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Questão de Auditoria Governamental — Processo de Auditoria — FGV 2025

Auditoria GovernamentalProcesso de Auditoria
Código
fg106376
Banca
FGV
Órgão
CGE-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Auditor Estadual de Controle - Contabilidade Pública e Finanças - tarde
Dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) revelam uma redução de 47,2% no número de mortes de motociclistas, caindo de 36, em 2023, para 19, em 2024.Disponível em: https://prefeitura.sp.gov.br/web/pinheiros/w/faixa-azul-ems%C3%A3o-paulo-redu%C3%A7%C3%A3o-de-47-nas-mortes-de-motociclistas.A análise (…) aplica modelos de Diferença-em-Diferenças específicos de adoção escalonada para estimar os efeitos da intervenção. Em todas as especificações, os impactos estimados foram pequenos e estatisticamente indistintos de zero.LOUREIRO, Michele. Estudo não encontra relação direta entre Faixa Azul e redução de sinistros em São Paulo. Centro de Estudos das Cidades – Insper. São Paulo.Sobre a natureza da evidência e a conclusão cabível, à luz do enunciado, assinale a afirmativa correta.
  1. APMSP: evidência causal; Insper: o estudo é apenas descritivo por causa da metodologia empregada.
  2. BPMSP: comparação antes–depois é correlacional, sem contrafactual; Insper: avaliação causal com contrafactual (DiD de adoção escalonada) que não detectou efeito significativo, portanto não se pode afirmar causalidade.
  3. CAmbos apresentam evidências causais.
  4. DAs estimativas “indistintas de zero” significam que o efeito da Faixa Azul é negativo; logo a Faixa Azul piora os sinistros.
  5. EA divergência se explica porque a PMSP mediu eficácia e o Insper mediu eficiência; portanto, não há conflito metodológico.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — PMSP: comparação antes–depois é correlacional, sem contrafactual; Insper: avaliação causal com contrafactual (DiD de adoção escalonada) que não detectou efeito significativo, portanto não se pode afirmar causalidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Evidência causal vs. correlacional: análise de estudos sobre a Faixa Azul

Gabarito: letra B. A PMSP apresentou apenas uma comparação antes–depois (correlacional, sem contrafactual), enquanto o Insper utilizou um método de Diferença-em-Diferenças com adoção escalonada, que permite inferência causal por construir um contrafactual. Como as estimativas do Insper foram “pequenas e estatisticamente indistintas de zero”, não se pode afirmar causalidade — o que torna a alternativa B correta.

A questão testa a compreensão da diferença entre evidência correlacional (simples comparação antes/depois) e evidência causal (com contrafactual). A armadilha está em confundir uma mera associação temporal com uma relação de causa e efeito.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o estudo da PMSP é “evidência causal” e o do Insper é “apenas descritivo”. Na verdade, o estudo da PMSP é meramente correlacional (não há contrafactual). Já o Insper usou uma metodologia causal (DiD), mas não encontrou efeito significativo. A classificação está invertida.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve corretamente a natureza de cada estudo: PMSP = comparação antes–depois, correlacional, sem contrafactual; Insper = avaliação causal com contrafactual (DiD escalonado), que não detectou efeito significativo. Conclusão: não se pode afirmar causalidade. É a única que alinha metodologia e resultado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que ambos são evidências causais. A PMSP não usou nenhum método para isolar o efeito da intervenção de outros fatores (como tendência de queda já existente), portanto sua evidência é apenas correlacional, não causal.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Interpreta “indistintas de zero” como efeito negativo, mas o termo significa que o resultado não é estatisticamente diferente de zero — ou seja, não se pode rejeitar a hipótese de efeito nulo. Não há suporte para afirmar que a Faixa Azul piorou os sinistros.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que a divergência se deve a medição de eficácia (PMSP) vs. eficiência (Insper). Na verdade, ambos medem eficácia (redução de mortes/sinistros). A divergência é metodológica: um não usa contrafactual, o outro sim. Não há conflito de conceitos de eficácia/eficiência.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre mera correlação temporal (antes/depois) e causalidade. Muitos candidatos acham que “depois da intervenção reduziu” já prova causalidade. O estudo do Insper mostra que, ao comparar com um grupo de controle (contrafactual), o efeito desaparece — daí a necessidade de métodos causais.

Gabarito: letra B.

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