Questão de Geografia — Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento — FGV 2024
Geografia›Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento
Código
fg085012
Banca
FGV
Órgão
EPE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista de Pesquisa Energética (Meio Ambiente / Geoprocessamento Meio Físico)
Modelo X: modelo de grade caracterizado por distribuição regular dos vértices das células. Modelo Y: modelo de grade com distribuição irregular dos vértices das células.Está correto o que se afirma em
AX é um modelo de grade regular retangular e é mais comumente utilizado em análises multiníveis no formato raster, enquanto Y é um modelo de grade irregular triangular e é mais aplicado em aplicações quantitativas.
BX é um modelo de grade irregular triangular e é mais comumente utilizado em análises qualitativas, enquanto Y é um modelo de grade regular retangular e é mais aplicado em análises multiníveis no formato raster.
CX é um modelo de grade regular triangular e é mais comumente utilizado em análises quantitativas, enquanto Y é um modelo de grade irregular retangular e é mais aplicado em análises multiníveis no formato raster.
DX é um modelo de grade regular retangular e é mais comumente utilizado em aplicações quantitativas, enquanto Y é um modelo de grade irregular triangular e é mais aplicado em análises qualitativas.
EX é um modelo de grade regular triangular e é mais comumente utilizado em análises multiníveis no formato raster, enquanto Y é um modelo de grade regular triangular e é mais aplicado em aplicações quantitativas.
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GabaritoA — X é um modelo de grade regular retangular e é mais comumente utilizado em análises multiníveis no formato raster, enquanto Y é um modelo de grade irregular triangular e é mais aplicado em aplicações quantitativas.
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Modelos de grade em geoprocessamento: regular × irregular
Gabarito: letra A. O modelo X é a grade regular retangular, base do formato raster (matriz de pixels com espaçamento uniforme), e o modelo Y é a grade irregular triangular (TIN – Triangulated Irregular Network), usada em análises quantitativas por representar superfícies com densidade variável de pontos. A alternativa A é a única que associa corretamente cada modelo à sua geometria e à sua aplicação típica.
A questão trata das duas formas clássicas de representar superfícies contínuas em Sistemas de Informação Geográfica (SIG). O modelo raster organiza o espaço em uma malha de células quadradas (pixels) de tamanho fixo, dispostas em linhas e colunas — daí o nome "grade regular retangular". Cada célula armazena um valor de atributo, e a resolução espacial é determinada pelo tamanho do pixel. Já o modelo vetorial do tipo TIN (Triangulated Irregular Network) conecta pontos amostrais por triângulos irregulares, cujos vértices podem estar mais próximos onde o relevo varia mais e mais distantes em áreas planas — por isso é uma "grade irregular triangular".
A distinção essencial está na regularidade da distribuição dos vértices: no raster, os vértices (centros dos pixels) são igualmente espaçados; no TIN, a densidade de vértices acompanha a complexidade da superfície. Essa diferença estrutural explica os usos: o raster é preferido para análises multiníveis (como sobreposição de camadas temáticas, classificação de imagens e modelagem ambiental) porque a malha regular facilita operações algébricas entre células; o TIN é mais adequado a aplicações quantitativas que exigem precisão altimétrica, como cálculo de volume, declividade e geração de curvas de nível, pois concentra pontos onde a superfície muda mais.
A pegadinha da banca está em inverter as geometrias e as aplicações: várias alternativas trocam "regular" por "irregular" ou associam o raster a análises qualitativas, quando na verdade o raster é quantitativo por natureza (valores numéricos em cada pixel) e o TIN é que se destaca em modelagem quantitativa de superfície.
Critério
Grade regular (X)
Grade irregular (Y)
Geometria
Retangular (raster)
Triangular (TIN)
Distribuição dos vértices
Uniforme
Densidade variável
Aplicação típica
Análises multiníveis
Aplicações quantitativas
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A afirma que X é grade regular retangular (raster) e Y é grade irregular triangular (TIN), com as aplicações corretas: raster em análises multiníveis e TIN em aplicações quantitativas. Isso corresponde exatamente à definição dos dois modelos: o raster é uma matriz de células regulares, e o TIN é uma malha triangular irregular. A associação de uso também está correta — o raster é a base de análises multiníveis (como operações de álgebra de mapas e classificação), enquanto o TIN é usado em cálculos quantitativos de superfície.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Inverte completamente os modelos: afirma que X é grade irregular triangular e Y é grade regular retangular. O enunciado define X como grade de distribuição regular (logo, raster) e Y como grade irregular (logo, TIN). Além disso, associa o TIN a análises qualitativas, quando ele é tipicamente usado em análises quantitativas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erra na geometria de X: diz que X é grade regular triangular, mas grade regular é retangular (raster). Também erra ao afirmar que Y é grade irregular retangular — a grade irregular é triangular (TIN). A aplicação de X em análises quantitativas também está invertida: o raster é mais usado em análises multiníveis, e o TIN em aplicações quantitativas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Acerta na geometria (X regular retangular, Y irregular triangular), mas inverte as aplicações: afirma que X é usado em aplicações quantitativas e Y em análises qualitativas. Na prática, o raster é mais comum em análises multiníveis, e o TIN em aplicações quantitativas — exatamente o oposto do que a alternativa propõe.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erra na geometria de X: diz que X é grade regular triangular, mas grade regular é retangular (raster). Além disso, repete Y como grade regular triangular, quando o enunciado define Y como irregular. A aplicação de X em análises multiníveis está correta, mas a geometria invalida a alternativa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre as geometrias e as aplicações. O candidato que decora "raster = grade regular" e "TIN = grade irregular" pode acertar a geometria, mas errar ao associar o raster a análises qualitativas — quando na verdade o raster é quantitativo (valores numéricos em cada pixel) e o TIN é que se destaca em modelagem quantitativa de superfície. Fique atento: a pegadinha está em inverter as aplicações, como nas alternativas B e D.
PEGA ESSA DICA!
Para não errar, lembre-se do mnemônico: Raster = Regular (retangular) e TIN = Triangular (irregular). E associe: raster → análises multiníveis (sobreposição de camadas), TIN → aplicações quantitativas (cálculo de volume, declividade). Se a alternativa inverter qualquer um desses pares, está errada.