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Questão de Direito Administrativo — Cargo, emprego, função — FGV 2023

Direito AdministrativoCargo, emprego, função
Código
fg061490
Banca
FGV
Órgão
Câmara dos Deputados
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Informática Legislativa - Manhã
As trigêmeas Mariana, Marcela e Miriam foram investidas no serviço público mediante aprovação em concursos públicos distintos na área da tecnologia da informação: Mariana para emprego público em empresa pública federal, Marcela para cargo de analista legislativo da Câmara dos Deputados e Miriam para certa autarquia federal.Considerando as disposições constitucionais acerca dos agentes públicos, é correto afirmar que
  1. AMiriam e Mariana devem ser submetidas ao regime jurídico trabalhista.
  2. BMariana poderia ter sido investida no emprego público em questão sem a realização de concurso público.
  3. Capenas Marcela terá direito à disponibilidade, caso adquira a estabilidade, na hipótese de o cargo que ocupa ser declarado extinto ou desnecessário.
  4. Do regime jurídico único dos servidores públicos federais deve ser aplicado nas situações de Marcela e Miriam, mas não na de Mariana.
  5. Eas três irmãs terão direito à estabilidade no serviço público após três anos de efetivo exercício, mediante aprovação em avaliação especial de desempenho.
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GabaritoD — o regime jurídico único dos servidores públicos federais deve ser aplicado nas situações de Marcela e Miriam, mas não na de Mariana.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Regime jurídico dos servidores públicos federais: cargo, emprego e função

Gabarito: letra D. A alternativa D está correta porque o regime jurídico único dos servidores públicos civis da União (Lei 8.112/1990) aplica-se a Marcela (servidora da Câmara dos Deputados – órgão da União) e a Miriam (servidora de autarquia federal), mas não a Mariana, que é empregada pública de empresa pública federal, sujeita ao regime celetista (CLT). A Lei 8.112/1990, em seu art. 1º, expressamente abrange os servidores da União, autarquias e fundações públicas federais, excluindo as empresas públicas e sociedades de economia mista.

Art. 1Lei-8112

Art. 1º — "Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das fundações públicas federais."

Logo, Marcela (analista legislativo da Câmara dos Deputados – servidora pública federal) e Miriam (autarquia federal) são regidas pelo regime estatutário. Mariana (emprego público em empresa pública federal) segue o regime trabalhista (CLT), não se aplicando o regime único.

Critério

Marcela (Câmara dos Deputados)

Miriam (Autarquia federal)

Mariana (Empresa pública federal)

Regime jurídico

Estatutário (Lei 8.112/1990)

Estatutário (Lei 8.112/1990)

Celetista (CLT)

Concurso público

Exigido

Exigido

Exigido

Estabilidade

Sim (após 3 anos + avaliação)

Sim (após 3 anos + avaliação)

Não

Disponibilidade

Sim (se cargo extinto/desnecessário)

Sim (se cargo extinto/desnecessário)

Não

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que Miriam e Mariana devem ser submetidas ao regime jurídico trabalhista. Erro: Miriam, servidora de autarquia federal, é regida pelo regime estatutário (Lei 8.112/1990), e não pelo CLT. Apenas Mariana, empregada de empresa pública, é celetista.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que Mariana poderia ter sido investida no emprego público sem concurso público. Erro: A Constituição Federal (art. 37, II) exige concurso público para provimento de cargo efetivo ou emprego público na administração direta e indireta. Empresas públicas também se submetem a essa regra, salvo cargos em comissão ou contratações temporárias excepcionais, o que não é o caso.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sustenta que apenas Marcela teria direito à disponibilidade se adquirir estabilidade e seu cargo for extinto. Erro: Tanto Marcela (servidora pública federal) quanto Miriam (servidora de autarquia) podem adquirir estabilidade (após três anos de efetivo exercício e avaliação de desempenho) e, se o cargo for declarado extinto ou desnecessário, ambas terão direito à disponibilidade (art. 41, §3º, CF; art. 30, §1º, Lei 8.112/1990). Mariana, empregada celetista, não tem estabilidade constitucional e, portanto, não faz jus à disponibilidade. Logo, a alternativa erra ao excluir Miriam.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como explicado, o regime jurídico único (Lei 8.112/1990) é aplicável aos servidores da União, autarquias e fundações públicas federais. Marcela (Câmara dos Deputados – órgão da União) e Miriam (autarquia federal) enquadram-se nessa hipótese. Já Mariana, empregada de empresa pública federal, submete-se ao regime trabalhista (CLT), não ao regime único.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Alega que as três irmãs terão direito à estabilidade após três anos de efetivo exercício, mediante avaliação especial de desempenho. Erro: A estabilidade prevista no art. 41 da CF é exclusiva dos servidores públicos estatutários (ocupantes de cargo efetivo). Mariana, empregada pública celetista, não adquire estabilidade; sua relação de trabalho é contratual, regida pela CLT, que prevê garantias diferentes (como FGTS). Portanto, a afirmação é falsa.

PEGA ESSA DICA!

Para distinguir, lembre-se: autarquias, fundações públicas e órgãos da administração direta seguem regime estatutário (Lei 8.112/1990); empresas públicas e sociedades de economia mista seguem regime celetista (CLT). Essa é a chave para acertar questões sobre agentes públicos federais.

MNEMÔNICO
4 REis se APROVEITAM de NOssa PROMOÇÃO
EITAMAproveitamentoNONomeaçãoMOÇÃOPromoção (as sete formas de provimento de cargo público)
Formas de provimento de cargo público (Lei 8.112/90)

Gabarito: letra D — a única alternativa que corretamente aponta a diferença entre os regimes.

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