Questão de Matemática — Análise Combinatória em Matemática — FGV 2023
- Código
- fg068567
- Banca
- FGV
- Órgão
- SEDUC-TO
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor da Educação Básica - Professor Regente - Matemática
- A30.
- B45.
- C60.
- D75.
- E90.
GabaritoE — 90.
Gabarito: letra E — a conta chega a 90 formas, alternativa E.
A análise combinatória estuda maneiras de contar agrupamentos sem precisar listá-los um a um. Aqui contamos pares de posições (cadeiras) que duas pessoas podem ocupar, respeitando restrições de distância. A combinação C(n,2) conta quantos pares de posições existem, e como as pessoas são distintas, cada par gera duas formas (Ângela numa, Beatriz na outra, ou vice-versa). A restrição de não vizinhas e de distância máxima reduz o total. Nesta questão, precisamos contar todos os pares possíveis, depois subtrair os que violam as condições, usando o princípio da inclusão-exclusão.
12 cadeiras em fileira
2 pessoas: Ângela e Beatriz
não podem ser vizinhas
entre elas, no máximo 6 cadeiras vazias
O que queremos: o número de formas distintas de ocupar as cadeiras
Primeiro contamos sem restrição: de quantas maneiras podemos escolher 2 cadeiras entre 12 para as duas pessoas. Isso dá a base para depois subtrair as proibidas.
Por que esta fórmula: Usamos combinação C(12,2) porque a ordem das cadeiras não importa (escolhemos um par), e depois multiplicamos por 2 porque Ângela e Beatriz são distintas.
De onde vem cada valor: = enunciado: 12 cadeiras · = enunciado: 2 pessoas
Esquecer de multiplicar por 2 depois, contando apenas os pares, não as formas de ocupação.
Cada par de cadeiras pode ser ocupado de duas maneiras: Ângela na primeira e Beatriz na segunda, ou o contrário. Como as pessoas são distintas, precisamos contar essas variações.
Por que esta fórmula: O princípio fundamental da contagem: para cada par, há 2 escolhas de quem senta onde.
De onde vem cada valor: = passo 1 · = enunciado: duas pessoas distintas
Não multiplicar por 2, achando que a ordem não importa.
A primeira restrição é que não podem ser vizinhas. Precisamos contar quantos pares de cadeiras são vizinhas (diferença 1) para subtrair depois.
Por que esta fórmula: Em uma fileira de 12, os pares vizinhos são (1,2), (2,3), ..., (11,12), totalizando 11 pares.
De onde vem cada valor: = enunciado: 12 cadeiras, pares consecutivos · = enunciado: duas pessoas
Contar 12 pares, esquecendo que o último par é (11,12).
A segunda restrição: entre elas não pode haver mais de 6 cadeiras vazias. Isso significa que a diferença entre as posições (j - i) não pode ser maior que 7, pois o número de vazias é j - i - 1. Pares com diferença 8, 9, 10, 11 são proibidos.
Por que esta fórmula: Contamos os pares por diferença: diferença 8: (1,9) a (4,12) = 4; diferença 9: (1,10) a (3,12) = 3; diferença 10: (1,11) a (2,12) = 2; diferença 11: (1,12) = 1. Somamos e multiplicamos por 2.
De onde vem cada valor: = diferença 8: pares (1,9) a (4,12) · = diferença 9: pares (1,10) a (3,12) · = enunciado: duas pessoas · = diferença 11: par (1,12)
Contar pares com diferença 7 também, mas esses são permitidos (6 vazias).
As restrições são independentes: um par não pode ser vizinho e ter diferença >7 ao mesmo tempo. Então somamos as formas proibidas e subtraímos do total.
Por que esta fórmula: Princípio da inclusão-exclusão: total - (vizinhos + distância grande).
De onde vem cada valor: = passo 2 · = passo 3 · = passo 4
Subtrair apenas uma das restrições, esquecendo a outra.
Resposta: 90 formas, alternativa E
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