Análise do pensamento de Napoleão — valor do "quando" e ponto e vírgula
Gabarito: letra A. A conjunção "quando" na estrutura "só... quando" expressa condição (se), e não tempo. A frase "Um povo só se deixa guiar quando lhe apontam um futuro" significa que a condição para o povo se deixar guiar é que lhe apontem um futuro. As demais alternativas falham em diferentes aspectos.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O trecho "só... quando" é uma construção condicional clássica. O "quando" equivale a "se" ou "apenas na condição de que". Confirma-se pelo sentido: o povo só se guia se lhe apontam um futuro. Não há ideia de tempo (não diz "no momento em que").
Alternativa B — ❌ Incorreta
O ponto e vírgula separa duas orações coordenadas, mas não equivale a "porque" (conjunção causal). A relação entre as orações é de justaposição, e o sentido de causa pode ser inferido, mas não está sinalizado pelo sinal de pontuação. A banca confunde o valor do ponto e vírgula.
"...; um chefe é um comerciante de esperanças."
O ponto e vírgula indica apenas uma pausa maior; não substitui um conectivo específico.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A palavra "comerciante" é usada em sentido figurado para descrever o chefe como alguém que negocia esperanças. O texto não emite juízo de valor (não diz se é bom ou mau). A crítica a "maus governantes" é uma extrapolação: o texto não autoriza essa restrição.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A última oração tem clara ligação temática com a anterior: ambas tratam da relação entre povo, futuro e liderança. A primeira diz que o povo só se guia com esperança de futuro; a segunda afirma que o chefe vende essa esperança. Há coesão semântica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O pronome "se" em "se deixa guiar" refere-se ao povo (sujeito paciente). O pronome "lhe" em "lhe apontam" também se refere ao povo (a eles). Ambos apontam para o mesmo termo: "um povo". A afirmação de que se referem a termos distintos é falsa.
Resumo: apenas a alternativa A está de acordo com a estrutura do texto.