Questão de Administração Pública — Gestão por resultados — FGV 2025
Administração Pública›Gestão por resultados
Código
fg107014
Banca
FGV
Órgão
CNU
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Bloco Temático 7: Justiça e Defesa
No âmbito do processo de monitoramento de seus programas finalísticos, o instituto público de pesquisa e inovação tecnológica do estado buscou aprimorar sua avaliação de resultados por meio da adoção de indicadores de desempenho organizacional. A equipe técnica foi encarregada de propor metodologias adequadas para a construção de indicadores capazes de mensurar tanto a entrega de produtos e serviços quanto os efeitos gerados para a sociedade. A discussão girou em torno da importância de formular indicadores bem definidos, com base em critérios reconhecidos pela literatura de gestão pública.Nesse contexto, um bom indicador de desempenho organizacional deve ser construído de forma a:
Acontemplar descrições qualitativas, com foco em narrativas dos especialistas sobre o desempenho institucional;
Benfatizar a avaliação de recursos utilizados, considerando que a eficiência operacional independe da alocação orçamentária;
Crefletir as prioridades estratégicas da organização e possibilitar o monitoramento de metas com base em dados claros e verificáveis;
Dbasear-se em percepções dos atores externos sempre que não houver definição de critérios de análise ou periodicidade definida de coleta;
Edestacar os procedimentos administrativos adotados nos processos internos, quando não estiverem diretamente associados aos resultados obtidos.
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GabaritoC — refletir as prioridades estratégicas da organização e possibilitar o monitoramento de metas com base em dados claros e verificáveis;
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Indicadores de Desempenho na Gestão Pública
Gabarito: letra C. Um bom indicador de desempenho organizacional deve refletir as prioridades estratégicas da organização e permitir o monitoramento de metas com base em dados claros e verificáveis — exatamente o que a alternativa C afirma. Essa construção segue os princípios da gestão por resultados, em que os indicadores precisam ser relevantes, mensuráveis e alinhados aos objetivos estratégicos, conforme preconiza a literatura de administração pública (ex.: propriedades de utilidade, validade, confiabilidade e disponibilidade).
A banca testa o conhecimento das características essenciais dos indicadores de desempenho no setor público, contrapondo boas práticas a distratores comuns (foco exclusivo em insumos, subjetividade ou procedimentos internos desassociados dos resultados).
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa propõe que o indicador se baseie em "descrições qualitativas" e "narrativas de especialistas". Embora a opinião de especialistas possa auxiliar na construção, um bom indicador exige dados objetivos e verificáveis, não apenas percepções subjetivas. Indicadores qualitativos podem ser úteis, mas devem ser estruturados com critérios claros e passíveis de aferição, e não meramente narrativos. A ênfase exclusiva em narrativas compromete a confiabilidade e a comparabilidade exigidas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o indicador deve "enfatizar a avaliação de recursos utilizados" e que "a eficiência operacional independe da alocação orçamentária". Isso é duplamente errado: primeiro, indicadores de desempenho não se limitam a insumos (inputs); eles abrangem processos, produtos, resultados e impactos. Segundo, a eficiência operacional depende sim da alocação orçamentária, pois relaciona os recursos (financeiros, humanos, materiais) aos resultados alcançados. Ignorar a alocação orçamentária é desconsiderar a relação custo-benefício, central na gestão pública.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve precisamente o que se espera de um indicador de desempenho: estar alinhado às prioridades estratégicas da organização e possibilitar o monitoramento de metas com dados claros e verificáveis. Isso reflete as propriedades fundamentais dos indicadores, como relevância, validade, confiabilidade e comunicabilidade. No contexto da gestão por resultados, os indicadores são instrumentos para medir o alcance dos objetivos e subsidiar a tomada de decisão, conforme abordado no material de apoio (propriedades essenciais: utilidade, validade, confiabilidade e disponibilidade).
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sugere basear o indicador em "percepções dos atores externos" quando não houver critérios definidos ou periodicidade de coleta. Isso é inadequado: a falta de critérios e periodicidade não pode ser suprida por percepções subjetivas. Um bom indicador exige critérios pré-definidos e coleta sistemática de dados; recorrer a percepções sem metodologia compromete a objetividade e a comparabilidade. A literatura recomenda que os indicadores tenham periodicidade definida e fontes confiáveis.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Propõe destacar "procedimentos administrativos adotados nos processos internos, quando não estiverem diretamente associados aos resultados obtidos". Isso é o oposto do que se busca: indicadores de desempenho devem focar nos resultados (outputs, outcomes, impactos), e não em processos internos que não se relacionam com os resultados. A gestão por resultados prioriza a mensuração de entregas e efeitos para a sociedade, e não a descrição de procedimentos burocráticos dissociados do desempenho.
PEGA ESSA DICA!
Ao avaliar alternativas sobre indicadores de desempenho, lembre-se das propriedades essenciais: utilidade, validade, confiabilidade e disponibilidade. Desconfie de opções que privilegiam subjetividade, insumos isolados ou processos sem nexo com resultados. A banca costuma explorar a confusão entre indicadores de input, output e outcome — foque no que mede a entrega e o efeito (resultado/impacto) quando a questão falar em "desempenho organizacional".