Questão de Engenharia de Software — Análise de Pontos de Função (APF) — FCC 2025
Engenharia de Software›Análise de Pontos de Função (APF)
Código
fc150547
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ PI
Ano
2025
Cargo
AFFE ( )
Considere os seguintes dados multiplicativos para cada tipo de função como orientação para a contagem de pontos, onde baixa, média e alta são os níveis de complexidade (IFPUG - International Function Points Users Group):
EE
Baixa x 3
Média x 4
Alta x 6
SE
Baixa x 4
Média x 5
Alta x 7
ALI
Baixa x 7
Média x 10
Alta x 15
AIE
Baixa x 5
Média x 7
Alta x 10
Os dados multiplicativos de consultas são idênticos aos dados de entrada.
Uma equipe de uma Secretaria da Fazenda está desenvolvendo um sistema cujas características iniciais dos requisitos levantados apontam para uma contagem de pontos de função com as seguintes características:
três entradas de complexidade baixa, duas de complexidade média e uma de complexidade alta.
uma saída de complexidade baixa, cinco de complexidade média e duas de complexidade alta.
duas consultas de complexidade baixa, seis de complexidade média.
dois arquivos lógicos de complexidade baixa, três de complexidade média e um de complexidade alta.
três interfaces de complexidade baixa e duas de complexidade alta.
A quantidade bruta e correta de pontos de função apurada após o cálculo é
A256
B161
C190
D174
E203
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GabaritoC — 190
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Resolução
Gabarito: letra C — a conta chega a 190 pontos de função — alternativa C.
A ideia por trás
A Análise de Pontos de Função (APF) é uma técnica para medir o tamanho funcional de um software, ou seja, quanto ele entrega para o usuário, sem depender da linguagem ou tecnologia. Ela classifica as funcionalidades em dois grupos: funções de transação (entradas, saídas e consultas) e funções de dados (arquivos lógicos internos e arquivos de interface externa). Cada função recebe um peso conforme sua complexidade (baixa, média ou alta), e a soma desses pesos é o total bruto de pontos de função.
O cálculo é uma soma de produtos: para cada tipo de função, multiplica-se a quantidade de funções de cada complexidade pelo peso correspondente, e depois soma-se tudo. Os pesos são tabelados pelo IFPUG e fornecidos no enunciado. A relação é linear: cada função contribui com seu peso, e o total é a soma das contribuições. A complexidade é determinada por fatores como número de elementos de dados e arquivos referenciados, mas nesta questão ela já é dada.
Esta questão cobra a aplicação direta da tabela de pesos, com duas pegadinhas: as consultas externas usam os mesmos pesos das entradas externas, e os arquivos de interface externa têm pesos diferentes dos arquivos lógicos internos. O passo a passo é separar cada tipo de função, calcular sua contribuição e somar.
O que a questão dá
3 entradas externas de complexidade baixa, 2 médias, 1 alta
1 saída externa de complexidade baixa, 5 médias, 2 altas
2 consultas externas de complexidade baixa, 6 médias
3 interfaces externas de complexidade baixa, 2 altas
pesos: EE baixa 3, média 4, alta 6; SE baixa 4, média 5, alta 7; ALI baixa 7, média 10, alta 15; AIE baixa 5, média 7, alta 10; CE usa os mesmos pesos de EE
O que queremos: o total bruto de pontos de função
Passo 1 — Calcular a contribuição das entradas externas
Começamos pelas entradas externas porque são o primeiro item listado e têm pesos próprios. Cada entrada externa é uma transação que insere dados no sistema, e seu peso depende da complexidade.
Por que esta fórmula: A contribuição de cada tipo de função é a soma dos produtos entre a quantidade de funções de cada complexidade e o peso correspondente. Para EE, os pesos são 3, 4 e 6 para baixa, média e alta.
De onde vem cada valor: = tabela: peso da EE baixa · = enunciado: duas entradas de complexidade média · = tabela: peso da EE média · = enunciado: uma entrada de complexidade alta · = tabela: peso da EE alta
NÃO CAIA NESSA!
Trocar os pesos da EE com os da SE, usando 4, 5, 7 para entradas.
Passo 2 — Calcular a contribuição das saídas externas
As saídas externas são transações que apresentam dados ao usuário, e têm pesos diferentes das entradas. Precisamos calculá-las separadamente para somar depois.
Por que esta fórmula: Mesma lógica: quantidade vezes peso, somando as três complexidades. Para SE, os pesos são 4, 5 e 7.
De onde vem cada valor: = enunciado: uma saída de complexidade baixa · = tabela: peso da SE baixa · = tabela: peso da SE média · = enunciado: duas saídas de complexidade alta · = tabela: peso da SE alta
NÃO CAIA NESSA!
Usar os pesos da EE (3, 4, 6) para as saídas, o que daria um total menor.
Passo 3 — Calcular a contribuição das consultas externas
As consultas externas são transações que recuperam dados, e o enunciado avisa que usam os mesmos pesos das entradas externas. Essa é a primeira pegadinha: muitos alunos usam os pesos das saídas.
Por que esta fórmula: Como CE usa os mesmos pesos de EE, aplicamos 3, 4 e 6. Não há consultas de complexidade alta, então só entram as baixas e médias.
De onde vem cada valor: = enunciado: duas consultas de complexidade baixa · = tabela: peso da CE baixa (igual à EE) · = enunciado: seis consultas de complexidade média · = tabela: peso da CE média (igual à EE)
NÃO CAIA NESSA!
Usar os pesos da SE (4, 5, 7) para as consultas, o que daria 2×4 + 6×5 = 38, inflando o total.
Passo 4 — Calcular a contribuição dos arquivos lógicos internos
Os arquivos lógicos internos são grupos de dados mantidos dentro do sistema, e têm pesos próprios, maiores que os das transações. Precisamos calculá-los para somar.
Por que esta fórmula: Para ALI, os pesos são 7, 10 e 15. Aplicamos a mesma fórmula de soma de produtos.
De onde vem cada valor: = enunciado: dois arquivos lógicos de complexidade baixa · = tabela: peso da ALI baixa · = enunciado: três arquivos lógicos de complexidade média · = tabela: peso da ALI média · = enunciado: um arquivo lógico de complexidade alta · = tabela: peso da ALI alta
NÃO CAIA NESSA!
Confundir os pesos da ALI com os da AIE, usando 5, 7, 10 para arquivos internos.
Passo 5 — Calcular a contribuição das interfaces externas
As interfaces externas são grupos de dados referenciados de outros sistemas, e têm pesos diferentes dos arquivos internos. Essa é a segunda pegadinha: muitos alunos usam os pesos da ALI.
Por que esta fórmula: Para AIE, os pesos são 5, 7 e 10. Não há interfaces de complexidade média, então só entram as baixas e altas.
De onde vem cada valor: = enunciado: três interfaces de complexidade baixa · = tabela: peso da AIE baixa · = enunciado: duas interfaces de complexidade alta · = tabela: peso da AIE alta
NÃO CAIA NESSA!
Usar os pesos da ALI (7, 10, 15) para as interfaces, o que daria 3×7 + 2×15 = 51, inflando o total.
Passo 6 — Somar todas as contribuições
O ponto de função bruto é a soma de todas as contribuições individuais. Agora que temos cada parte, basta somar.
Por que esta fórmula: O total é a soma aritmética dos resultados dos passos anteriores.
De onde vem cada valor: = passo 1: 23 · = passo 2: 43 · = passo 3: 30 · = passo 4: 59 · = passo 5: 35
NÃO CAIA NESSA!
Esquecer de somar uma das categorias, ou somar errado por falta de atenção.