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Questão de Engenharia de Software — Conceitos e Princípios das Metodologias Ágeis — FCC 2025

Engenharia de SoftwareConceitos e Princípios das Metodologias Ágeis
Código
fc150549
Banca
FCC
Órgão
CGE PI
Ano
2025
Cargo
Aud Gov ( )
Uma Secretaria da Fazenda iniciou um projeto ágil para otimizar o sistema de emissão de NF-e. Após a 1ª iteração, que entregou a geração básica de NF-e, a equipe planeja a próxima, focando em usabilidade e validação fiscal com base nas necessidades dos contribuintes. A abordagem mais apropriada para o planejamento da próxima geração é:
  1. APlanejar com base no feedback, mas sem ajustar recursos, reavaliando a geração de NF-e.
  2. BPlanejar a próxima iteração apenas com os requisitos iniciais, ignorando o feedback dos contribuintes.
  3. CUsar o feedback dos usuários para priorizar usabilidade e validação fiscal na 2ª iteração.
  4. DRedefinir todos os requisitos, focando só em validações fiscais, sem usar a 1ª entrega.
  5. EFocar a 2ª iteração em Infraestrutura técnica, sem revisar a 1ª ou considerar o feedback.
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GabaritoC — Usar o feedback dos usuários para priorizar usabilidade e validação fiscal na 2ª iteração.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Metodologias Ágeis: Feedback Contínuo e Planejamento Iterativo

Gabarito: letra C. Em metodologias ágeis, o planejamento da próxima iteração deve ser guiado pelo feedback dos usuários e pelas lições aprendidas na iteração anterior, priorizando as funcionalidades de maior valor — exatamente o que a alternativa C descreve ao usar o feedback para priorizar usabilidade e validação fiscal na 2ª iteração. Essa é a essência do empirismo ágil (transparência, inspeção e adaptação) e do princípio do Manifesto Ágil de "responder a mudanças mais que seguir um plano".

O desenvolvimento ágil é um conjunto de princípios, valores e práticas que busca entregar valor ao cliente de forma contínua e adaptativa, em ciclos curtos chamados iterações (ou sprints). Diferentemente do modelo cascata, onde os requisitos são definidos uma única vez no início e o projeto segue linearmente, o ágil assume que os requisitos são incertos e mudam — e que a melhor forma de lidar com isso é inspecionar o que foi entregue, coletar feedback e adaptar o plano para a próxima iteração. É o chamado empirismo: o conhecimento vem da experiência, não da especulação.

O Manifesto Ágil, documento fundador do movimento, estabelece quatro valores e doze princípios. Entre os princípios, dois são centrais para esta questão: "Nossa maior prioridade é satisfazer o cliente através da entrega contínua e adiantada de software com valor agregado" e "Mudanças nos requisitos são bem-vindas, mesmo tardiamente no desenvolvimento". O feedback do usuário é o combustível desse ciclo: cada iteração entrega um incremento de software funcionando, o usuário experimenta e dá retorno, e a equipe usa esse retorno para decidir o que fazer em seguida. Ignorar o feedback seria abandonar a própria razão de ser do ágil.

Na prática, imagine a Secretaria da Fazenda: a 1ª iteração entregou a geração básica de NF-e. Os contribuintes usaram o sistema e apontaram que a interface é confusa e que a validação fiscal demora. A equipe ágil, em vez de seguir cegamente o plano inicial, leva esse feedback para a reunião de planejamento da 2ª iteração e decide: "vamos priorizar usabilidade e validação fiscal, porque é isso que os usuários mais precisam agora". É exatamente o que a alternativa C propõe. As demais alternativas ou ignoram o feedback (B, E), ou não o usam para priorizar (A), ou descartam o trabalho já feito (D) — todas contrariam os princípios ágeis.

