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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FGV 2025

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
fg107054
Banca
FGV
Órgão
CNU
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Bloco Temático 8: Intermediário – Saúde
A mãe de uma criança de 11 anos procura a unidade de saúde e diz: “Meu filho precisa tomar umas vitaminas, pois toda criança toma para evitar doenças”. A criança é totalmente saudável, está dentro do peso normal para a idade, não tem qualquer sintoma e não pratica atividade física.Diante dessa situação, espera-se que o profissional de saúde:
  1. Aprescreva suplementos vitamínicos, pois eles ajudam a prevenir doenças;
  2. Bprescreva suplementos vitamínicos, pois eles ajudam no crescimento das crianças;
  3. Cencaminhe o paciente para a atenção especializada, para que se chegue a uma decisão sobre o uso de vitaminas;
  4. Dnão prescreva suplementos vitamínicos, uma vez que a criança não pratica atividade física;
  5. Enão prescreva suplementos vitamínicos, pois a criança não tem carências nutricionais específicas.
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GabaritoE — não prescreva suplementos vitamínicos, pois a criança não tem carências nutricionais específicas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Suplementação vitamínica em criança saudável: indicação baseada em evidências

Gabarito: letra E. Em uma criança de 11 anos, saudável, eutrófica e assintomática, não há indicação de suplementação vitamínica, pois a suplementação só se justifica diante de carências nutricionais específicas ou condições clínicas que as determinem — não como medida preventiva universal. A conduta correta é não prescrever e orientar a mãe sobre alimentação saudável e hábitos de vida, conforme os princípios da puericultura e da medicina baseada em evidências.

A solicitação materna reflete uma crença popular de que "vitaminas previnem doenças" e são necessárias para o crescimento. No entanto, a ciência da nutrição e a pediatria baseada em evidências são claras: suplementos vitamínicos só são indicados quando há deficiência comprovada ou risco real de deficiência (por exemplo, em dietas restritivas, doenças de má absorção, anemias carenciais, ou em grupos específicos como lactentes em aleitamento materno exclusivo — que recebem vitamina D e ferro profiláticos). Para uma criança saudável, com peso adequado e sem sintomas, a suplementação não traz benefícios e pode até causar riscos, como toxicidade por vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) se usadas em excesso.

A conduta correta envolve acolher a queixa materna, explicar que a criança não apresenta indicação de suplementação, reforçar a importância de uma alimentação balanceada e de hábitos saudáveis, e, se necessário, orientar sobre a prática de atividade física — mas não condicionar a não prescrição à ausência de atividade física, como faz a alternativa D. O profissional deve desmistificar a ideia de que vitaminas previnem doenças e evitar medicalização desnecessária, alinhado ao princípio da não maleficência e ao uso racional de medicamentos.

A questão explora a diferença entre suplementação profilática em grupos de risco e suplementação indiscriminada em crianças saudáveis. Enquanto a primeira é respaldada por políticas públicas (como a suplementação de ferro e vitamina A em crianças de 6 a 24 meses em algumas regiões), a segunda não tem respaldo científico e configura prática inadequada. A banca testa exatamente esse discernimento: a criança do enunciado não se enquadra em nenhum grupo de risco, portanto a resposta correta é a que nega a prescrição com base na ausência de carências específicas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato associar a não prescrição à falta de atividade física (alternativa D), quando o correto é associá-la à ausência de carências nutricionais. A criança não pratica atividade física, mas isso não é o motivo para não suplementar — o motivo é que ela é saudável e não tem deficiência. Fique atento: o que define a indicação é a necessidade clínica, não o estilo de vida isoladamente.

1Indicação (grupos de risco)
Deficiência comprovada
Dietas restritivas
Doenças de má absorção
Anemias carenciais
Lactentes em AME (vit. D e ferro)
2Não indicação (criança saudável)
Sem carências específicas
Sem benefício preventivo
Risco de toxicidade (lipossolúveis)
3Conduta correta
Acolher a queixa
Orientar alimentação balanceada
Desmistificar "vitamina previne doença"
Evitar medicalização desnecessária
Suplementação vitamínica em criança
LEVELsoulevel.com.br
Suplementação vitamínica em criança: Indicação (grupos de risco) (Deficiência comprovada, Dietas restritivas, Doenças de má absorção, Anemias carenciais, Lactentes em AME (vit. D e ferro)); Não indicação (criança saudável) (Sem carências específicas, Sem benefício preventivo, Risco de toxicidade (lipossolúveis)); Conduta correta (Acolher a queixa, Orientar alimentação balanceada, Desmistificar "vitamina previne doença", Evitar medicalização desnecessária)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que suplementos vitamínicos previnem doenças. Não há evidência científica de que a suplementação rotineira em crianças saudáveis previna doenças; a prevenção se dá por alimentação adequada, vacinação e hábitos saudáveis. A prescrição sem indicação contraria o princípio da não maleficência e o uso racional de medicamentos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que suplementos vitamínicos ajudam no crescimento. Em crianças sem deficiência, a suplementação não potencializa o crescimento — o crescimento adequado depende de nutrição global, genética e saúde geral. A criança do caso já está com peso normal, então não há déficit a corrigir.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Encaminhar para atenção especializada é desnecessário e foge da resolutividade da atenção básica. O caso é de baixa complexidade e deve ser resolvido na própria unidade, com orientação à mãe. O encaminhamento só se justificaria se houvesse suspeita de doença ou deficiência que exigisse avaliação especializada — o que não ocorre.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao condicionar a não prescrição à ausência de atividade física. A falta de atividade física não é o motivo para não suplementar; o motivo é a ausência de carências nutricionais. Além disso, a criança poderia ser orientada a praticar atividade física, mas isso não é o cerne da questão.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A conduta correta é não prescrever suplementos vitamínicos, pois a criança não apresenta carências nutricionais específicas. A suplementação só é indicada quando há deficiência comprovada ou risco real, o que não se aplica a uma criança saudável, eutrófica e assintomática. A orientação deve focar em alimentação balanceada e hábitos saudáveis.

Gabarito: letra E

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