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Questão de Direito Administrativo — Contratos Administrativos - Lei nº 8.666 de 1993 [Revogada] — FGV 2024

Direito AdministrativoContratos Administrativos - Lei nº 8.666 de 1993 [Revogada]
Código
fg098251
Banca
FGV
Órgão
TJ-AP
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Técnico Judiciário - Área Judiciária - Administrativa
Após vencer algumas licitações e regularmente formalizar contratos administrativos com diferentes entes federativos, a sociedade Ômega verificou que tais avenças são suscetíveis a áleas extraordinárias, eventos imprevisíveis ou previsíveis de efeitos incalculáveis, onerosos, que retardam ou impedem a sua execução, impactando no respectivo equilíbrio econômico-financeiro, dentre os quais conviveu com a majoração de determinado tributo e com o atraso do poder público em promover uma desapropriação necessária para a realização de certa obra, por razões alheias à contratada.Nesse contexto, as áleas anteriormente pormenorizadas são, respectivamente, designadas:
  1. Afato da administração e caso fortuito;
  2. Bfato do príncipe e cláusula exorbitante;
  3. Ccláusula exorbitante e fato do príncipe;
  4. Dfato do príncipe e fato da administração;
  5. Ecláusula exorbitante e fato da administração.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — fato do príncipe e fato da administração;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Áleas Extraordinárias em Contratos Administrativos

Gabarito: letra D. A majoração de tributo constitui fato do príncipe (medida geral estatal que onera indiretamente o contrato), enquanto o atraso do poder público em realizar desapropriação necessária à obra é fato da administração (omissão direta que incide especificamente sobre o contrato). A distinção entre ambos reside no caráter geral/específico da interferência estatal — é o critério que a banca cobra.

No primeiro evento, o aumento de tributo é uma providência genérica, alheia ao contrato, que atinge toda a coletividade de contratados — enquadra-se no conceito doutrinário de fato do príncipe. No segundo, o atraso na desapropriação decorre de conduta (omissiva) da própria Administração contratante, incidente diretamente sobre a execução daquele contrato específico — caracteriza fato da administração.

SE LIGUE NESSA!

Embora o enunciado mencione a Lei nº 8.666/1993 (revogada), os conceitos de álea extraordinária permanecem aplicáveis sob a nova Lei nº 14.133/2021, que mantém as mesmas hipóteses de revisão contratual por fatos imprevisíveis.


1Fato do príncipe
Medida geral estatal
Majoração de tributo
2Fato da administração
Conduta direta da Administração
Atraso em desapropriação
3Caso fortuito/força maior
Evento imprevisível inevitável
Áleas extraordinárias
LEVELsoulevel.com.br
Áleas extraordinárias: Fato do príncipe (Medida geral estatal, Majoração de tributo); Fato da administração (Conduta direta da Administração, Atraso em desapropriação); Caso fortuito/força maior (Evento imprevisível inevitável)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Inverte a ordem e classifica o segundo evento como "caso fortuito". Caso fortuito é evento imprevisível e inevitável (ex.: fenômeno natural), não a omissão administrativa direta — esta é fato da administração.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Acerta o primeiro (fato do príncipe), mas o segundo não é cláusula exorbitante. Cláusula exorbitante é prerrogativa contratual da Administração (alteração unilateral, rescisão, fiscalização), não um evento imprevisível que desequilibra o contrato.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Ambos os elementos estão trocados: cláusula exorbitante não é álea extraordinária, e a majoração tributária não é fato da administração (é fato do príncipe).

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Classifica corretamente: fato do príncipe (majoração tributária — medida geral) e fato da administração (atraso na desapropriação — conduta direta da Administração). A doutrina, conforme Hely Lopes Meirelles e Maria Sylvia Di Pietro, adota essa distinção com base no caráter genérico ou específico da interferência estatal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

o primeiro evento não é cláusula exorbitante (já explicado). Acerta o segundo (fato da administração), mas erra o primeiro.


NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre fato do príncipe (medida geral, indireta) e fato da administração (medida específica, direta). Muitos candidatos invertem ou confundem com "cláusula exorbitante", que não é uma álea, mas uma prerrogativa contratual. A chave é perguntar: a interferência atinge todos os contratos ou apenas aquele contrato? Resposta geral → fato do príncipe; específica → fato da administração.

PEGA ESSA DICA!

Faça uma tabela mental:

Álea

Origem

Exemplo

Fato do príncipe

Medida estatal geral

Aumento de tributo, proibição de importação

Fato da administração

Ação/omissão direta sobre o contrato

Atraso em desapropriação, não fornecimento de área

Caso fortuito / força maior

Evento natural ou humano imprevisível

Terremoto, greve geral

Gabarito: letra D — fato do príncipe e fato da administração, respectivamente.

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