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Questão de Engenharia de Software — Geral — FCC 2025

Engenharia de SoftwareGeral
Código
fc150561
Banca
FCC
Órgão
TRT 2
Ano
2025
Cargo
TJ TRT2

Uma nova solução de software está sendo desenvolvida em um Tribunal do Trabalho para gerenciar os acordos coletivos firmados entre sindicatos e empresas. Durante a elaboração dos requisitos, a equipe precisa definir claramente requisitos funcionais e não funcionais, envolvendo usuários finais, advogados especializados e analistas.

 

Considerando as boas práticas de Engenharia de Requisitos, para garantir a qualidade e a completude dos requisitos coletados, deve-se

  1. Autilizar técnicas complementares de elicitação, como prototipação, análise de documentos e QFD (Quality Function Deployment), para capturar de forma abrangente tanto requisitos explícitos quanto latentes, aumentando a precisão das especificações.
  2. Bconcentrar a elicitação em entrevistas com especialistas jurídicos, uma vez que as regras de negócio são fortemente baseadas na legislação vigente e, portanto, menos suscetíveis a variações de uso pelos demais usuários.
  3. Cpriorizar os requisitos não funcionais durante as primeiras reuniões, garantindo que aspectos como desempenho e segurança estejam definidos antes de discutir as funcionalidades.
  4. Dadotar um processo iterativo de validação de requisitos, como a análise de protocolos, realizando rodas de conversas com usuários e especialistas, para garantir a obtenção de informações confiáveis dentre os diferentes stakeholders.
  5. Eaplicar a técnica JAD (Joint Application Deployment), realizando entrevistas individuais com representantes de cada área, evitando reuniões conjuntas para prevenir conflitos entre as visões dos stakeholders.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — utilizar técnicas complementares de elicitação, como prototipação, análise de documentos e QFD (Quality Function Deployment), para capturar de forma abrangente tanto requisitos explícitos quanto latentes, aumentando a precisão das especificações.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Elicitação de Requisitos: técnicas complementares para capturar requisitos explícitos e latentes

Gabarito: letra A. A alternativa A é a correta porque reflete a boa prática de Engenharia de Requisitos de combinar técnicas complementares de elicitação — como prototipação, análise de documentos e QFD — para capturar tanto requisitos explícitos quanto latentes, aumentando a precisão das especificações. Essa abordagem é defendida por autores clássicos como Sommerville e Pressman, que recomendam o uso de múltiplas técnicas para obter uma visão abrangente das necessidades dos stakeholders.

A elicitação de requisitos é a primeira atividade da Engenharia de Requisitos, responsável por descobrir as necessidades dos stakeholders e as restrições do sistema. Ela envolve interação com usuários, clientes e demais envolvidos, além da análise de documentos e do ambiente. O objetivo é identificar tanto os requisitos explícitos (aqueles que os stakeholders conseguem expressar diretamente) quanto os latentes (aqueles que não são ditos, mas que são essenciais para o sucesso do sistema).

Para garantir a completude, a boa prática é não depender de uma única técnica, mas sim combinar várias, pois cada uma tem pontos fortes e limitações. Por exemplo:

  • Entrevistas: boas para obter informações diretas, mas podem não revelar requisitos implícitos.

  • Prototipação: permite que os usuários visualizem o sistema e identifiquem necessidades que não conseguiriam expressar abstratamente.

  • Análise de documentos: útil para extrair requisitos de manuais, regulamentos e sistemas legados.

  • QFD (Quality Function Deployment): técnica que traduz as necessidades do cliente em requisitos técnicos, priorizando-os com base na importância para o cliente.

  • Etnografia: observação do ambiente de trabalho para descobrir requisitos implícitos.

  • JAD (Joint Application Development): workshops com stakeholders para discutir e definir requisitos em conjunto.

A combinação dessas técnicas aumenta a precisão e reduz o risco de requisitos incompletos ou ambíguos. Além disso, a validação dos requisitos é um processo contínuo, que deve envolver os stakeholders para garantir que as especificações reflitam suas reais necessidades.

A banca explora aqui a complementaridade das técnicas como critério decisivo: a alternativa correta é a que reconhece a necessidade de usar múltiplas abordagens, enquanto as incorretas propõem uma única técnica ou uma abordagem equivocada.

Elicitação de requisitos
  • 1Técnicas complementares
    • Entrevistas
    • Prototipação
    • Análise de documentos
    • QFD
    • Etnografia
    • JAD (workshop em grupo)
  • 2Tipos de requisitos
    • Explícitos (ditos)
    • Latentes (implícitos)
  • 3Boa prática
    • Combinar múltiplas técnicas
    • Envolver todos os stakeholders
    • Evitar técnica única
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A está correta porque recomenda utilizar técnicas complementares de elicitação, como prototipação, análise de documentos e QFD, para capturar tanto requisitos explícitos quanto latentes. Essa é a prática recomendada na Engenharia de Requisitos, pois cada técnica tem limitações e a combinação delas aumenta a abrangência e a precisão das especificações. A prototipação ajuda a revelar requisitos que os usuários não conseguem expressar abstratamente; a análise de documentos extrai requisitos de fontes existentes; e o QFD prioriza as necessidades do cliente, traduzindo-as em requisitos técnicos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B está incorreta porque concentrar a elicitação apenas em entrevistas com especialistas jurídicos é uma abordagem limitada. Embora as regras de negócio sejam baseadas na legislação, os usuários finais (como os servidores que operarão o sistema) têm necessidades práticas que não podem ser capturadas apenas com especialistas jurídicos. A boa prática é envolver todos os stakeholders e usar múltiplas técnicas, não apenas entrevistas com um grupo específico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C está incorreta porque priorizar requisitos não funcionais antes de discutir funcionalidades não é uma prática recomendada. Os requisitos funcionais e não funcionais devem ser elicitados de forma integrada, pois os não funcionais (como desempenho e segurança) dependem das funcionalidades que o sistema deve oferecer. Não há uma ordem rígida que coloque os não funcionais antes dos funcionais; ambos devem ser considerados em conjunto durante o processo de elicitação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D está incorreta porque análise de protocolos não é uma técnica de validação de requisitos, mas sim uma técnica de elicitação que envolve a observação do usuário executando tarefas e verbalizando seu raciocínio. Além disso, a descrição de "rodas de conversas" não corresponde a uma técnica formal de validação. A validação de requisitos é feita por meio de revisões, prototipação e testes de aceitação, não por análise de protocolos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E está incorreta porque JAD (Joint Application Development) é uma técnica que envolve workshops com todos os stakeholders em conjunto, não entrevistas individuais. O objetivo do JAD é justamente reunir as partes interessadas para discutir e resolver conflitos de requisitos em grupo, promovendo a colaboração. A alternativa inverte o conceito ao afirmar que evita reuniões conjuntas, o que contraria a essência da técnica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre JAD e entrevistas individuais. O JAD é uma técnica de workshop em grupo, não de entrevistas individuais. Lembre-se: JAD = Joint Application Development (não "Deployment"), e sua essência é a reunião conjunta de stakeholders para definir requisitos.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de elicitação, lembre-se de que a complementaridade de técnicas é a chave. Quando a alternativa propõe usar apenas uma técnica ou um grupo restrito de stakeholders, desconfie. A boa prática é combinar métodos como entrevistas, prototipação, análise de documentos, etnografia e QFD para capturar requisitos explícitos e latentes.

Gabarito: letra A

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