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Questão de Redes de Computadores — Endereçamento IP — FGV 2024

Redes de ComputadoresEndereçamento IP
Código
fg084684
Banca
FGV
Órgão
EPE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista de Gestão Corporativa - Tecnologia da Informação (Infraestrutura e Segurança)
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) está atualizando sua infraestrutura de rede para suportar o protocolo IPv6, devido à crescente necessidade de endereços IP e melhorias na eficiência e segurança da rede.Ao projetar a nova infraestrutura de rede da EPE como suporte ao funcionamento do IPv6, e garantir uma transição eficiente do IPv4 para o IPv6, a EPE deve
  1. Aadotar apenas o uso de NAT (Network Address Translation) para IPv6.
  2. Butilizar o endereçamento IPv6 privado sem roteamento externo.
  3. Cimplementar pilha dupla, permitindo que os dispositivos utilizem simultaneamente IPv4 e IPv6.
  4. Ddesativar todos os dispositivos IPv4 antes de implementar o IPv6.
  5. Eimplementar o uso exclusivo de endereços IPv6 temporários.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — implementar pilha dupla, permitindo que os dispositivos utilizem simultaneamente IPv4 e IPv6.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

IPv6 e transição de IPv4 para IPv6

Gabarito: letra C. A abordagem mais eficiente e amplamente recomendada para a transição do IPv4 para o IPv6 é a implementação de pilha dupla (dual stack), que permite que dispositivos operem simultaneamente com ambos os protocolos, garantindo compatibilidade durante o período de migração. Conforme descrito na própria definição do IPv6, o protocolo "deve funcionar por algum tempo lado a lado com o IPv4, na situação tecnicamente chamada de 'pilha dupla'" ().

  1. 1Pilha dupla (dual stack)
  2. 2Dispositivos operam IPv4 e IPv6
  3. 3Escolha conforme rede destino
  4. 4Migração gradual e compatível
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Embora o NAT (Network Address Translation) seja comum no IPv4 para contornar a escassez de endereços, no IPv6 ele perde a razão de ser, já que o espaço de endereçamento é vasto. O IPv6 foi projetado para restaurar a comunicação fim-a-fim, e o NAT quebra esse princípio. Além disso, não é um mecanismo de transição, mas sim uma adaptação do IPv4.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Endereços IPv6 privados (Unique Local Addresses – ULA) são úteis para comunicação interna, mas não resolvem a necessidade de conectividade global. A transição exige que dispositivos consigam acessar a Internet tanto por IPv4 quanto por IPv6. Usar apenas endereços privados sem roteamento externo inviabiliza o acesso à Internet, o que não atende ao objetivo da atualização.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A pilha dupla é o método mais direto e recomendado: cada dispositivo mantém uma pilha de protocolos IPv4 e IPv6, escolhendo qual usar conforme a rede de destino. Isso permite que aplicações e serviços continuem funcionando durante a migração gradual, sem necessidade de desativar o IPv4 abruptamente. É a abordagem padrão descrita na RFC 4213 e adotada por organizações como o governo brasileiro (e-PING) e o governo dos EUA.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Desativar todos os dispositivos IPv4 antes de implementar o IPv6 é impraticável e inviável. Muitos sistemas legados e serviços ainda dependem exclusivamente do IPv4. Uma transição bem-sucedida exige convivência e gradualismo, não substituição abrupta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Endereços IPv6 temporários (privacidade) são usados para evitar rastreamento em conexões de saída, mas não têm relação com o mecanismo de transição. São uma opção de privacidade, não um método para garantir interoperabilidade entre IPv4 e IPv6.

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