As frases a seguir mostram a modificação de uma forma reduzida para uma forma de oração desenvolvida; assinale a opção em que essa modificação foi feita de forma adequada.
AHá boas razões para proteger a Terra. / Há boas razões para que protegêssemos a Terra.
BQuando um homem não observa a natureza, sempre crê poder melhorá-la. / Quando um homem não observa a natureza, sempre crê que possa melhorá-la.
CÉ impossível ensinar um gato a não pegar passarinhos. / É impossível ensinar um gato a que não pegasse passarinhos.
DSirvo-me de animais para instruir os homens. / Sirvo-me de animais para a instrução dos homens.
EA natureza não nos permitiu conhecer o limite das coisas. / A natureza não nos permitiu que conheçamos o limite das coisas.
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GabaritoB — Quando um homem não observa a natureza, sempre crê poder melhorá-la. / Quando um homem não observa a natureza, sempre crê que possa melhorá-la.
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Correlação temporal na transformação de orações reduzidas para desenvolvidas (FGV 2024)
Gabarito: letra B. A única alternativa em que a modificação respeita a correlação temporal e mantém o sentido original é a B: "crê poder melhorá-la" → "crê que possa melhorá-la". O verbo "crê" no presente do indicativo pede subjuntivo presente ("possa") na oração desenvolvida, e a conjunção integrante "que" é adequada para oração substantiva objetiva direta.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Há boas razões para proteger a Terra" → "para que protegêssemos a Terra". A forma reduzida de infinitivo ("para proteger") expressa finalidade no presente. Ao desenvolver com "para que", deveria ser usado o presente do subjuntivo ("protejamos") para manter a simultaneidade; "protegêssemos" (pretérito imperfeito do subjuntivo) quebra a correlação temporal com o verbo "Há" (presente). Erro: tempo verbal inadequado.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Quando um homem não observa a natureza, sempre crê poder melhorá-la" → "sempre crê que possa melhorá-la". A oração reduzida de infinitivo "poder melhorá-la" funciona como objeto direto de "crê". A forma desenvolvida "que possa" emprega corretamente a conjunção integrante "que" e o presente do subjuntivo, mantendo a ideia de possibilidade no presente. A correlação temporal é preservada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"É impossível ensinar um gato a não pegar passarinhos" → "a que não pegasse passarinhos". A preposição "a" rege a oração reduzida de infinitivo. Na forma desenvolvida, "a que" exige subjuntivo, mas o tempo deveria ser presente ("pegue") para coincidir com "ensinar" (presente). "Pegasse" (pretérito imperfeito) cria um descompasso temporal. Erro: tempo verbal inadequado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Sirvo-me de animais para instruir os homens" → "para a instrução dos homens". A modificação não produz uma oração desenvolvida (com verbo finito e conjunção), mas sim um sintagma nominal. O comando pede transformação para "oração desenvolvida". Portanto, não atende ao requisito. Erro: foge ao comando (não é oração).
Alternativa E — ❌ Incorreta
"A natureza não nos permitiu conhecer o limite das coisas" → "que conheçamos". O verbo "permitiu" está no pretérito perfeito do indicativo. A oração desenvolvida deveria usar o pretérito imperfeito do subjuntivo ("conhecêssemos") para expressar ação simultânea ou posterior no passado. "Conheçamos" (presente do subjuntivo) rompe a correlação temporal. Erro: tempo verbal inadequado.
PEGA ESSA DICA!
Na transposição de reduzida para desenvolvida, verifique sempre a correlação temporal entre o verbo da oração principal e o verbo da subordinada. Para ações simultâneas ou posteriores no presente, use presente do subjuntivo; para ações no passado, use pretérito imperfeito do subjuntivo. Além disso, identifique a função sintática para escolher a conjunção correta.