Responsabilidade Civil do Estado por Atos Terroristas
Gabarito: letra C. A União está autorizada, pela Lei nº 10.744/2003, a assumir despesas de responsabilidade civil perante terceiros por danos decorrentes de atos terroristas contra aeronaves de matrícula brasileira operadas por empresa de transporte aéreo público brasileiro, independentemente do local do evento ou da nacionalidade do agente. As demais alternativas desconsideram essa exceção legal ao regime geral de responsabilidade civil do Estado.
A banca testa o conhecimento de que a regra geral — responsabilidade objetiva do Estado por atos de seus agentes (art. 37, §6º, CF) e excludentes como fato de terceiro — é afastada por legislação especial que atribui à União o dever de indenizar terceiros vítimas de atos terroristas contra a aviação civil brasileira.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o ato terrorista constitui fato exclusivo de terceiro, excludente do nexo causal. Embora o fato de terceiro seja, em regra, causa excludente, a lei especial autoriza expressamente a União a assumir a responsabilidade civil por atos terroristas nas condições descritas, afastando essa excludente. Logo, a União pode assumir as despesas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Sustenta que não há nexo de causalidade porque o Estado só responde por atos de seus agentes. A regra geral do art. 37, §6º da CF (responsabilidade objetiva por atos de agentes públicos) é ampliada pela lei especial, que estabelece o dever de indenizar terceiros vítimas de atos terroristas contra aeronaves brasileiras, independentemente de os causadores serem servidores públicos. O nexo causal é estabelecido pela lei, não pela conduta direta de agente estatal.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A União está autorizada, nos termos da Lei nº 10.744/2003, a assumir despesas de responsabilidade civil perante terceiros na hipótese de danos a bens e pessoas em decorrência de atos terroristas contra aeronaves de matrícula brasileira operadas por empresa de transporte aéreo público brasileiro, como no caso descrito. A lei não exige que o evento ocorra em território nacional nem que o agente seja brasileiro ou servidor público.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O local do evento (espaço aéreo internacional) é irrelevante para a aplicação da lei, que abrange atos ocorridos em qualquer lugar, desde que a aeronave seja de matrícula brasileira e operada por empresa brasileira. A legislação especial visa proteger a aviação civil brasileira independentemente da localização geográfica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A nacionalidade estrangeira de Amanda não é óbice à assunção de responsabilidade pela União. A lei não condiciona a indenização à nacionalidade do agente causador do dano. O que importa é o dano decorrente de ato terrorista contra aeronave brasileira.
Gabarito: letra C.