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Questão de Português — Interpretação de Textos — FGV 2022

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fg058706
Banca
FGV
Órgão
TJ-DFT
Ano
2022
Nível
Médio
“Os homens prudentes, pelos casos passados e pelos presentes, julgam os que estão por vir.”Essa frase pode apresentar ambiguidade, já que o segmento “os que estão por vir” pode referir-se a “homens” ou a “casos”.A frase abaixo em que há uma ambiguidade possível é:
  1. APara quem é pouca coisa, basta-lhe pouca coisa;
  2. BConvicções são mais perigosas para a verdade do que as mentiras;
  3. CA ironia é uma tristeza que não pode chorar e rir;
  4. DO covarde e o corajoso mostram o seu medo;
  5. EEu achei que estava errado uma vez, e estava mesmo errado.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Eu achei que estava errado uma vez, e estava mesmo errado.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise de Ambiguidade Estrutural

Gabarito: letra E. A frase "Eu achei que estava errado uma vez, e estava mesmo errado" apresenta ambiguidade referencial: o sujeito de "estava" pode ser "eu" (interpretação: eu estava errado) ou "o pensamento" (interpretação: aquilo que pensei estava errado). Essa ambiguidade é similar à do exemplo do enunciado, onde "os que estão por vir" podia referir-se a "homens" ou "casos". As demais alternativas não contêm ambiguidade possível nos mesmos moldes.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A frase "Para quem é pouca coisa, basta-lhe pouca coisa" não apresenta ambiguidade. A expressão "pouca coisa" tem sentido claro, e o pronome "lhe" remete sem dúvida a "quem". Não há dupla interpretação.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar ambiguidade, procure termos que possam ter mais de um referente ou estruturas que permitam duas leituras sintáticas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Embora a comparação "mais perigosas para a verdade do que as mentiras" possa gerar uma ambiguidade teórica (comparação entre sujeitos ou entre complementos), a leitura mais natural e a única gramaticalmente consistente sem preposição é a comparação entre sujeitos. A banca considera que não há ambiguidade possível nesse contexto, pois a omissão da preposição torna a segunda interpretação forçada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"A ironia é uma tristeza que não pode chorar e rir" é uma metáfora paradoxal, mas não ambígua. A oração relativa "que não pode chorar e rir" tem sentido definido: a tristeza (ironia) não pode realizar ambas as ações. Não há dupla referência.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"O covarde e o corajoso mostram o seu medo" — o possessivo "seu" é plural e refere-se ao sujeito composto, indicando que ambos mostram medo. Não há ambiguidade, pois o referente é claro.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como explicado, a oração "que estava errado" e a repetição "estava mesmo errado" permitem duas interpretações: o sujeito pode ser "eu" (a pessoa que fala) ou "aquilo que se pensou" (a ideia de que se estava errado). Essa é uma ambiguidade referencial típica, análoga ao exemplo inicial.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a diferença entre ambiguidade real (como em E) e ambiguidade apenas aparente (como em B). O candidato pode ser tentado a marcar B por conhecer a teoria da ambiguidade comparativa, mas deve verificar se a leitura alternativa é realmente natural.

Gabarito: letra E.

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