Questão de Administração Geral — Comunicação e Controle — FGV 2024
Administração Geral›Comunicação e Controle
Código
fg084570
Banca
FGV
Órgão
EPE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista de Gestão Corporativa - Recursos Humanos (Comunicação)
Sobre as pesquisas relativas aos efeitos sociais da comunicação, leia o texto a seguir."As pesquisas sobre os efeitos sociais da comunicação foram desenvolvidas no mundo acadêmico anglo-saxônico e retomam algumas das premissas da mass communication research, à qual se ligam diretamente — em especial, trata-se de pesquisas empírico-quantitativas e se dedicam também à construção de modelos teóricos. Há três principais desenvolvimentos. A (...) teoria da bala mágica, dos anos 1920, afirmava que a mídia conseguia alterar rapidamente o pensamento e as ideias da população. As teorias dos Efeitos limitados da comunicação sublinhavam o papel da comunicação interpessoal como um contrapoder à ação da mídia. (...) As teorias dos Efeitos a longo prazo retomavam a ideia de uma mídia superpoderosa, capaz de influenciar gostos, opiniões e atitudes políticas”.MARTINO, 2017. p.189.Integra o grupo de teorias dos efeitos limitados da comunicação, a
AHipótese do Fluxo em duas etapas.
BTeoria da Cultivação.
CTeoria da Agulha Hipodérmica.
DHipótese da Espiral do Silêncio.
EHipótese do Agenda-setting.
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GabaritoA — Hipótese do Fluxo em duas etapas.
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Teorias dos Efeitos Sociais da Comunicação
Gabarito: letra A. A Hipótese do Fluxo em duas etapas (Two-Step Flow) integra o grupo das teorias dos efeitos limitados, pois demonstrou que a comunicação interpessoal atua como contrapoder à mídia, limitando seus efeitos. As demais alternativas pertencem a outros grupos: a Teoria da Agulha Hipodérmica (C) é dos efeitos fortes (bala mágica); a Teoria da Cultivação (B), a Hipótese da Espiral do Silêncio (D) e a Hipótese do Agenda-setting (E) são teorias dos efeitos a longo prazo.
O enunciado descreve três grupos de teorias dos efeitos da comunicação:
Efeitos fortes (bala mágica): mídia altera rapidamente o pensamento (anos 1920).
Efeitos limitados: comunicação interpessoal contrapõe a mídia.
Efeitos a longo prazo: mídia influencia gostos e opiniões de forma cumulativa.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A Hipótese do Fluxo em duas etapas (Two-Step Flow), formulada por Lazarsfeld, Berelson e Gaudet nos anos 1940, mostrou que a influência da mídia é mediada por líderes de opinião, que processam e transmitem a informação por meio de redes interpessoais. Essa descoberta evidenciou que os efeitos da mídia são limitados pela comunicação interpessoal, encaixando-se perfeitamente no grupo das teorias dos efeitos limitados.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A Teoria da Cultivação, de George Gerbner, propõe que a exposição prolongada à televisão cultiva percepções da realidade alinhadas ao conteúdo televisivo. Trata-se de uma teoria dos efeitos a longo prazo, não dos efeitos limitados.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A Teoria da Agulha Hipodérmica (ou Bala Mágica) é a própria teoria dos efeitos fortes, predominante nos anos 1920, que afirmava que a mídia age diretamente sobre o público, sem mediação. Portanto, não pertence ao grupo dos efeitos limitados.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A Hipótese da Espiral do Silêncio, de Elisabeth Noelle-Neumann, explica como a opinião pública se forma a partir da percepção do clima de opinião, levando ao silenciamento de minorias. É uma teoria dos efeitos a longo prazo, associada à influência cumulativa da mídia.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A Hipótese do Agenda-setting (ou do agendamento), de McCombs e Shaw, defende que a mídia define os temas sobre os quais as pessoas pensam, exercendo influência a longo prazo na pauta pública. Também pertence ao grupo dos efeitos a longo prazo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca lista teorias de efeitos a longo prazo (B, D, E) e a de efeitos fortes (C) como distratores. O candidato pode confundir a Hipótese do Fluxo em duas etapas com outras teorias que também envolvem opinião pública, mas a chave é lembrar que o Two-Step Flow introduziu o papel da comunicação interpessoal como limitador do poder da mídia, característica central dos efeitos limitados.