouro: para calcular a complexidade de uma Consulta Externa, some todos os arquivos referenciados (ALIs e AIEs) para obter o número de FTRs, e conte os DETs da resposta. Com esses dois números, cruze na tabela específica da CE. É exatamente nesse cruzamento que as alternativas se dividem.
1Contar FTRs (ALI + AIE)
2Contar DETs
3Cruzar na tabela CE
4Obter PF
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que qualquer consulta com mais de 2 arquivos é complexa, atribuindo 6 PF. O erro está na generalização: a complexidade não é determinada apenas pelo número de arquivos, mas pelo cruzamento entre FTRs e DETs na tabela. Além disso, a justificativa "retorna muitos dados" não é critério do IFPUG. A contagem correta de 6 PF só se justifica porque 5 FTRs e 10 DETs caem na faixa de alta complexidade, não por uma regra genérica de "mais de 2 arquivos".
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que há apenas 1 FTR, o que está errado. A consulta acessa 3 ALIs e 2 AIEs, totalizando 5 FTRs, não 1. A justificativa de que "operação de leitura sempre resulta em baixa pontuação" também é falsa: a complexidade de uma CE depende da tabela, não do fato de ser apenas leitura. Uma CE pode ser de alta complexidade, como neste caso.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erra ao afirmar que a contagem de FTRs é 2. Na verdade, são 5 FTRs (3 ALIs + 2 AIEs). Além disso, a classificação de "média complexidade" para 2 FTRs e 10 DETs estaria correta apenas se o número de FTRs fosse realmente 2, mas como são 5, a complexidade é alta. A alternativa mistura a contagem correta de DETs (10, entre 6 e 19) com uma contagem incorreta de FTRs.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que há 2 FTRs, o que está incorreto — são 5. A justificativa de que "com 2 FTRs e DETs não ultrapassando 19, a complexidade não pode ser alta" seria verdadeira se os FTRs fossem 2, mas como são 5, a complexidade é alta. A alternativa parte de uma premissa errada (2 FTRs) e chega a uma conclusão errada (4 PF).
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta ao somar os FTRs: 3 ALIs + 2 AIEs = 5 FTRs. Com 10 DETs (entre 6 e 19), o cruzamento na tabela de complexidade de Consulta Externa resulta em alta complexidade, que corresponde a 6 PF. A alternativa espelha exatamente a regra do IFPUG: FTRs são todos os arquivos referenciados pela transação, e a complexidade é determinada pela matriz FTR × DET.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora trocar a contagem de FTRs — aqui, ela oferece alternativas com 1, 2 e 5 FTRs para confundir. O candidato que conta apenas os ALIs (3) ou apenas os AIEs (2) cai nas alternativas B, C ou D. Lembre-se: FTR é a soma de ALIs e AIEs referenciados pela transação. Com treino, você enxerga essa pegadinha de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para questões de APF, monte uma tabela mental com as faixas de complexidade de cada função de transação (EE, SE, CE). Para CE, a faixa de alta complexidade começa com 2+ FTRs e 6+ DETs. Na prova, identifique primeiro os FTRs (some ALIs e AIEs) e depois os DETs — o cruzamento na tabela decide tudo.