Questão de Economia — História Econômica e Economia Contemporânea — FGV 2025
EconomiaHistória Econômica e Economia Contemporânea
- Código
- fg106931
- Banca
- FGV
- Órgão
- CNU
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Bloco Temático 6: Desenvolvimento Socioeconômico
Após 21 anos de ditadura, em março de 1985, José Sarney assumiu a presidência do Brasil com a tarefa de redemocratizar o país. A economia brasileira enfrentava a maior taxa de inflação da história. Havia uma falta de consenso entre os economistas sobre as causas da inflação e uma indefinição sobre as formas de combatê-la. Por fim, três grandes planos foram postos em prática entre 1986 e 1990, sem resolver o problema.Nesse contexto, é correto afirmar que:
- Ao Plano Cruzado propôs um “choque heterodoxo”, e suas principais medidas foram: criação do Cruzado (Cz$); congelamento de preços; reajuste salarial pela média dos últimos seis meses e criação do gatilho salarial; e substituição das ORTNs por OTNs e do IPCA pelo IPC;
- Bo Plano Bresser, de caráter marcadamente ortodoxo, visava promover um choque desinflacionário na economia por meio de desvalorizações cambiais, congelamento de preços e salários, reajustes trimestrais com base na inflação do período, corte de subsídios e política monetária ativa;
- Co fracasso do Plano Cruzado pode ser creditado ao congelamento de preços, que, posto em prática por pouco tempo, não foi suficiente para evitar os efeitos redistributivos da inflação, e ao excesso de demanda e incapacidade de investir o suficiente para aumentar a oferta no curto prazo;
- Do Plano Verão, lançado em janeiro de 1989, previa restrição ao crédito e suspensão da correção monetária para prazos inferiores a 90 dias, criação do Cruzeiro Novo com paridade ao dólar, cortes de gastos, redução de pessoal e um programa de privatizações como forma de resolver o desequilíbrio fiscal crônico;
- Eo Plano Cruzado previa novas modalidades de caderneta de poupança, proibição de contratação de funcionários públicos, redução de gastos públicos, reajuste de preços de serviços de setores específicos (combustíveis, automóveis e cigarros), elevação de impostos, incentivos fiscais e desvalorização cambial para estimular exportações.