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Questão de Administração Pública — Gestão de Politicas Públicas — FGV 2025

Administração PúblicaGestão de Politicas Públicas
Código
fg107013
Banca
FGV
Órgão
CNU
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Bloco Temático 7: Justiça e Defesa
Durante a implantação de uma política pública voltada à requalificação urbana em comunidades vulneráveis socioeconomicamente, o governo estadual enfrentou resistência de moradores e lideranças locais, que alegavam falta de diálogo e ameaças a seus meios de subsistência, principalmente o comércio informal. Para evitar a escalada do conflito, a equipe técnica foi orientada a adotar práticas adequadas de gestão de crises, incluindo negociação e mediação, a fim de restabelecer o diálogo e buscar soluções colaborativas.Nesse contexto, uma estratégia eficaz de negociação e resolução de conflitos:
  1. Adeve focar na apresentação clara da proposta institucional, reforçando os aspectos técnicos da política pública;
  2. Bpode incluir concessões táticas, que comprometam a autoridade da instituição diante das demais partes envolvidas;
  3. Cexige escuta ativa e reconhecimento mútuo das partes, mesmo que os interesses em jogo não sejam imediatamente conciliáveis;
  4. Dtende a produzir resultados mais eficazes quando conduzida com neutralidade técnica, minimizando interferências emocionais;
  5. Edeve priorizar a rapidez na resolução, evitando processos longos de escuta e pactuação que possam comprometer prazos políticos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — exige escuta ativa e reconhecimento mútuo das partes, mesmo que os interesses em jogo não sejam imediatamente conciliáveis;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Gestão de Conflitos e Negociação em Políticas Públicas

Gabarito: letra C. A escuta ativa e o reconhecimento mútuo são fundamentais em processos de negociação e mediação, especialmente quando há resistência e interesses conflitantes. Mesmo que os interesses não sejam conciliáveis de imediato, essas práticas criam um ambiente de confiança e abertura para soluções colaborativas, conforme os princípios da comunicação não-violenta e da gestão participativa de conflitos.

A questão aborda a importância de estratégias participativas e dialógicas na gestão de crises em políticas públicas. O contexto do enunciado – resistência de moradores e lideranças – requer uma abordagem que valorize o diálogo e a construção conjunta, não a imposição técnica ou a pressa.

Estratégia de Negociação

Descrição

Eficácia no Contexto

Alinhamento com Gestão de Conflitos

Escuta ativa e reconhecimento mútuo

Prática que envolve ouvir atentamente as partes e validar suas preocupações, mesmo que os interesses não sejam conciliáveis de imediato.

Cria ambiente de confiança e abertura para soluções colaborativas, reduzindo resistência.

Fundamental para mediação e gestão participativa, conforme comunicação não-violenta.

Foco exclusivo na proposta institucional

Apresentação clara dos aspectos técnicos da política pública, sem incorporar perspectivas das partes.

Ignora preocupações locais, podendo aumentar a resistência e o conflito.

Ineficaz, pois não promove diálogo nem construção conjunta.

Concessões táticas que comprometem a autoridade

Concessões feitas sem estratégia, enfraquecendo a posição institucional.

Prejudica credibilidade e legitimidade, dificultando negociações futuras.

Inadequada, pois concessões devem ser estratégicas e preservar a capacidade de negociação.

Neutralidade técnica e minimização emocional

Abordagem que prioriza aspectos técnicos e evita lidar com emoções das partes.

Ignora emoções centrais do conflito, podendo aprofundar resistência.

Ineficaz, pois emoções e percepções são elementos-chave a serem considerados.

Priorização da rapidez na resolução

Foco em resolver rapidamente, evitando processos longos de escuta e pactuação.

Compromete prazos políticos e aprofunda conflitos por falta de diálogo.

Inadequada, pois a pressa pode inviabilizar acordos sustentáveis.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Focar exclusivamente na apresentação da proposta institucional e nos aspectos técnicos ignora as preocupações e os interesses das partes. Uma negociação eficaz exige ouvir o outro lado e incorporar suas perspectivas, não apenas reforçar a posição institucional.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Concessões táticas que comprometam a autoridade da instituição prejudicam a credibilidade e a legitimidade do processo. Concessões devem ser feitas de forma estratégica, sem enfraquecer a posição institucional, preservando a capacidade de negociação futura.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A escuta ativa e o reconhecimento mútuo são pilares da mediação e da negociação colaborativa. Mesmo que os interesses não sejam imediatamente conciliáveis, essas práticas permitem que as partes se sintam ouvidas e respeitadas, criando as bases para um acordo ou, ao menos, para a redução do conflito. É a estratégia mais alinhada com a gestão participativa de conflitos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A neutralidade técnica e a minimização de interferências emocionais não são adequadas em conflitos sociais. As emoções e percepções das partes são elementos centrais do conflito; ignorá-las pode aprofundar a resistência. Uma abordagem eficaz considera tanto os aspectos técnicos quanto os emocionais.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Priorizar a rapidez e evitar processos longos de escuta e pactuação pode agravar o conflito, pois as partes se sentem desrespeitadas e sem espaço para expor suas preocupações. A gestão de crises exige tempo para construir confiança e consenso; a pressa compromete a qualidade da solução e a sustentabilidade do acordo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca testa a diferença entre uma abordagem puramente técnica (alternativa D) e uma abordagem dialógica e participativa (alternativa C). Muitos candidatos podem achar que "neutralidade técnica" é o ideal, mas em conflitos com comunidades, a escuta ativa e o reconhecimento são essenciais. Fique atento: a gestão de conflitos não é apenas técnica, é também relacional.

Gabarito: letra C.

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