Questão de Matemática — Geometria Analítica — FGV 2023
- Código
- fg068573
- Banca
- FGV
- Órgão
- SEDUC-TO
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor da Educação Básica - Professor Regente - Matemática
- A39,68π.
- B38,28π.
- C38,18π.
- D36,68π.
- E36,18π.
GabaritoA — 39,68π.
Gabarito: letra A — a conta chega a 39,68π dm³ (alternativa A).
O cone é um sólido que afunila de uma base circular até um vértice. Seu volume mede o espaço que ele ocupa e depende da área da base e da altura: quanto maior a base ou a altura, maior o volume. A fórmula é V = (1/3)πr²h, em que r é o raio da base e h é a altura. Quando um cone é cortado por um plano paralelo à base, o pedaço de cima (que contém o vértice) é um cone menor, semelhante ao original: todas as suas medidas lineares (raio, altura) são reduzidas na mesma proporção. Por isso, os volumes estão na razão do cubo dessa proporção. Nesta questão, precisamos achar as dimensões do cone original usando a razão dada, depois achar as dimensões do cone menor pela semelhança, calcular seu volume e subtrair do volume total para obter o tronco.
volume do cone original = 40π dm³
razão altura/raio = 15/8
distância do plano ao vértice = 1,5 dm
O que queremos: o volume do tronco de cone formado pelo corte
A razão entre altura e raio é dada, mas não conhecemos nenhum dos dois. Escrever h = (15/8)r permite substituir na fórmula do volume e achar r.
Por que esta fórmula: A razão h/r = 15/8 significa que h é 15/8 vezes r, então isolamos h.
De onde vem cada valor: = enunciado: altura do cone · = enunciado: raio da base
Inverter a razão, escrevendo r = (15/8)h, o que levaria a um raio errado.
Com h em função de r, a fórmula do volume fica com uma única incógnita, r. Resolvendo a equação, encontramos o raio do cone original.
Por que esta fórmula: O volume do cone é V = (1/3)πr²h. Substituindo h, a equação fica em função de r³, que podemos isolar.
De onde vem cada valor: = fórmula do volume do cone · = passo 1: (15/8)r · = enunciado: volume do cone original
Esquecer de multiplicar por π dos dois lados, ou errar na simplificação de 15/24.
Com o raio conhecido, usamos a razão para achar a altura, que será necessária para a semelhança.
Por que esta fórmula: A razão h/r = 15/8 já foi expressa; basta substituir r = 4.
De onde vem cada valor: = enunciado: razão altura/raio · = passo 2: 4 dm
Multiplicar errado: 15*4/8 = 60/8 = 7,5, não 7,2.
O corte paralelo à base cria um cone menor semelhante ao original. A razão entre alturas é a mesma entre raios, então podemos achar o raio do cone menor.
Por que esta fórmula: Em sólidos semelhantes, as medidas lineares correspondentes são proporcionais: r'/r = h'/h.
De onde vem cada valor: = raio do cone menor (incógnita) · = passo 2: 4 dm · = enunciado: 1,5 dm (distância do vértice ao corte) · = passo 3: 7,5 dm
Usar a altura do tronco (6 dm) em vez da altura do cone menor (1,5 dm), o que daria r' = 3,2 dm.
O tronco é o cone original menos o cone menor. Para subtrair, precisamos do volume do cone menor.
Por que esta fórmula: O cone menor também é um cone, então usamos a mesma fórmula de volume com seus próprios raio e altura.
De onde vem cada valor: = passo 4: 0,8 dm · = enunciado: 1,5 dm
Errar a potência: 0,8² = 0,64, não 0,64? (está certo), mas esquecer de multiplicar por 1,5 e dividir por 3.
O tronco é o que sobra do cone original após remover o cone menor. Subtraindo os volumes, obtemos o volume do tronco.
Por que esta fórmula: O volume do tronco é a diferença entre o volume do cone original e o do cone menor.
De onde vem cada valor: = enunciado: 40π dm³ · = passo 5: 0,32π dm³
Subtrair na ordem errada ou esquecer de subtrair, dando 40π.
Resposta: 39,68π dm³ (alternativa A)
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