Questão de Contabilidade de Custos — Sistemas de Custeio — FGV 2024
Contabilidade de Custos›Sistemas de Custeio
Código
fg084453
Banca
FGV
Órgão
EPE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista de Gestão Corporativa - Contabilidade
Em uma fábrica, os gestores utilizam o custeio direto internamente para apurar o seu resultado, mas foram informados, pelos contadores, que não poderiam utilizar esse critério para fins de evidenciação do resultado pela contabilidade societária.Isso acontece porque o custeio direto
Aaloca o custo fixo de modo subjetivo.
Bcontraria o regime de competência.
Cmistura os custos fixos e os custos variáveis.
Dutiliza taxas de rateio que podem ser arbitrárias.
Einclui os custos fixos para a valoração do estoque.
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GabaritoB — contraria o regime de competência.
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Custeio Direto e Contabilidade Societária
Gabarito: letra B. O custeio direto (ou variável) não é aceito pela contabilidade societária porque trata os custos fixos como despesa do período, contrariando o regime de competência. Pelo regime de competência, os custos devem ser reconhecidos no período em que a receita correlata é gerada; como os custos fixos contribuem para a produção de estoques, devem ser ativados e só reconhecidos como despesa (CMV) quando da venda. O custeio por absorção, que aloca todos os custos aos produtos, é o método obrigatório para fins societários (CPC 16 – Estoques).
A questão testa a diferença fundamental entre os dois sistemas de custeio:
Característica
Custeio Direto (Variável)
Custeio por Absorção
Custos fixos
Tratados como despesa do período
Ativados nos estoques
Aceito pela contabilidade societária?
Não
Sim (obrigatório)
Relação com regime de competência
Viola
Atende
Custeio direto (variável): Custos fixos (Tratados como despesa do período, Viola regime de competência); Custos variáveis (Alocados aos produtos); Aceito pela contabilidade societária? (Não)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o custeio direto aloca o custo fixo de modo subjetivo. No custeio direto, os custos fixos não são alocados aos produtos – eles vão direto para o resultado. A subjetividade no rateio é característica do custeio por absorção, quando se distribuem custos indiretos.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O custeio direto contraria o regime de competência ao descasar o reconhecimento dos custos fixos da receita que eles ajudam a gerar. Pelo regime de competência, custos de produção devem compor o estoque e ser transformados em despesa apenas no momento da venda. Tratar custos fixos como despesa do período fere esse princípio.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O custeio direto separa custos fixos e variáveis, não os mistura. A “mistura” ocorre no custeio por absorção, que agrega ambos aos produtos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O custeio direto não utiliza taxas de rateio para custos fixos (já que não os aloca). Apenas custos variáveis diretos são apropriados sem rateio. O rateio arbitrário é uma crítica ao custeio por absorção.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Incluir custos fixos na valoração do estoque é exatamente o que o custeio por absorção faz – e o que o custeio direto não faz. Esta alternativa descreve o oposto do método em questão.
Resumo
O custeio direto é útil para decisões gerenciais, mas para fins societários viola o regime de competência ao não ativar custos fixos nos estoques; por isso não é aceito.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca as características dos dois métodos. A letra A (subjetividade) e a letra D (rateio arbitrário) são críticas comuns ao custeio por absorção, não ao direto. A letra E descreve justamente o que o custeio por absorção faz. O candidato que confunde os conceitos pode cair nesses distratores. Fique atento: no custeio direto, custos fixos vão para a DRE como despesa; no absorção, vão para o estoque.