Questão de Engenharia de Software — Gerência de Configuração — FGV 2024
Engenharia de Software›Gerência de Configuração
Código
fg089961
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de Macaé - RJ
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Previdenciário - Especialidade: Analista de Sistemas
Controle de versão de código-fonte usando Git é uma prática fundamental no desenvolvimento de software que permite rastrear e gerenciar alterações no código ao longo do tempo. O Git é um sistema de controle de versão distribuído que facilita o gerenciamento de código-fonte, colaboração entre equipes e manutenção do histórico do projeto.Uma boa prática para o controle de versão de código-fonte usando Git é
Afazer commits frequentes e pequenos para garantir que as alterações sejam bem documentadas e facilmente revertidas, se necessário.
Bfazer commits grandes e esporádicos que incluam várias alterações de uma vez para reduzir o número total de commits no repositório.
Cusar a branch main (ou master) para desenvolvimento contínuo e criar branches somente para lançamentos finais.
Devitar a utilização de mensagens de commit para manter o histórico de commits mais limpo e conciso.
Erealizar commits diretamente no branch main (ou master) sem criar branches de desenvolvimento ou features para simplificar o fluxo de trabalho.
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GabaritoA — fazer commits frequentes e pequenos para garantir que as alterações sejam bem documentadas e facilmente revertidas, se necessário.
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Boas práticas com Git
Gabarito: letra A. A boa prática essencial no Git é realizar commits frequentes e pequenos, com mensagens descritivas, para facilitar o rastreamento de alterações e a reversão quando necessário. Isso está alinhado com o modelo de controle de versão distribuído, onde cada commit é um snapshot do projeto.
A questão testa o conhecimento sobre as recomendações consolidadas de uso do Git, contrastando práticas que favorecem a rastreabilidade e a colaboração contra aquelas que comprometem a qualidade do histórico.
Boas práticas Git: Commits (Frequentes e pequenos, Mensagens descritivas, Snapshot lógico e coeso); Branches (main estável (pronto para produção), feature branches para funcionalidades, develop para integração, release / hotfix conforme fluxo); Benefícios (Reversão específica, Rastreamento de bugs, Revisão de código facilitada)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Fazer commits frequentes e pequenos é uma prática amplamente recomendada. Cada commit deve representar uma alteração lógica e coesa, acompanhada de uma mensagem clara. Isso permite:
Reverter apenas uma alteração específica sem impacto em outras.
Identificar rapidamente a origem de um bug.
Facilitar a revisão de código por outros membros da equipe.
O próprio material apresentado destaca que o Git armazena snapshots a cada commit, e commits bem documentados são fundamentais para que esses snapshots sejam úteis.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Commits grandes e esporádicos que agrupam múltiplas alterações contradizem a boa prática. Eles dificultam a identificação de mudanças específicas, tornam a reversão mais arriscada (pois revertem várias alterações de uma vez) e geram um histórico pouco granular, prejudicando a colaboração e a revisão de código.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Usar a branch main (ou master) para desenvolvimento contínuo e criar branches apenas para lançamentos finais é o oposto do que se recomenda. O correto é:
Manter a main estável, com código pronto para produção.
Criar branches feature para cada nova funcionalidade ou correção, a partir de uma branch develop (se adotado Git Flow) ou diretamente da main em fluxos mais simples.
Utilizar branches release e hotfix conforme necessário.
No material, destaca-se o feature branching como prática de isolar funcionalidades em branches próprias.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Evitar mensagens de commit compromete a documentação do histórico. A boa prática exige mensagens descritivas que expliquem o que foi alterado e por quê. Sem elas, o histórico se torna inútil para consultas futuras, revisão de código e auditoria. O Git incentiva o uso de -m exatamente para registrar a mensagem.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Realizar commits diretamente na main sem criar branches de desenvolvimento ou features fere o princípio de isolamento de alterações. Essa abordagem:
Dificulta o trabalho paralelo.
Aumenta o risco de conflitos e de quebrar a branch principal.
Impede o uso de pull requests e revisão de código antes da integração.
O Git foi projetado para facilitar ramificações; ignorá-las é desperdiçar seu principal benefício.
PEGA ESSA DICA!
Na prova, lembre-se da máxima: commits pequenos e frequentes, branches para cada funcionalidade, mensagens descritivas e main sempre estável. Esse é o padrão ouro que a FGV costuma cobrar.