Technical Debt (Dívida Técnica) – Refatoração Contínua
Gabarito: letra D. Technical debt (dívida técnica) representa o custo futuro de retrabalho imposto por decisões de design ou implementações de baixa qualidade feitas no passado. O conceito, cunhado por Ward Cunningham, é central em metodologias ágeis como XP, que priorizam refatoração contínua para evitar o acúmulo dessa dívida.
A banca cobra a definição clássica do termo, sem ambiguidades. As alternativas erradas trocam o conceito por outros problemas de projeto (custo total, atraso, documentação, cobertura de testes).
Alternativa A — ❌ Incorreta
Define technical debt como "custo financeiro total do desenvolvimento". Isso é o orçamento do projeto, não dívida técnica. A dívida técnica é específica do retrabalho devido a más decisões técnicas, não do custo total.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Associa a dívida ao "atraso na entrega devido à má documentação dos requisitos". Atraso e documentação deficiente são problemas distintos; a dívida técnica foca em decisões de design/código que geram retrabalho futuro.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Descreve a "diferença entre o cronograma do projeto e o cronograma real de desenvolvimento". Isso é variação de cronograma, não dívida técnica.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A definição está perfeita: "custo futuro de retrabalho imposto por decisões de design ou implementações de baixa qualidade feitas no passado". É exatamente o que Ward Cunningham definiu e que Martin Fowler popularizou. A refatoração contínua é a principal ferramenta para reduzir essa dívida.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Aponta como dívida a "quantidade de testes unitários que a equipe ainda precisa escrever para atingir 100% de cobertura". Embora testes insuficientes possam contribuir para dívida técnica, a definição não se limita a cobertura de testes; é mais abrangente.
Gabarito: letra D.