Inferência causal em avaliações quantitativas de políticas públicas
Gabarito: letra B. A inferência causal em avaliações quantitativas depende essencialmente da existência de um grupo de controle comparável ao grupo tratado, de modo que diferenças nos resultados possam ser atribuídas à política e não a fatores externos. Esse princípio está no cerne dos métodos experimentais e quase-experimentais.
A questão testa o conhecimento sobre os requisitos para validade causal em avaliações de impacto. A alternativa B expressa corretamente a condição central: a comparabilidade estatística entre grupos de tratamento e controle.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Selecionar intencionalmente beneficiários com maior propensão ao sucesso introduz viés de seleção, comprometendo a comparabilidade e, portanto, a inferência causal. Não é um método válido para isolar o efeito da política.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A inferência causal é robusta quando o desenho de pesquisa assegura que o grupo de controle seja estatisticamente comparável ao grupo tratado. Isso pode ser alcançado por randomização ou por técnicas como pareamento, diferenças-em-diferenças, variáveis instrumentais, entre outras.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Grandes volumes de dados administrativos, por si sós, não garantem inferência causal. É necessário um contrafactual – ou seja, um grupo de controle que indique o que teria ocorrido na ausência da política. Sem isso, não é possível isolar o efeito causal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Confirmar expectativas anteriores dos formuladores não é critério de validade causal. Pode haver viés de confirmação. A causalidade exige comparação com um contrafactual, não alinhamento com crenças prévias.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Regressão linear com dados agregados pode gerar viés de agregação (falácia ecológica) e não assegura comparabilidade entre grupos. A generalização não substitui a necessidade de um grupo de controle adequado para inferência causal.
Gabarito: letra B.