Questão de Engenharia de Software — Ferramentas de Desenvolvimento de Software — FGV 2025
Engenharia de Software›Ferramentas de Desenvolvimento de Software
Código
fg105411
Banca
FGV
Órgão
AL-AM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Programador
A área de TI está avaliando a adoção de plataformas Low-Code para agilizar o desenvolvimento de aplicações internas de baixo impacto.A principal desvantagem ou limitação que o Analista de Programação deve considerar ao utilizar plataformas Low-Code para desenvolver um sistema com requisitos de integração complexos ou regras de negócio altamente específicas é
Aa falta de documentação automática e de relatórios de compliance.
Bo custo de licença é geralmente zero para aplicações corporativas.
Ca dificuldade em acessar ou modificar o código-fonte subjacente, limitando a customização profunda e a extensibilidade.
Da impossibilidade de deploy em ambiente de nuvem pública como AWS e Azure.
Ea incompatibilidade inerente com APIs RESTful e Web Services existentes.
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GabaritoC — a dificuldade em acessar ou modificar o código-fonte subjacente, limitando a customização profunda e a extensibilidade.
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Plataformas Low-Code – Limitações para Integrações Complexas
Gabarito: letra C. A principal desvantagem de plataformas Low-Code em cenários que exigem integrações complexas ou regras de negócio altamente específicas é a dificuldade de acessar ou modificar o código-fonte subjacente, o que restringe a customização profunda e a extensibilidade. As demais alternativas ou são falsas ou não representam a limitação central desse contexto.
Aspecto
Plataformas Low-Code
Contexto da Questão (Integrações Complexas / Regras Específicas)
Customização e Extensibilidade
Limitada; código-fonte subjacente é de difícil acesso ou modificação (abstração visual).
Principal desvantagem (Gabarito C): impossibilita customização profunda necessária para requisitos complexos.
Documentação e Compliance
Geralmente automática e presente (logs, auditoria).
Não é desvantagem real (Alternativa A incorreta).
Custo de Licença
Modelo pago (por usuário/aplicação) em soluções corporativas (ex.: OutSystems, Power Apps).
Não é zero (Alternativa B incorreta).
Deploy em Nuvem Pública
Suporte nativo a AWS, Azure, etc.
Não é limitação (Alternativa D incorreta).
Integração com APIs
Compatível com RESTful e Web Services (consumo e exposição).
Não é incompatível (Alternativa E incorreta).
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que há falta de documentação automática e relatórios de compliance. Na realidade, a maioria das plataformas Low-Code gera documentação automaticamente e oferece recursos de compliance, como logs e auditoria. Essa não é a principal desvantagem.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que o custo de licença é geralmente zero para aplicações corporativas. Isso é falso: plataformas Low-Code corporativas (como OutSystems, Mendix, Power Apps) possuem modelos de licenciamento pagos, muitas vezes por usuário ou por aplicação. O custo pode ser significativo.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Plataformas Low-Code abstraem grande parte do código, gerando automaticamente a aplicação a partir de modelos visuais. Para requisitos de integração complexos ou regras de negócio muito específicas, o desenvolvedor encontra limitações por não poder acessar ou modificar diretamente o código-fonte gerado. Isso reduz a capacidade de customização profunda e a extensibilidade, sendo a principal desvantagem citada na literatura e na prática.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que é impossível fazer deploy em nuvem pública (AWS, Azure). Na verdade, a grande maioria das plataformas Low-Code oferece suporte nativo a deploy em nuvens públicas, seja por integração direta ou por exportação de containers. Não é uma limitação real.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que há incompatibilidade inerente com APIs RESTful e Web Services. Isso é incorreto: as plataformas Low-Code modernas são projetadas para consumir e expor APIs RESTful e Web Services, sendo essa uma das formas mais comuns de integração.
PEGA ESSA DICA!
Ao avaliar plataformas Low-Code, lembre-se de que a principal troca (trade-off) é entre agilidade no desenvolvimento de aplicações simples/médias e a perda de controle sobre o código quando surgem necessidades de customização avançada. Em projetos com muitas integrações complexas ou regras de negócio atípicas, o Low-Code pode se tornar um gargalo.