Questão de Auditoria Governamental — Estrutura Conceitual de Análise de Risco (COSO) — FGV 2024
Auditoria Governamental›Estrutura Conceitual de Análise de Risco (COSO)
Código
fg103558
Banca
FGV
Órgão
TCE-GO
Ano
2024
Nível
Superior
O Framework de Controle Interno Integrado do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO), originalmente emitido em 1992 e atualizado em 2013, consolidou a ideia de gestão de riscos corporativos e apresentou um conjunto de princípios e boas práticas de gestão e controle interno.Assinale a opção que indica uma característica da versão atualizada em 2013.
AComplementação de resposta a riscos.
BVerificação de conformidade com a Lei Sarbanes-Oxley.
CDestaque para os riscos na melhoria da performance.
DAplicação da gestão de riscos no setor público.
EDestaque para os riscos no estabelecimento da estratégia.
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GabaritoB — Verificação de conformidade com a Lei Sarbanes-Oxley.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
COSO I – Internal Control Integrated Framework (versão 2013)
Gabarito: letra B. A versão atualizada em 2013 do COSO I (Internal Control – Integrated Framework) foi revisada para se alinhar ao ambiente de negócios mais complexo e regulatório, dando ênfase à verificação de conformidade com leis como a Sarbanes-Oxley (SOX). As demais alternativas tratam de características mais ligadas ao COSO ERM (gestão de riscos corporativos) ou não são específicas da atualização de 2013.
A questão cobra o conhecimento sobre as mudanças introduzidas na revisão de 2013 do COSO I. O conteúdo de apoio menciona que a estrutura foi revista em 2013, sendo comum a expressão “COSO ICIF 2013”. A principal motivação da atualização foi incorporar mudanças nos ambientes de negócios e regulatórios, especialmente a Lei Sarbanes-Oxley (SOX), que exige controles internos robustos sobre relatórios financeiros. O COSO I 2013 mantém os cinco componentes e três categorias de objetivos, mas reforça a necessidade de conformidade com normas e regulamentos.
COSO I (ICIF 2013)
1Origem
21992 (original)
32013 (revisão)
4Estrutura
55 componentes
63 categorias de objetivos
7Foco principal
8Controle interno
9Conformidade regulatória
10Destaque da versão 2013
11Lei Sarbanes-Oxley (SOX)
12Ambiente de negócios complexo
13Não se confunde com
14COSO II (ERM)
15Gestão de riscos corporativos
16Resposta a riscos
17Performance e estratégia
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A "complementação de resposta a riscos" é uma característica do COSO II (ERM – Enterprise Risk Management), lançado em 2004, que trata especificamente da gestão de riscos corporativos. O COSO I 2013 não introduziu esse conceito; ele se concentra no controle interno para mitigar riscos aos objetivos, mas a abordagem de resposta a riscos (evitar, aceitar, reduzir, compartilhar) é própria do ERM.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A versão 2013 do COSO I foi atualizada para refletir as mudanças no ambiente regulatório, dando destaque à conformidade com a Lei Sarbanes-Oxley (SOX). A SOX exige que as empresas mantenham uma estrutura de controle interno adequada, e o COSO I é a estrutura de referência para esse fim. Portanto, a verificação de conformidade com a SOX é uma característica marcante da versão 2013.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O "destaque para os riscos na melhoria da performance" é um foco do COSO ERM, que busca alinhar a gestão de riscos com a estratégia e a performance organizacional. O COSO I 2013 tem como objetivo proporcionar segurança razoável sobre a realização dos objetivos operacionais, de divulgação e conformidade, mas não enfatiza a melhoria da performance por meio dos riscos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A "aplicação da gestão de riscos no setor público" não é uma característica específica do COSO I 2013. Embora o COSO possa ser aplicado em qualquer setor, a versão 2013 não foi direcionada exclusivamente ao setor público. Há outros referenciais, como o IPPF (IIA) e o COSO ERM, que tratam mais especificamente da gestão de riscos no setor público.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O "destaque para os riscos no estabelecimento da estratégia" é um dos pilares do COSO ERM 2004 e 2017, onde a gestão de riscos é incorporada ao planejamento estratégico. No COSO I, os riscos são considerados na avaliação de riscos para o alcance dos objetivos já estabelecidos, mas não no processo de definição da estratégia.
NÃO CAIA NESSA!
A banca pode tentar confundir o candidato misturando conceitos do COSO I (controle interno) com o COSO II/ERM (gestão de riscos corporativos). Lembre-se: o COSO I 2013 foca em controle interno e conformidade (SOX), enquanto o ERM aborda riscos estratégicos e de performance. Fique atento às palavras-chave: "estratégia", "resposta a riscos" e "performance" são do ERM; "conformidade" e "controles internos" são do COSO I.