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Questão de Engenharia de Software — Geral — FCC 2025

Engenharia de SoftwareGeral
Código
fc150562
Banca
FCC
Órgão
TRT 2
Ano
2025
Cargo
TJ TRT2
Uma equipe multidisciplinar de um Tribunal do Trabalho foi designada para modernizar o sistema de acompanhamento de acidentes de trabalho. Diante da complexidade das regras de negócio e da necessidade de integrar rapidamente as frequentes alterações na legislação, a equipe optou por adotar um modelo híbrido baseado em Scrum e Extreme Programming (XP).   Considerando as práticas combinadas de Scrum e XP, a abordagem que está mais alinhada com a correta aplicação dessas metodologias para maximizar a entrega de valor e a adaptabilidade é:
  1. AA equipe utiliza Acceptance Tests do XP, apenas ao final de cada release, integrando-os à Sprint Retrospective do Scrum para garantir a verificação da completude funcional do sistema desenvolvido.
  2. BA cada entrega de incremento, a equipe realiza o Planning Poker do Scrum para estimar a complexidade do código produzido, vinculando essa estimativa à prática Short Releases do XP, assegurando pequenas entregas contínuas baseadas na dificuldade técnica.
  3. CDurante o Sprint Review, a equipe avalia suas práticas de codificação e discute retrospectivamente como melhorar a comunicação na próxima sprint, aplicando práticas de Continuous Adjustment Meeting do XP.
  4. DO time realiza refinamento contínuo do Product Backlog, combinando participação On-site Customer do XP e priorização adaptativa do Scrum, garantindo que as necessidades mais recentes estejam claras e refletidas nos próximos incrementos.
  5. EA cada Sprint Planning, a equipe define e documenta todos os requisitos e regras de negócio da sprint, bloqueando mudanças durante a iteração para garantir foco e alinhamento com a prática Release Planning do XP.
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GabaritoD — O time realiza refinamento contínuo do Product Backlog, combinando participação On-site Customer do XP e priorização adaptativa do Scrum, garantindo que as necessidades mais recentes estejam claras e refletidas nos próximos incrementos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Metodologias Ágeis: Scrum e XP combinados

Gabarito: letra D. A combinação mais alinhada entre Scrum e XP é o refinamento contínuo do Product Backlog, unindo a prática do On-site Customer do XP (cliente presente e disponível) com a priorização adaptativa do Scrum (Product Owner ajustando prioridades a cada iteração). Isso garante que as necessidades mais recentes estejam claras e refletidas nos próximos incrementos, maximizando valor e adaptabilidade — exatamente o que o enunciado pede.

O Scrum é um framework de gerenciamento que organiza o trabalho em Sprints, com papéis definidos (Product Owner, Scrum Master e Desenvolvedores), eventos (Sprint Planning, Daily, Sprint Review e Sprint Retrospective) e artefatos (Product Backlog, Sprint Backlog e Incremento). Seu foco está na gestão do processo, na priorização do que agrega mais valor e na inspeção e adaptação constantes. O XP, por sua vez, é uma metodologia ágil focada em práticas técnicas de engenharia de software, como programação em pares, desenvolvimento orientado a testes (TDD), integração contínua, refatoração e pequenos releases. Enquanto o Scrum responde "o que fazer e quando", o XP responde "como fazer com qualidade".

A combinação das duas metodologias é natural e poderosa: o Scrum fornece a estrutura de gestão e o XP fornece as práticas técnicas que elevam a qualidade do código e a capacidade de resposta a mudanças. O ponto central dessa integração é o backlog: o Product Backlog do Scrum é a lista priorizada de tudo que o produto precisa, e o On-site Customer do XP garante que o cliente esteja disponível para esclarecer dúvidas e validar prioridades em tempo real. Essa sinergia permite que a equipe refine continuamente o backlog, incorporando as mudanças de legislação rapidamente e garantindo que o que será desenvolvido no próximo incremento reflita as necessidades mais atuais.

A banca explora aqui a confusão entre os eventos e práticas de cada metodologia. É comum o candidato misturar os papéis e os momentos de cada prática, atribuindo ao Scrum práticas do XP e vice-versa. A chave é lembrar: o Scrum gerencia o processo (quem faz, quando faz, o que faz), e o XP cuida da execução técnica (como faz). O refinamento do backlog é um momento de gestão e priorização, que se beneficia diretamente da presença do cliente (XP) para garantir que as decisões sejam tomadas com base no valor real de negócio.

Guarde essa fronteira: o Product Backlog é o coração da priorização no Scrum, e o On-site Customer é a prática do XP que alimenta essa priorização com o feedback direto do cliente. É exatamente nessa interseção que a alternativa D se apoia, e é nela que as demais alternativas falham.

