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Questão de Engenharia de Software — Outras Metodologias Ágeis e Questões Mescladas — FCC 2025

Engenharia de SoftwareOutras Metodologias Ágeis e Questões Mescladas
Código
fc150554
Banca
FCC
Órgão
TRT 2
Ano
2025
Cargo
AJ TRT2
Em um Tribunal Regional do Trabalho, a equipe de analistas está desenvolvendo um novo sistema para gestão de processos administrativos trabalhistas. Diante da necessidade de controlar requisitos em constante evolução, interações frequentes com os usuários finais e entregas incrementais, a escolha de uma abordagem metodológica precisa equilibrar adaptabilidade, previsibilidade de prazos e capacidade de estimar esforços de desenvolvimento. Considerando esse cenário, a equipe optou por utilizar
  1. AAnálise de Pontos de Função para estimar o esforço de desenvolvimento, utilizando a técnica Contagem de Pontos de Caso de Uso, que avalia a complexidade funcional do sistema considerando entradas externas, saídas externas, consultas, arquivos lógicos internos e arquivos de interface externa, permitindo quantificar o esforço de desenvolvimento de forma objetiva e detalhada.
  2. BScrum como framework para gerenciar o desenvolvimento, mantendo todas as cerimônias previstas e empregando os artefatos como Product Backlog, Sprint Backlog e Increment para assegurar a entrega incremental, enquanto utiliza técnicas como Análise de Pontos de Função para embasar estimativas de esforço e apoiar o planejamento das iterações.
  3. Co modelo Waterfall, baseando o desenvolvimento em ciclos curtos, com reuniões diárias de acompanhamento e entregas parciais, mas mantendo a validação de todos os requisitos de forma completa e antecipada na primeira fase.
  4. DExtreme Programming (XP), com forte foco na documentação formal de requisitos e modelagem UML detalhada antes de iniciar os ciclos de iteração, assegurando rastreabilidade completa de todos os artefatos do sistema.
  5. Ea metodologia Rational Unified Process (RUP), realizando entregas contínuas sem documentação formal ou modelagem, priorizando a simplicidade do backlog e reuniões diárias como principal mecanismo de planejamento e controle.
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GabaritoB — Scrum como framework para gerenciar o desenvolvimento, mantendo todas as cerimônias previstas e empregando os artefatos como Product Backlog, Sprint Backlog e Increment para assegurar a entrega incremental, enquanto utiliza técnicas como Análise de Pontos de Função para embasar estimativas de esforço e apoiar o planejamento das iterações.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Metodologias Ágeis: Scrum e Estimativas de Software

Gabarito: letra B. A alternativa correta combina o Scrum como framework de gerenciamento — com suas cerimônias, artefatos (Product Backlog, Sprint Backlog, Increment) e entregas incrementais — com o uso de Análise de Pontos de Função (APF) como técnica de estimativa de esforço, que apoia o planejamento das iterações. As demais alternativas distorcem conceitos de metodologias ágeis e tradicionais, misturando características incompatíveis.

O cenário descrito no enunciado é o clássico de um projeto que exige adaptabilidade (requisitos em constante evolução), interações frequentes com usuários e entregas incrementais. Essas são as características centrais das metodologias ágeis, que priorizam a resposta rápida a mudanças em vez de um planejamento rígido e antecipado. O Scrum é o framework ágil mais difundido para gerenciar esse tipo de desenvolvimento, organizando o trabalho em ciclos chamados Sprints, com papéis bem definidos (Product Owner, Scrum Master e Time de Desenvolvimento), eventos (Sprint Planning, Daily Scrum, Sprint Review, Sprint Retrospective) e artefatos (Product Backlog, Sprint Backlog e Increment).

A Análise de Pontos de Função, por sua vez, é uma técnica de medição do tamanho funcional do software, baseada na visão do usuário. Ela conta as funcionalidades que o sistema oferece, classificando-as em cinco tipos: Entradas Externas (EE), Saídas Externas (SE), Consultas Externas (CE), Arquivos Lógicos Internos (ALI) e Arquivos de Interface Externa (AIE). Essa medição é independente da tecnologia e da linguagem de programação, o que a torna útil para estimar esforço, custo e prazo antes do desenvolvimento. No contexto do Scrum, a APF pode ser aplicada para dimensionar os itens do Product Backlog e embasar as estimativas de esforço, auxiliando o planejamento das Sprints.

