Questão de Matemática — Funções — FGV 2023
- Código
- fg068590
- Banca
- FGV
- Órgão
- SEDUC-TO
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor da Educação Básica - Professor Regente - Matemática
- A0,60.
- B0,57.
- C0,54.
- D0,52.
- E0,50.
GabaritoB — 0,57.
Gabarito: letra B — a conta chega a 0,57 (alternativa B).
A área sob uma curva é um conceito fundamental do Cálculo: ela mede o tamanho da região entre o gráfico da função e o eixo x, dentro de um intervalo. Para calculá-la, usamos a integral definida, que soma infinitas fatias verticais de área. A função f(x) = x·cos(x) é o produto de x (que cresce) por cos(x) (que decresce de 1 a 0 no intervalo [0, π/2]), resultando em valores sempre positivos. A integral definida de uma função positiva entre dois limites dá exatamente a área sob a curva. Para integrar o produto de um polinômio por uma função trigonométrica, usamos a técnica de integração por partes, que inverte a regra do produto da derivada. Nesta questão, precisamos calcular a integral de 0 a π/2 de x·cos(x) e comparar com as alternativas.
y = 0 (eixo x)
x = π/2 (reta vertical)
f(x) = x·cos(x)
O que queremos: a área delimitada por essas curvas
A área entre a curva, o eixo x e a reta vertical é exatamente a integral definida de f(x) de 0 até π/2. Como f(x) é positiva nesse intervalo, não precisamos de módulo.
Por que esta fórmula: A área sob uma curva y = f(x) de a até b é dada por ∫_a^b f(x) dx, desde que f(x) ≥ 0. Aqui, a = 0 e b = π/2.
De onde vem cada valor: = enunciado: f(x) = x·cos(x) · = enunciado: y = 0 (limite inferior) · = enunciado: x = π/2 (limite superior)
Esquecer que a área é a integral e tentar calcular por geometria simples, o que não funciona para curvas.
A integral envolve o produto de x por cos(x), que não tem primitiva imediata. A integração por partes é a técnica para integrar produtos de funções diferentes.
Por que esta fórmula: A fórmula ∫ u dv = uv - ∫ v du é a ferramenta para integrar produtos. Escolhemos u = x (que simplifica ao derivar) e dv = cos(x) dx (que é fácil de integrar).
De onde vem cada valor: = escolha: u = x · = escolha: dv = cos(x) dx · = integral de cos(x) dx
Escolher u = cos(x) e dv = x dx, o que complica em vez de simplificar.
Precisamos da primitiva para avaliar a integral definida. A integração por partes resultou em uma integral simples de sin(x).
Por que esta fórmula: A integral de sin(x) é -cos(x), então substituímos e simplificamos.
De onde vem cada valor: = passo 2: x·sin(x) · = integral de -sin(x) é cos(x)
Esquecer o sinal de menos ao integrar sin(x), resultando em -cos(x) em vez de +cos(x).
A integral definida é a diferença da primitiva nos limites superior e inferior. Isso nos dá o valor numérico da área.
Por que esta fórmula: Pelo Teorema Fundamental do Cálculo, ∫_a^b f(x) dx = F(b) - F(a), onde F é a primitiva.
De onde vem cada valor: = passo 3: primitiva · = enunciado: limite superior · = enunciado: limite inferior
Confundir os valores de seno e cosseno nos limites, por exemplo, pensar que cos(π/2) = 1.
Substituímos os valores conhecidos de seno e cosseno para obter uma expressão numérica simples.
Por que esta fórmula: Sabemos que sin(π/2) = 1, cos(π/2) = 0, sin(0) = 0, cos(0) = 1. Substituímos e simplificamos.
De onde vem cada valor: = passo 4: (π/2)·sin(π/2) · = passo 4: cos(π/2) · = passo 4: cos(0)
Errar o sinal ao subtrair: esquecer que - (0 + 1) vira -1.
Precisamos do valor decimal para comparar com as alternativas. Usamos a aproximação de π.
Por que esta fórmula: π ≈ 3,1416, então π/2 ≈ 1,5708. Subtraindo 1, obtemos 0,5708.
De onde vem cada valor: = π/2 com π ≈ 3,1416 · = passo 5: -1
Usar π ≈ 3,14, o que dá 0,57, mas ainda correto; porém, aproximações grosseiras como π ≈ 3 podem levar a 0,5.
Resposta: 0,57 (alternativa B)
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