Questão de Contabilidade de Custos — Sistemas de Custeio — FGV 2023
Contabilidade de Custos›Sistemas de Custeio
Código
fg071223
Banca
FGV
Órgão
TCE-ES
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Externo - Ciências Contábeis
Uma entidade pública deseja apurar os custos individuais dos serviços que presta para avaliar a necessidade de ajustes no processo de gestão desses serviços. Porém, a entidade se depara com diversos custos indiretos, a exemplo do aluguel do imóvel usado para prestar os serviços.Se a entidade adotar o método de custeio por absorção, custos dessa natureza:
Adevem ser acumulados como ajustes de avaliação patrimonial;
Bdevem ser tratados como despesa do período quando incorridos;
Cpodem ser alocados a partir da definição de critérios de rateio;
Dquando incorridos, reduzem a margem de contribuição individual;
Esão acumulados da mesma forma que no método de custeio variável.
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GabaritoC — podem ser alocados a partir da definição de critérios de rateio;
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Custeio por Absorção e Custos Indiretos
Gabarito: letra C. No custeio por absorção, os custos indiretos de produção — como o aluguel do imóvel — são alocados aos objetos de custo (serviços) mediante critérios de rateio. É a essência do método: todos os custos de produção, inclusive os fixos e indiretos, integram o custo do produto/serviço. A doutrina clássica (Eliseu Martins, 2022) aponta três etapas: separação entre custos e despesas, apropriação dos custos diretos e rateio dos custos indiretos.
A questão testa justamente a diferença entre o tratamento dos custos indiretos no custeio por absorção e no custeio variável. Enquanto no absorção eles são alocados por rateio, no variável são tratados como despesa do período.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que os custos indiretos devem ser "acumulados como ajustes de avaliação patrimonial". Esse conceito não existe em contabilidade de custos; ajustes de avaliação patrimonial são itens do patrimônio líquido (CPC 00), não relacionados à apropriação de custos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que custos indiretos devem ser "tratados como despesa do período quando incorridos". Essa é a regra do custeio variável, não do absorção. No absorção, os custos indiretos, mesmo fixos, são alocados aos produtos/serviços e só vão para o resultado quando o item é vendido (ou o serviço é prestado).
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que os custos indiretos "podem ser alocados a partir da definição de critérios de rateio". Exato: no custeio por absorção, a terceira etapa é justamente ratear os custos indiretos (aluguel, depreciação, seguros, etc.) utilizando bases como horas-mão-de-obra, horas-máquina, área ocupada, valor da matéria-prima, etc.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que, "quando incorridos, reduzem a margem de contribuição individual". A margem de contribuição é calculada como Receita – Custos Variáveis; os custos indiretos fixos (como aluguel) não entram nesse cálculo. No custeio por absorção, eles são alocados ao custo do serviço e afetam o resultado apenas quando o serviço é prestado, mas não a margem de contribuição (que é conceito do custeio variável).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que custos indiretos "são acumulados da mesma forma que no método de custeio variável". É o oposto: no variável, os custos fixos indiretos são tratados como despesa do período e não são alocados aos serviços; no absorção, são alocados por rateio. Portanto, a forma de acumulação é radicalmente diferente.
NÃO CAIA NESSA!
Para não confundir, lembre-se que o custeio por absorção é obrigatório para fins de balanço (CPC 16) e apropria todos os custos de produção; o custeio variável não apropria custos fixos, tratando-os como despesa. Quando a questão falar de "rateio", pense em absorção.