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Questão de Direito Administrativo — Regime jurídico administrativo — FGV 2024

Direito AdministrativoRegime jurídico administrativo
Código
fg074893
Banca
FGV
Órgão
ADAB
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Técnico em Fiscalização - Agropecuária
O Governador do Estado Alfa pretende alterar regramentos estaduais que versam sobre a proteção conferida ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, para compatibilizá-los com o necessário desenvolvimento econômico. Em assim sendo, após consultar a sua assessoria jurídica, o agente político é informado no sentido de que a matéria deve ser formalizada por meio de uma legislação, excluindo a utilização de outros atos com caráter normativo.Nesse cenário, considerando o entendimento doutrinário e jurisprudencial dominantes, é correto afirmar que se está diante de uma manifestação do princípio constitucional da
  1. Aimpessoalidade.
  2. Bpublicidade.
  3. Cmoralidade.
  4. Dlegalidade.
  5. Eeficiência.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — legalidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Princípio da legalidade na Administração Pública

Gabarito: letra D. A exigência de que a matéria (regramento ambiental) seja formalizada por lei, excluindo outros atos normativos, é manifestação direta do princípio constitucional da legalidade (CF, art. 37, caput). Esse princípio impõe que a Administração Pública só pode agir conforme a lei, e que determinadas matérias, por sua relevância, estão sujeitas à reserva legal — ou seja, apenas a lei em sentido formal pode inovar na ordem jurídica, criando direitos e obrigações.

A questão explora a distinção entre o princípio da legalidade e os demais princípios administrativos. O governador pretende alterar regramentos ambientais, que envolvem direitos fundamentais (meio ambiente ecologicamente equilibrado). A assessoria informa que a alteração deve ser feita por lei, o que está em linha com o princípio da legalidade, que exige que normas primárias (aquelas que criam direitos e deveres) sejam veiculadas por ato legislativo, e não por decretos, portarias ou outros atos infralegais.

SE LIGUE NESSA!

Embora o "conteúdo de apoio" trate do regime jurídico administrativo e da bipolaridade do Direito Administrativo, o princípio da legalidade é o fundamento central para a resposta. A letra da lei (CF, art. 37, caput) não foi transcrita no contexto canônico, mas é pacífico que a legalidade é um dos pilares do Direito Administrativo.

Princípio Constitucional

Fundamento (CF, art. 37, caput)

Exigência central

Relação com o caso (reserva de lei para matéria ambiental)

Legalidade (Gabarito)

Art. 37, caput

A Administração só age conforme a lei; matérias relevantes exigem lei formal.

A assessoria informa que a alteração deve ser feita por lei, excluindo atos infralegais.

Impessoalidade

Art. 37, caput

Atuação sem favorecimentos ou discriminações, visando ao interesse público.

Não há relação com a exigência de lei formal.

Publicidade

Art. 37, caput

Divulgação oficial dos atos para conhecimento e controle.

A questão não trata de transparência, mas da forma normativa exigida.

Moralidade

Art. 37, caput

Atuação ética, proba e leal.

A reserva de lei não decorre da moralidade.

Eficiência

Art. 37, caput (EC 19/1998)

Busca de resultados, economicidade e qualidade na prestação do serviço público.

A exigência de lei não se fundamenta na eficiência.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A impessoalidade (CF, art. 37, caput) exige que a Administração atue sem favorecimentos ou discriminações, visando ao interesse público. Não há relação com a exigência de lei formal para tratar do tema ambiental.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A publicidade (CF, art. 37, caput) impõe a divulgação oficial dos atos administrativos para conhecimento e controle. Embora a lei deva ser publicada, a questão não trata de transparência ou conhecimento público, mas sim da forma normativa exigida.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A moralidade (CF, art. 37, caput) exige que a atuação administrativa seja ética, proba e leal. A reserva de lei não decorre da moralidade, mas sim da legalidade.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O princípio da legalidade determina que a Administração Pública só pode fazer o que a lei autoriza (legalidade em sentido estrito para a Administração) e que certas matérias, por sua importância, devem ser disciplinadas por lei formal (reserva legal). A alteração de regramentos ambientais, por envolver direitos fundamentais e interesses difusos, está sujeita a essa reserva, sendo inviável a utilização de atos normativos infralegais (como decretos) para inovar no assunto.

NÃO CAIA NESSA!

O candidato pode associar a necessidade de "legislação" à eficiência ou à moralidade, achando que a lei trará mais eficiência ou moralidade à gestão ambiental. Contudo, o núcleo da questão é a forma de atuação do Poder Público: lei vs. ato normativo secundário. A legalidade é o princípio que exige que a inovação na ordem jurídica seja feita por lei.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A eficiência (CF, art. 37, caput) impõe que a Administração atue com qualidade, produtividade e economicidade. A exigência de lei não decorre diretamente da eficiência, mas da legalidade.

Conclusão: A reserva de lei para alterar regramentos ambientais é expressão do princípio da legalidade, que vincula a Administração ao direito e exige que normas primárias sejam veiculadas por lei formal. Portanto, o gabarito é a letra D.

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