Externalidades e bens públicos
Gabarito: Alternativa C. Os engarrafamentos em horários de pico exemplificam a tragédia dos comuns: um bem rival e não excludente, cujo uso excessivo decorre da ausência de direitos de propriedade bem definidos. As demais alternativas apresentam erros conceituais.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O chamado "efeito esnobe" é uma externalidade de rede negativa, sim, e constitui falha de mercado. A afirmação de que não é falha porque os preços sinalizam corretamente ignora que o desejo de exclusividade gera uma externalidade sobre os demais consumidores, levando a uma alocação ineficiente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Quando empresas poluidoras possuem diferentes custos de redução de emissões, um imposto (taxa) sobre a poluição é preferível a um limite legal uniforme. O imposto permite que cada firma reduza até o ponto em que seu custo marginal de abatimento iguale a taxa, minimizando o custo total de redução – o limite legal não alcança essa eficiência.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta. A tragédia dos comuns ocorre quando um bem é rival (o uso por um reduz a disponibilidade para outros) mas não excludente (não se pode impedir o acesso), como as vias públicas em horários de pico. Sem direitos de propriedade ou regulação, o uso excessivo degrada o bem.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Segundo o Teorema de Coase, com direitos de propriedade bem definidos e custos de transação zero, a negociação privada leva a um resultado eficiente independentemente de a quem foram inicialmente alocados os direitos. A alocação inicial afeta apenas a distribuição de ganhos, não a eficiência.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Quando a curva de custo marginal social (benefício marginal da redução) é muito inclinada (elástica), o dano varia fortemente com a quantidade de poluente. Nesse caso, um limite legal (quantidade) é preferível a uma taxa, pois evita grandes variações no dano caso o custo de abatimento seja incerto. A alternativa inverte a orientação.
Gabarito: Alternativa C