Questão de Sistemas de Informação — Conceito de TI e SI — FGV 2025
Sistemas de Informação›Conceito de TI e SI
Código
fg106781
Banca
FGV
Órgão
CNU
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Bloco Temático 3: Ciência e Tecnologia
O conceito de gêmeo digital (digital twin) refere-se a uma representação virtual dinâmica de um objeto, sistema ou ambiente físico, mantida atualizada por dados coletados em tempo real via sensores, câmeras e outras fontes. Essa integração contínua permite simular, prever e otimizar operações no mundo físico a partir de sua contraparte digital.Considere o seguinte cenário hipotético: uma metrópole costeira implementa um gêmeo digital para monitoramento de riscos climáticos e mobilidade urbana.O sistema integra dados de sensores IoT (nível de chuva, velocidade do vento, nível de rios), câmeras de tráfego, imagens de satélite, estações meteorológicas e modelos de inteligência artificial para prever alagamentos e seus impactos, bem como recomendar rotas alternativas em tempo real. A solução envolve camadas de ingestão de dados, processamento em nuvem e visualização 3D interativa para gestores públicos e cidadãos.Sobre a concepção e operação desse gêmeo digital, é correto afirmar que:
Aa latência na atualização do modelo 3D é irrelevante para decisões operacionais, desde que os dados históricos estejam completos, pois o valor do gêmeo digital reside em análises retroativas;
Bo uso de IA no gêmeo digital é restrito a aprendizado supervisionado, pois modelos supervisionados não conseguem lidar com séries temporais oriundas de múltiplos sensores ambientais;
Ca integração de dados heterogêneos no gêmeo digital exige normalização semântica e temporal, de modo que informações de sensores com diferentes frequências e formatos possam alimentar modelos preditivos de forma coerente;
Do emprego de câmeras e sensores no gêmeo digital substitui a necessidade de modelagem física, já que o fluxo contínuo de dados garante previsões corretas sem simulação de cenários;
Ea arquitetura de um gêmeo digital para riscos climáticos prioriza o desacoplamento entre as camadas de ingestão e de visualização, mas não requer interoperabilidade com sistemas externos, pois todo o ecossistema de dados é necessariamente fechado.
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GabaritoC — a integração de dados heterogêneos no gêmeo digital exige normalização semântica e temporal, de modo que informações de sensores com diferentes frequências e formatos possam alimentar modelos preditivos de forma coerente;
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Gêmeo Digital (Digital Twin) em Cidades Inteligentes
Gabarito: alternativa C. A integração de dados heterogêneos em gêmeos digitais exige normalização semântica e temporal para que informações de sensores com diferentes frequências e formatos possam alimentar modelos preditivos de forma coerente. As demais alternativas distorcem conceitos fundamentais sobre latência, tipos de aprendizado de máquina, modelagem física e interoperabilidade.
Gêmeo digital (digital twin)
1Definição
Representação virtual dinâmica
Atualizada em tempo real
Simula, prevê e otimiza
2Desafios de integração
Dados heterogêneos
Diferentes frequências
Diferentes formatos
Normalização necessária
Semântica (unificar significados)
Temporal (ajustar base de tempo)
3Componentes
Sensores IoT
Câmeras e satélites
Modelos de IA
Visualização 3D
4Requisitos
Baixa latência (decisões operacionais)
Modelagem física (não substituível)
Interoperabilidade entre sistemas
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a latência na atualização do modelo 3D é irrelevante para decisões operacionais, desde que dados históricos estejam completos, e que o valor do gêmeo digital reside em análises retroativas. Na verdade, a essência do gêmeo digital é a atualização em tempo real para permitir simulações e previsões proativas, influenciando decisões operacionais imediatas. A latência é crítica; análises retroativas são apenas um complemento.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Alega que o uso de IA no gêmeo digital é restrito a aprendizado supervisionado e que modelos supervisionados não conseguem lidar com séries temporais de múltiplos sensores. Isso é falso: existem diversas abordagens de aprendizado (não supervisionado, por reforço) e modelos supervisionados como redes neurais recorrentes (RNN, LSTM) são amplamente utilizados para séries temporais.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A afirmativa está correta. Dados de sensores IoT, câmeras, satélites e estações meteorológicas possuem diferentes frequências, formatos e significados. Para que alimentem modelos preditivos de forma coerente, é indispensável realizar normalização semântica (unificar significados) e normalização temporal (ajustar para uma mesma base de tempo). Esse é um desafio central em gêmeos digitais.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sugere que câmeras e sensores substituem a necessidade de modelagem física, pois o fluxo contínuo de dados garante previsões corretas sem simulação de cenários. Engano: a modelagem física (simulações baseadas em leis da física, hidrologia, etc.) é essencial para prever cenários futuros, mesmo com dados em tempo real. Os dados alimentam os modelos, mas não os substituem.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Defende que a arquitetura prioriza desacoplamento entre ingestão e visualização, mas não requer interoperabilidade com sistemas externos, pois o ecossistema de dados é fechado. Na prática, gêmeos digitais urbanos precisam interoperar com sistemas externos (defesa civil, companhias de energia, transporte público) para enriquecer os dados e possibilitar ações coordenadas. Um ecossistema fechado limitaria severamente a utilidade da solução.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora distorções comuns sobre gêmeos digitais: achar que latência não importa (A), que IA é limitada (B), que sensores eliminam modelos (D) e que sistemas são isolados (E). Treine identificar esses erros – o conceito-chave é a integração e normalização de dados heterogêneos.