Critério

Scrum

XP

Foco principal

Gestão do processo (o quê, quando, quem)

Práticas técnicas de engenharia (como fazer)

Papel do cliente

Product Owner prioriza o backlog

On-site Customer disponível para feedback contínuo

Evento de planejamento

Sprint Planning (define o que fazer na Sprint)

Planning Game / Release Planning (planeja releases)

Evento de revisão

Sprint Review (valida o incremento com stakeholders)

Testes de aceitação contínuos (validam cada história)

Evento de melhoria

Sprint Retrospective (reflete sobre o processo)

Práticas de refatoração e integração contínua (melhoram o código)

Estimativa

Planning Poker (estima complexidade do backlog)

Small Releases (entrega pequenas versões frequentes)

1Scrum (gestão)
Product Backlog
Priorização adaptativa
Sprint Review/Retrospective
2XP (técnica)
On-site Customer
Acceptance Tests
Small Releases
3Integração
Refinamento contínuo do backlog
Cliente presente valida prioridades
Scrum + XP
LEVELsoulevel.com.br
Scrum + XP: Scrum (gestão) (Product Backlog, Priorização adaptativa, Sprint Review/Retrospective); XP (técnica) (On-site Customer, Acceptance Tests, Small Releases); Integração (Refinamento contínuo do backlog, Cliente presente valida prioridades)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Os Acceptance Tests (Testes de Aceitação) do XP são uma prática contínua, aplicada a cada história de usuário e a cada iteração, não apenas ao final de cada release. Eles são escritos em colaboração com o cliente e servem para validar se o software atende aos critérios de aceitação definidos. Além disso, a Sprint Retrospective do Scrum é um evento para a equipe refletir sobre o processo e melhorar a colaboração, não para verificar a completude funcional do sistema. A alternativa mistura os propósitos: testes de aceitação são sobre validar o produto, e a retrospectiva é sobre melhorar o processo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O Planning Poker é uma técnica de estimativa relativa usada no Scrum (e em outros métodos ágeis) para estimar o esforço ou a complexidade das histórias do Product Backlog, não do código produzido. Ele é aplicado durante o Sprint Planning ou no refinamento do backlog, não "a cada entrega de incremento". A prática Short Releases (Pequenos Releases) do XP está relacionada a entregar versões pequenas e frequentes do software, mas a estimativa por Planning Poker não é o mecanismo que "assegura" essas entregas. A alternativa confunde o propósito da estimativa (planejar) com o da entrega (disponibilizar valor).

Alternativa C — ❌ Incorreta

A Sprint Review é o evento do Scrum onde a equipe apresenta o incremento concluído aos stakeholders e coleta feedback sobre o produto. A avaliação das práticas de codificação e a discussão sobre como melhorar a comunicação são temas da Sprint Retrospective, não da Sprint Review. Além disso, "Continuous Adjustment Meeting" não é uma prática do XP. O XP tem práticas como o Planning Game, Small Releases, e a reunião diária (stand-up), mas não existe um evento formal chamado "Continuous Adjustment Meeting". A alternativa troca os eventos do Scrum e inventa uma prática do XP.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve com precisão a sinergia entre Scrum e XP. O refinamento contínuo do Product Backlog é uma prática do Scrum, onde o Product Owner e a equipe revisam, detalham e reestimam os itens do backlog para garantir que estejam prontos para as próximas Sprints. A participação do On-site Customer do XP, que é o cliente disponível e presente para esclarecer dúvidas e fornecer feedback imediato, potencializa esse refinamento. A priorização adaptativa do Scrum, que permite ajustar as prioridades a cada iteração com base no valor de negócio, combinada com a presença do cliente, garante que as necessidades mais recentes (como as frequentes alterações na legislação) sejam rapidamente incorporadas e refletidas nos próximos incrementos. É exatamente a abordagem que maximiza a entrega de valor e a adaptabilidade.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O Scrum é um framework que acolhe mudanças. Durante o Sprint Planning, a equipe define o que será feito na Sprint, mas isso não significa "bloquear mudanças" durante a iteração. O Sprint Backlog é flexível e pode ser ajustado pela equipe, desde que o objetivo da Sprint não seja comprometido. A prática Release Planning do XP (ou Planejamento de Releases) é sobre planejar as entregas de versões do software, não sobre documentar todos os requisitos e regras de negócio de uma sprint. A alternativa contradiz o princípio da adaptabilidade do Scrum e atribui ao Release Planning do XP uma função que ele não tem.

Gabarito: letra D

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