A pegadinha que a banca explora aqui é a tentação de tratar o planejamento ágil como um processo rígido, em que os requisitos iniciais são imutáveis e o feedback é opcional. O candidato que memorizou apenas a definição superficial de "iterativo e incremental" pode cair na alternativa B, que parece "seguir o plano". Mas o ágil é, por definição, adaptativo: o feedback é o mecanismo central de priorização. Guarde essa fronteira: planejamento ágil = planejamento baseado em feedback e valor entregue, não em requisitos congelados.

  1. 1Entrega incremento
  2. 2Coleta feedback
  3. 3Inspeção e adaptação
  4. 4Prioriza por valor
  5. 5Planeja próxima iteração
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Planejar com base no feedback, mas sem ajustar recursos, é contraditório com a natureza adaptativa do ágil. O feedback pode revelar a necessidade de realocar pessoas, mudar prioridades ou até revisar o escopo — e o ágil acolhe esses ajustes. Além disso, a alternativa diz "reavaliando a geração de NF-e", mas não menciona a priorização de usabilidade e validação fiscal, que é o foco do enunciado. O erro está em limitar o planejamento a uma reavaliação sem ajustes, quando o ágil exige adaptação plena.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Planejar a próxima iteração apenas com os requisitos iniciais, ignorando o feedback dos contribuintes, viola frontalmente o princípio ágil de aceitar mudanças e de usar o feedback para guiar o desenvolvimento. O Manifesto Ágil valoriza "responder a mudanças mais que seguir um plano" — os requisitos iniciais são um ponto de partida, não uma camisa de força. Ignorar o feedback é o oposto do empirismo: é planejar no escuro, sem inspecionar o que foi entregue.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Usar o feedback dos usuários para priorizar usabilidade e validação fiscal na 2ª iteração é a essência do planejamento ágil. O enunciado diz que a equipe quer focar "em usabilidade e validação fiscal com base nas necessidades dos contribuintes" — e é exatamente isso que a alternativa C faz: transforma o feedback em critério de priorização. Isso reflete o princípio do Manifesto Ágil de satisfazer o cliente com entrega de valor e o pilar da adaptação do Scrum. A alternativa espelha os termos-chave do enunciado (feedback, priorizar, usabilidade, validação fiscal, 2ª iteração) e a prática ágil correta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Redefinir todos os requisitos, focando em validações fiscais e sem usar a 1ª entrega, é um erro duplo. Primeiro, o ágil não descarta o trabalho já feito — a 1ª entrega (geração básica de NF-e) é um incremento de valor que deve ser preservado e evoluído. Segundo, focar apenas em validações fiscais ignora a usabilidade, que o próprio enunciado aponta como prioridade. A palavra "todos" e o "sem usar a 1ª entrega" tornam a alternativa radical demais e contrária ao desenvolvimento incremental.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Focar a 2ª iteração em infraestrutura técnica, sem revisar a 1ª ou considerar o feedback, contraria o princípio de que o feedback do usuário deve guiar as prioridades. O enunciado é claro: a equipe quer focar em usabilidade e validação fiscal com base nas necessidades dos contribuintes. Ignorar o feedback e o que foi aprendido na 1ª iteração é abandonar o empirismo ágil. A infraestrutura pode ser necessária, mas não é a prioridade indicada pelo contexto — e a alternativa não menciona nenhum mecanismo de aprendizado ou adaptação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato acreditar que "planejar a próxima iteração" significa seguir o plano inicial (alternativa B) ou focar em aspectos técnicos (alternativa E). Mas o ágil é adaptativo: o feedback do usuário é o critério número um de priorização. Se a alternativa ignora o feedback ou descarta o trabalho já entregue, ela está errada — por mais "organizada" que pareça.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, quando a questão falar de metodologia ágil e iteração, procure a alternativa que menciona feedback do usuário, adaptação e priorização por valor. Essas três palavras são a assinatura do planejamento ágil. Se a alternativa diz "ignorar feedback", "sem ajustar", "só requisitos iniciais" ou "descartar entrega anterior", elimine-a na hora.

Gabarito: letra C

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