Questão de Estatística — Inferência estatística — FGV 2023
Estatística›Inferência estatística
Código
fg071322
Banca
FGV
Órgão
TCE-ES
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Externo - Estatística
Em um teste de hipóteses, quando o intervalo de não rejeição da hipótese nula aumenta, o erro tipo I, o erro tipo II, a soma dos erros tipo I e tipo II e o nível de significância do teste, respectivamente:
Adiminui; aumenta; não permanece necessariamente constante e diminui;
Bdiminui; aumenta; permanece necessariamente constante e diminui;
Caumenta; diminui; permanece necessariamente constante e diminui;
Daumenta; diminui; não permanece necessariamente constante e aumenta;
Eaumenta; diminui; permanece necessariamente constante e aumenta.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — diminui; aumenta; não permanece necessariamente constante e diminui;
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Teste de hipóteses: relação entre intervalo de não rejeição, erros e nível de significância
Gabarito: letra A. Quando o intervalo de não rejeição da hipótese nula aumenta, o erro tipo I (α) diminui, o erro tipo II (β) aumenta, a soma α+β não permanece necessariamente constante e o nível de significância do teste diminui. Essa é a relação clássica entre a região de aceitação e os dois tipos de erro em um teste de hipóteses.
Para entender, precisamos lembrar as definições: o erro tipo I (α) é a probabilidade de rejeitar a hipótese nula quando ela é verdadeira; o erro tipo II (β) é a probabilidade de não rejeitar a hipótese nula quando ela é falsa. O nível de significância do teste é exatamente α, fixado a priori. A região de não rejeição (ou região de aceitação) é o complemento da região crítica: se o valor observado da estatística cai nela, não rejeitamos H₀.
Aumentar o intervalo de não rejeição significa alargar a região onde aceitamos H₀. Isso torna mais difícil rejeitar H₀, portanto a probabilidade de rejeitá-la quando ela é verdadeira (α) diminui. Por outro lado, ao aceitar H₀ com mais frequência, aumenta a chance de não rejeitá-la quando ela é falsa, ou seja, β aumenta. A soma α+β não tem relação fixa: ela pode variar dependendo da distribuição e dos parâmetros específicos, não sendo necessariamente constante. E como o nível de significância é α, ele também diminui.
A pegadinha da banca está em duas frentes: primeiro, muitos candidatos confundem o efeito sobre α e β, achando que ambos se movem na mesma direção; segundo, a alternativa B tenta induzir a erro ao afirmar que a soma α+β permanece necessariamente constante, o que não é verdade. A relação correta é a da alternativa A.
Variável
Efeito ao aumentar o intervalo de não rejeição
Justificativa
Erro tipo I (α)
Diminui
Rejeita-se menos H₀ verdadeira
Erro tipo II (β)
Aumenta
Aceita-se mais H₀ falsa
Soma α + β
Não permanece necessariamente constante
Depende das distribuições sob H₀ e H₁
Nível de significância
Diminui
É igual a α, que diminui
H₀ verdadeira
H₀ falsa
Rejeita H₀
Erro tipo I (α) diminui
Erro tipo II (β) aumenta
Não rejeita H₀
Decisão correta
Decisão correta
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa descreve exatamente o comportamento esperado: ao aumentar o intervalo de não rejeição, α diminui (menos chance de rejeitar H₀ verdadeira), β aumenta (mais chance de aceitar H₀ falsa), a soma α+β não é necessariamente constante (depende das distribuições sob H₀ e H₁) e o nível de significância, que é α, também diminui. É a única que acerta todas as quatro relações.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erra ao afirmar que a soma dos erros tipo I e tipo II "permanece necessariamente constante". Não há nenhuma garantia de que α+β seja constante quando o intervalo de não rejeição muda; isso só ocorreria em casos muito específicos, não como regra geral. As demais relações (α diminui, β aumenta, nível de significância diminui) estão corretas, mas o erro na soma invalida a alternativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Inverte as relações de α e β: afirma que α aumenta e β diminui quando o intervalo de não rejeição aumenta. Na verdade, é o oposto: alargar a região de aceitação reduz α (rejeita-se menos H₀ verdadeira) e aumenta β (aceita-se mais H₀ falsa). Além disso, repete o erro da soma constante.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erra em três pontos: diz que α aumenta (deveria diminuir), que β diminui (deveria aumentar) e que o nível de significância aumenta (deveria diminuir). Apenas acerta que a soma não é necessariamente constante, mas isso não salva a alternativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erra em dois pontos: afirma que α aumenta (deveria diminuir) e que o nível de significância aumenta (deveria diminuir). Acerta que β diminui e que a soma é constante, mas esta última está errada, e as inversões de α e nível de significância são graves.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os efeitos sobre α e β. Muitos candidatos pensam que aumentar a região de aceitação aumenta ambos os erros, mas na verdade eles se movem em direções opostas: α diminui e β aumenta. Além disso, a alternativa B tenta fazer o candidato acreditar que α+β é sempre constante, o que não é verdade. Lembre-se: α e β são probabilidades condicionais sob hipóteses diferentes, e sua soma não tem relação fixa.
PEGA ESSA DICA!
Para resolver questões assim, desenhe mentalmente as curvas sob H₀ e H₁. Aumentar a região de não rejeição equivale a mover os pontos críticos para fora, o que reduz a área de rejeição sob H₀ (α) e aumenta a área de aceitação sob H₁ (β). O nível de significância é α, então acompanha a diminuição. E a soma α+β só seria constante em casos muito especiais, como quando as distribuições são simétricas e os erros são iguais — não é uma regra geral.