Preposição "de": valor semântico vs. gramatical
Gabarito: letra E. Apenas na alternativa E a preposição "de" exerce valor semântico (partitivo/quantidade), não sendo exigida por regência. Nas demais, é exigida por verbo ou nome (valor gramatical).
Alternativa | Frase com "de" | Função da preposição "de" | Valor semântico ou gramatical? | Correto? |
|---|
A | "gosta de você" | Exigida pelo verbo "gostar" (regência verbal) | Gramatical | ❌ |
B | "convencer... de que" | Exigida pelo verbo "convencer" (regência verbal) | Gramatical | ❌ |
C | "esqueça de seus nomes" | Exigida pelo verbo "esquecer-se" (regência verbal pronominal) | Gramatical | ❌ |
D | "necessidade de ser amado" | Exigida pelo nome "necessidade" (complemento nominal) | Gramatical | ❌ |
E | "um pouco de loucura" | Introduz especificação/quantidade (partitivo) | Semântico | ✅ |
Análise de cada alternativa
Alternativa A — ❌ Incorreta: "gosta de você" – regência do verbo "gostar" (exige prep. "de"). Sem valor semântico autônomo.
Alternativa B — ❌ Incorreta: "convencer... de que" – regência do verbo "convencer" (convencer alguém de algo). Gramatical.
Alternativa C — ❌ Incorreta: "esqueça de seus nomes" – regência do verbo "esquecer-se" (pronominal, exige "de"). Gramatical.
Alternativa D — ❌ Incorreta: "necessidade de ser amado" – regência do nome "necessidade" (complemento nominal). Gramatical.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO: "um pouco de loucura" – a preposição "de" introduz especificação/quantidade (partitivo). Não é exigida por regência anterior; "pouco" pode ser usado sem "de", mas aqui o "de" agrega sentido de parte. Portanto, contribuição semântica.
Conclusão: a única opção em que "de" tem valor semântico (e não gramatical) é a E.