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Questão de Direito Administrativo — Atributos do ato administrativo – presunção de legitimidade, imperatividade, autoexecutoriedade e tipicidade — FGV 2024

Direito AdministrativoAtributos do ato administrativo – presunção de legitimidade, imperatividade, autoexecutoriedade e tipicidade
Código
fg098248
Banca
FGV
Órgão
TJ-AP
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Técnico Judiciário - Área Judiciária - Administrativa
Ao verificar que certos dados relativos à sociedade Alfa constantes de determinado banco de dados de órgão integrante da Administração Pública não são condizentes com a realidade, seus representantes foram informados de que caberia à sociedade o ônus de demonstrar eventual equívoco atinente a tais informações, em decorrência de certo atributo dos atos administrativos.Nessa situação hipotética, o aludido atributo é o da:
  1. Aimperatividade;
  2. Bautoexecutoriedade;
  3. Cheteroexecutoriedade;
  4. Dpresunção de veracidade;
  5. Eindisponibilidade do interesse público.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — presunção de veracidade;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Atributos do ato administrativo – presunção de veracidade

Gabarito: letra D. A situação descrita refere-se à presunção de veracidade dos atos administrativos, que impõe ao particular o ônus de provar a incorreção de dados oficiais. Esse atributo é uma decorrência da presunção de legitimidade, mas se concentra na veracidade dos fatos registrados pela Administração.

A questão testa a distinção entre os atributos clássicos dos atos administrativos. A presunção de veracidade significa que as informações constantes de atos e registros públicos se presumem verdadeiras até prova em contrário, invertendo o ônus probatório. As demais alternativas referem-se a outros atributos: imperatividade (imposição unilateral), autoexecutoriedade (execução direta sem Judiciário), heteroexecutoriedade (execução por terceiros) e indisponibilidade do interesse público (princípio, não atributo).

Atributo

Definição

Relação com o ônus da prova

Aplicação ao caso

Imperatividade

Imposição unilateral de obrigações

Não se relaciona

❌ Incorreta

Autoexecutoriedade

Execução direta sem autorização judicial

Não se relaciona

❌ Incorreta

Heteroexecutoriedade

Execução por terceiros delegados

Não se relaciona

❌ Incorreta

Presunção de veracidade

Fatos registrados presumem-se verdadeiros

Inverte o ônus probatório para o particular

✅ Correta

Indisponibilidade do interesse público

Princípio, não atributo

Não gera presunção de veracidade

❌ Incorreta

1Presunção de veracidade
Ônus da prova é do particular
Fatos se presumem verdadeiros
2Presunção de legitimidade
Conformidade com a lei
3Imperatividade
Imposição unilateral
4Autoexecutoriedade
Execução direta sem Judiciário
5Tipicidade
Ato deve ter previsão legal
Atributos do ato administrativo
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Atributos do ato administrativo: Presunção de veracidade (Ônus da prova é do particular, Fatos se presumem verdadeiros); Presunção de legitimidade (Conformidade com a lei); Imperatividade (Imposição unilateral); Autoexecutoriedade (Execução direta sem Judiciário); Tipicidade (Ato deve ter previsão legal)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A imperatividade é o atributo que permite à Administração impor obrigações unilateralmente, sem necessidade de concordância do particular. Não se relaciona com a presunção de verdade dos dados.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A autoexecutoriedade é a possibilidade de a Administração executar diretamente seus atos, sem prévia autorização judicial. Não diz respeito ao ônus da prova sobre a veracidade das informações.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A heteroexecutoriedade é uma variação da autoexecutoriedade, em que a execução é feita por terceiros delegados. Não se aplica ao caso.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A presunção de veracidade (ou presunção de verdade) é o atributo pelo qual os fatos alegados ou registrados pela Administração se presumem verdadeiros, cabendo ao interessado o ônus de demonstrar eventual erro. É exatamente o que ocorre na hipótese: a sociedade deve provar que os dados não condizem com a realidade.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A indisponibilidade do interesse público é um princípio do regime jurídico administrativo, não um atributo do ato administrativo. Impõe que o administrador não pode renunciar ao interesse público, mas não gera presunção de veracidade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca pode confundir o candidato ao usar a expressão "presunção de legitimidade" (gênero) no lugar de "presunção de veracidade" (espécie). A questão é específica sobre a veracidade dos fatos, não sobre a legalidade do ato. Fique atento: a presunção de legitimidade abrange tanto a legalidade quanto a veracidade, mas o termo correto para a situação de dados incorretos é presunção de veracidade.

Gabarito: letra D.

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