A banca explora a confusão entre métodos de gestão (Scrum) e técnicas de estimativa (APF), além de distorcer as características de outras metodologias como XP, Waterfall e RUP. A pegadinha central é apresentar alternativas que misturam conceitos de forma incoerente, como usar APF com Contagem de Pontos de Caso de Uso (que são técnicas distintas) ou descrever o Waterfall com características ágeis. A alternativa correta é a única que apresenta uma combinação coerente e tecnicamente válida.

Guarde a distinção fundamental: Scrum é um framework de gerenciamento (como organizar o trabalho), enquanto APF é uma técnica de medição (como dimensionar o software). A alternativa B é a única que integra essas duas abordagens de forma correta, atendendo à necessidade de adaptabilidade, previsibilidade e estimativa descrita no enunciado.

Critério

Scrum (framework de gerenciamento)

Análise de Pontos de Função (técnica de estimativa)

Natureza

Framework ágil para organizar o trabalho

Técnica de medição do tamanho funcional do software

Artefatos/Elementos

Product Backlog, Sprint Backlog, Increment

Entradas Externas, Saídas Externas, Consultas, ALI, AIE

Função principal

Gerenciar o desenvolvimento com entregas incrementais e adaptabilidade

Estimar esforço, custo e prazo com base na visão do usuário

Aplicação no contexto

Atende à necessidade de requisitos em evolução e interações frequentes

Apoia o planejamento das iterações (Sprints) com estimativas objetivas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Esta alternativa mistura duas técnicas de estimativa distintas: a Análise de Pontos de Função e a Contagem de Pontos de Caso de Uso. A APF avalia a complexidade funcional considerando entradas externas, saídas externas, consultas, arquivos lógicos internos e arquivos de interface externa — mas a Contagem de Pontos de Caso de Uso é uma técnica separada, baseada em casos de uso, não em pontos de função. Além disso, a alternativa não menciona o Scrum, que é o framework mais adequado para o cenário de requisitos em constante evolução e entregas incrementais descrito no enunciado. O erro está em apresentar uma técnica de estimativa isolada, sem o framework de gerenciamento que atenderia à necessidade de adaptabilidade e interações frequentes.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve corretamente o uso do Scrum como framework de gerenciamento, com suas cerimônias (Sprint Planning, Daily Scrum, Sprint Review, Sprint Retrospective) e artefatos (Product Backlog, Sprint Backlog e Increment), assegurando a entrega incremental. Além disso, integra a Análise de Pontos de Função como técnica para embasar estimativas de esforço e apoiar o planejamento das iterações. Essa combinação atende exatamente ao cenário descrito: requisitos em constante evolução (gerenciados pelo Product Backlog), interações frequentes com usuários (cerimônias e revisões) e entregas incrementais (Sprints), com capacidade de estimar esforço (APF). É a única alternativa que apresenta uma integração coerente e tecnicamente válida entre gestão ágil e estimativa de software.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Esta alternativa descreve o modelo Waterfall (cascata) com características que são exatamente o oposto do que ele representa. O Waterfall é um modelo sequencial e linear, onde cada fase só começa após o término da anterior, com validação completa dos requisitos na primeira fase. Ele não utiliza ciclos curtos, reuniões diárias ou entregas parciais — essas são características de metodologias ágeis. A alternativa inverte completamente a natureza do modelo, apresentando-o como se fosse ágil, o que é um erro conceitual grave.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Esta alternativa descreve o Extreme Programming (XP) com características que o contradizem. O XP é uma metodologia ágil que prioriza o código-fonte como principal documentação, com foco em comunicação, simplicidade, feedback, coragem e respeito. Ele não exige documentação formal extensa nem modelagem UML detalhada antes dos ciclos — pelo contrário, valoriza a simplicidade e a resposta rápida a mudanças. A alternativa atribui ao XP características de metodologias tradicionais, como documentação formal e modelagem antecipada, o que é incorreto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Esta alternativa descreve o Rational Unified Process (RUP) de forma totalmente distorcida. O RUP é um processo iterativo e incremental, mas que valoriza a documentação e a modelagem (especialmente com UML), sendo um processo disciplinado e bem definido. Ele não realiza entregas contínuas sem documentação formal nem prioriza a simplicidade do backlog — essas são características de metodologias ágeis como Scrum e XP. A alternativa inverte completamente a natureza do RUP, apresentando-o como se fosse uma metodologia ágil simplificada, o que é um erro conceitual.

Gabarito: letra B

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