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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FGV 2022

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fg058737
Banca
FGV
Órgão
TJ-DFT
Ano
2022
Nível
Superior
“Justiça é consciência, não uma consciência pessoal, mas a consciência de toda a humanidade. Aqueles que reconhecem claramente a voz de suas próprias consciências normalmente reconhecem também a voz da justiça.” (Alexander Solzhenitsyn)A afirmação que está de acordo com a estruturação e a significação desse pensamento é:
  1. Aa conjunção “mas” mostra uma oposição entre “consciência” e “consciência de toda a humanidade”;
  2. Bao dizer que justiça é a consciência de toda a humanidade, o autor mostra uma marca da justiça: a imparcialidade;
  3. Co segmento “não uma consciência pessoal” corrige o erro do emprego do termo “consciência” no trecho anterior;
  4. Do segundo período amplia a informação do texto, uma espécie de consequência da afirmação anterior;
  5. Eo termo “normalmente” indica que o processo de reconhecimento ocorre de forma particular em cada cidadão.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — o segundo período amplia a informação do texto, uma espécie de consequência da afirmação anterior;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estrutura e significação do pensamento de Solzhenitsyn

Gabarito: letra D. O segundo período amplia a informação do primeiro e apresenta uma consequência lógica: quem reconhece a própria consciência normalmente reconhece a justiça. Isso está ancorado no texto, que primeiro define justiça como consciência universal e depois estabelece a relação entre reconhecimento individual e da justiça.

  1. 1Justiça = consciência universal
  2. 2Não é consciência pessoal
  3. 3Quem ouve a própria consciência
  4. 4[+] Também ouve a justiça (consequência)
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Análise das alternativas

Texto-base: "Justiça é consciência, não uma consciência pessoal, mas a consciência de toda a humanidade. Aqueles que reconhecem claramente a voz de suas próprias consciências normalmente reconhecem também a voz da justiça."

Alternativa A — ❌ Incorreta

A conjunção "mas" não estabelece oposição entre "consciência" e "consciência de toda a humanidade". Na verdade, "mas" introduz uma correção/alternativa após a negação "não uma consciência pessoal": a justiça não é esta, mas sim aquela. O sentido é de exclusão de uma e afirmação da outra, não de contraste entre duas ideias válidas. A banca confunde o valor adversativo com o de correção (que também é um tipo de contraste, mas não oposição direta).

Alternativa B — ❌ Incorreta

O texto não menciona "imparcialidade" em momento algum. Atribuir à justiça a marca da imparcialidade é extrapolar o conteúdo. O autor foca na universalidade da consciência, não na isenção de juízo. É uma inferência não autorizada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O segmento "não uma consciência pessoal" não corrige erro algum; ele refina a definição de justiça. O primeiro termo "consciência" é usado de forma genérica e depois é especificado: não é a pessoal, mas a da humanidade. Não há erro a ser corrigido, e sim um processo de delimitação semântica.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O segundo período amplia a informação e estabelece uma consequência do que foi dito antes. Se justiça é a consciência da humanidade, então quem ouve a própria consciência (que é parte dessa consciência universal) também ouve a justiça. A palavra "normalmente" indica a regularidade dessa consequência. A relação é de ampliação com consequência, coerente com a estrutura do pensamento.

PEGA ESSA DICA!

Observe a progressão textual: o primeiro período define; o segundo extrai uma implicação. O conector está implícito (consequência), mas a estrutura é clara.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Normalmente" significa "na maioria dos casos", não "de forma particular". A banca tenta trocar o sentido do advérbio: ele indica frequência/regularidade, não idiossincrasia. O texto afirma que o reconhecimento costuma ocorrer, não que é algo subjetivo e variável.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa A explora a polissemia da conjunção "mas", enquanto a E distorce o advérbio "normalmente". A chave é ler o texto com atenção ao valor exato de cada conectivo e modificador.

Conclusão: A única alternativa que descreve corretamente a estrutura e significação do pensamento é a letra D.

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