Questão de Medicina — Nefrologia — FGV 2025
- Código
- fg115243
- Banca
- FGV
- Órgão
- MPU
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista do - Clínica Médica
- Aanual;
- Bsemestral;
- Ctrimestral;
- Dmensal;
- Ebimestral.
GabaritoB — semestral;
Gabarito: letra B. O paciente tem TFG = 25 mL/min/1,73 m², o que o classifica no estágio 4 da DRC (TFG 15–29 mL/min/1,73 m²). Nesse estágio, a periodicidade indicada para monitorização dos níveis séricos de fósforo é semestral, conforme as diretrizes de acompanhamento da DRC não dialítica. A alternativa correta é a letra B.
A doença renal crônica é definida pela presença de TFG < 60 mL/min/1,73 m² ou de marcador de dano renal (como albuminúria) por período ≥ 3 meses. A classificação em estágios, baseada na TFG, é fundamental para orientar a frequência do acompanhamento laboratorial e o encaminhamento ao especialista. O paciente do enunciado, com TFG de 25 mL/min/1,73 m², encontra-se no estágio 4, caracterizado por "TFG gravemente diminuída".
A monitorização dos distúrbios minerais e ósseos (cálcio, fósforo, PTH) é parte essencial do manejo da DRC, pois o hiperparatireoidismo secundário e a hiperfosfatemia são complicações frequentes e associadas a maior risco cardiovascular. A frequência da dosagem varia conforme o estágio da doença: quanto mais avançada a DRC, maior a necessidade de monitorização frequente.
Para o estágio 4 (TFG 15–29 mL/min/1,73 m²), as diretrizes recomendam a avaliação semestral dos níveis séricos de cálcio, fósforo, PTH, proteínas totais e frações, e bicarbonato. Essa periodicidade reflete o equilíbrio entre a necessidade de detectar precocemente alterações metabólicas e a praticidade do acompanhamento ambulatorial. Já no estágio 5 não dialítico (TFG < 15 mL/min/1,73 m²), a monitorização de fósforo passa a ser mensal, e no estágio 3, a avaliação pode ser anual.
A pegadinha da questão está em associar a periodicidade correta ao estágio da DRC. O candidato pode confundir o estágio 4 com o estágio 5 (mensal) ou com o estágio 3 (anual). A chave é identificar corretamente o estágio pela TFG e lembrar a frequência de monitorização específica para cada um.
A monitorização anual do fósforo é indicada para pacientes em estágios mais precoces da DRC (estágios 1 a 3), quando as alterações do metabolismo mineral ainda são menos frequentes. No estágio 4, a avaliação anual seria insuficiente para detectar precocemente a hiperfosfatemia e o hiperparatireoidismo secundário, que se intensificam com a progressão da doença.
A monitorização semestral do fósforo é a periodicidade correta para pacientes com DRC estágio 4 (TFG 15–29 mL/min/1,73 m²). Nesse estágio, as diretrizes recomendam a avaliação semestral de cálcio, fósforo, PTH, proteínas totais e frações, e bicarbonato. Essa frequência permite o acompanhamento adequado das alterações do metabolismo mineral e ósseo, comuns nessa fase da doença.
A monitorização trimestral do fósforo não é a periodicidade padrão para o estágio 4 da DRC. A avaliação trimestral é indicada para outros parâmetros laboratoriais em estágios mais avançados, como a hemoglobina glicada em diabéticos com TFG < 15 mL/min, ou para PTH, ferritina e fosfatase alcalina no estágio 5 não dialítico. Para o fósforo no estágio 4, a frequência correta é semestral.
A monitorização mensal do fósforo é reservada para pacientes com DRC estágio 5 não dialítico (TFG < 15 mL/min/1,73 m²). Nesse estágio, a avaliação mensal de creatinina, ureia, cálcio, fósforo, hematócrito, hemoglobina, potássio e bicarbonato é recomendada. No estágio 4, a frequência mensal seria excessiva e não corresponde à recomendação das diretrizes.
A monitorização bimestral do fósforo não é uma periodicidade prevista nas diretrizes de acompanhamento da DRC. As frequências padronizadas para a monitorização laboratorial na DRC são anual, semestral, trimestral e mensal, dependendo do estágio e do parâmetro avaliado. A opção bimestral não corresponde a nenhuma recomendação específica.
Gabarito: letra B
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