Questão de Engenharia de Software — Teste de Software — FGV 2022
Engenharia de Software›Teste de Software
Código
fg047177
Banca
FGV
Órgão
CGU
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Auditor Federal de Finanças e Controle - Tecnologia da Informação
Uma categoria de testes comumente utilizada é a de Testes Baseados em Experiência (Experience-based Testing). Nas técnicas dessa categoria, fatores como o histórico de funcionamento da aplicação e erros comuns de utilização das tecnologias empregadas – derivados do conhecimento do testador – são utilizados para antecipar a ocorrência de erros, defeitos e falhas. Testes baseados em experiência não costumam ser empregados como abordagem principal em cenários de alto risco, em função da variabilidade de sua eficiência e cobertura. Considerando um projeto em que o time de desenvolvimento não possua experiência com a tecnologia e o domínio da aplicação, a técnica recomendada para o portfólio de testes desse time é:
ATeste de Caso de Uso (Use Case Testing);
BTeste de Hipótese (Statistical Hypothesis Testing);
CPrevisão de Erros (Error Guessing);
DTeste Exploratório (Exploratory Testing);
ETeste Baseado em Listas de Verificação (Checklist-based Testing).
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GabaritoA — Teste de Caso de Uso (Use Case Testing);
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Testes baseados em experiência × Técnicas sistemáticas
Gabarito: letra A — Teste de Caso de Uso (Use Case Testing). A questão descreve que testes baseados em experiência (experience-based) dependem do conhecimento do testador e não são a abordagem principal em cenários de alto risco devido à variabilidade. Quando o time não tem experiência com a tecnologia e o domínio, técnicas que exigem esse conhecimento (error guessing, exploratório, checklist) tornam-se ainda mais arriscadas. A técnica recomendada deve ser sistemática, baseada em especificações e independente da experiência individual — exatamente o que o Teste de Caso de Uso oferece.
Técnica de Teste
Dependência de Experiência
Adequação para Equipe Inexperiente
Base para Derivação de Casos
Teste de Caso de Uso (Use Case Testing)
Baixa
✅ Alta
Documentação de requisitos (casos de uso)
Teste de Hipótese (Statistical Hypothesis Testing)
Média
❌ Baixa (não é técnica padrão de teste de software)
Dados estatísticos
Previsão de Erros (Error Guessing)
Alta
❌ Muito baixa
Conhecimento e intuição do testador
Teste Exploratório (Exploratory Testing)
Alta
❌ Muito baixa
Aprendizado e criatividade simultâneos
Teste Baseado em Listas de Verificação (Checklist-based Testing)
Média
❌ Baixa (elaboração da lista exige conhecimento)
Listas pré-definidas
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Use Case Testing é uma técnica de teste funcional (caixa‑preta) que deriva casos de teste a partir dos casos de uso do sistema. Ela não depende da experiência do testador, mas sim da documentação dos requisitos. Para uma equipe sem experiência, essa técnica fornece uma base objetiva e repetível, maximizando a cobertura funcional sem depender de intuição ou vivência prévia.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Statistical Hypothesis Testing (teste de hipótese estatística) é um conceito da estatística inferencial, não uma técnica de teste de software amplamente utilizada no contexto de engenharia de software. Não é uma técnica padrão para compor um portfólio de testes nesse cenário.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Error Guessing (previsão de erros) é uma técnica baseada na experiência do testador em adivinhar onde os erros podem ocorrer, considerando erros comuns e conhecimento do domínio. Justamente por depender fortemente da experiência, é inadequada para uma equipe inexperiente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Exploratory Testing (teste exploratório) é uma abordagem que combina aprendizado, projeto e execução simultâneos, altamente dependente da criatividade e da experiência do testador. Sem experiência, a cobertura e a eficácia ficam comprometidas.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Checklist-based Testing (teste baseado em listas de verificação) pode parecer menos dependente de experiência, mas a elaboração e o uso eficaz de checklists ainda requerem conhecimento do domínio e de erros típicos. Para uma equipe inexperiente, o risco de listas inadequadas ou mal priorizadas é alto.
NÃO CAIA NESSA!
Todas as alternativas C, D e E são técnicas que, em diferentes graus, dependem da experiência do testador. A banca explora o fato de que o enunciado menciona testes baseados em experiência, tentando induzir o candidato a escolher uma delas. Mas a chave está em identificar que, para um time inexperiente, o que se recomenda é uma técnica sistemática e independente de experiência – o Use Case Testing.