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Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — FGV 2025

MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
Código
fg115250
Banca
FGV
Órgão
MPU
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do - Clínica Médica
Um marco na direção do acesso universal e gratuito à terapia antirretroviral no Brasil foi a Lei Federal nº 9.313/1996. Essa lei foi construída pela aliança entre a sociedade civil organizada, pesquisadores e gestores comprometidos com o enfrentamento da epidemia de Aids. Essa estratégia contribuiu para modificar o cenário epidemiológico da doença no país, aumentou a expectativa de vida e melhorou a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV e Aids (PVHA).Conforme o protocolo clínico e as diretrizes terapêuticas para manejo da infecção pelo HIV em adultos, um critério para a classificação da PVHA como gravemente doente é:
  1. Aincapacidade para deambular sem auxílio;
  2. Bfrequência cardíaca > 110 bpm;
  3. Cfrequência respiratória > 25 irpm;
  4. Dtemperatura > 38,5 °C;
  5. ECD4 < 100 células/mm3 .
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — incapacidade para deambular sem auxílio;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação da PVHA como gravemente doente no PCDT HIV

Gabarito: letra A. Conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para manejo da infecção pelo HIV em adultos, um dos critérios para classificar a pessoa vivendo com HIV/Aids (PVHA) como gravemente doente é a incapacidade para deambular sem auxílio. Os demais parâmetros (frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura e CD4) são importantes na avaliação clínica, mas não correspondem ao critério específico de gravidade definido no protocolo para essa classificação.

O PCDT do Ministério da Saúde estabelece critérios objetivos para identificar a PVHA gravemente doente, situação que exige priorização no atendimento e, muitas vezes, internação. A classificação de gravidade não se baseia apenas em parâmetros laboratoriais isolados, mas em um conjunto de sinais clínicos que indicam comprometimento funcional significativo. A incapacidade de deambular sem auxílio reflete um estado de debilidade extrema, frequentemente associado a doenças oportunistas graves, desnutrição ou comprometimento neurológico, sendo um marcador clínico robusto de gravidade.

É importante distinguir esse conceito da simples contagem de linfócitos T CD4+. Embora o CD4 < 100 células/mm³ indique imunossupressão avançada e risco elevado de infecções oportunistas, o critério de "gravemente doente" no contexto do PCDT para manejo agudo prioriza a avaliação funcional e os sinais vitais que indicam instabilidade clínica iminente. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato tende a associar gravidade diretamente ao CD4, mas o protocolo utiliza critérios clínicos mais amplos para essa classificação específica.

Na prática clínica, a avaliação da PVHA que chega ao serviço de saúde deve ser rápida e estruturada. Sinais como incapacidade de deambular, alterações de consciência, desconforto respiratório ou instabilidade hemodinâmica indicam necessidade de abordagem imediata. A pergunta da questão é direta: qual desses critérios, conforme o protocolo, define a PVHA como gravemente doente? A resposta correta é a incapacidade de deambular sem auxílio, pois representa um comprometimento funcional grave que demanda intervenção urgente.

Guarde este critério: na classificação de gravidade da PVHA, o que decide é o comprometimento funcional (incapacidade de deambular), não apenas um número de CD4 ou um sinal vital isolado. É exatamente nessa distinção que as alternativas se separam.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A incapacidade para deambular sem auxílio é um critério explícito de gravidade no PCDT para manejo da infecção pelo HIV em adultos. Esse sinal indica comprometimento funcional importante, frequentemente associado a doença avançada, desnutrição ou envolvimento neurológico, exigindo avaliação e conduta imediatas. É o único item que reflete diretamente o estado de "gravemente doente" conforme definido no protocolo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A frequência cardíaca > 110 bpm é um sinal de taquicardia, que pode estar presente em diversas situações (febre, ansiedade, dor, hipovolemia, sepse), mas não é um critério específico para classificar a PVHA como gravemente doente no PCDT. A taquicardia isolada não define gravidade nesse contexto, pois pode ser um achado inespecífico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A frequência respiratória > 25 irpm indica taquipneia, um sinal de desconforto respiratório que pode sugerir infecção respiratória ou outra complicação. No entanto, não é o critério utilizado pelo PCDT para classificar a PVHA como gravemente doente. A taquipneia isolada, sem outros sinais de gravidade, não é suficiente para essa classificação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A temperatura > 38,5 °C indica febre, um sintoma comum em PVHA, especialmente na presença de infecções oportunistas. Apesar de ser um sinal importante na avaliação, a febre isolada não é o critério definido no PCDT para classificar o paciente como gravemente doente. A febre pode estar presente em quadros leves ou moderados, não sendo, por si só, um marcador de gravidade extrema.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O CD4 < 100 células/mm³ indica imunossupressão avançada e risco elevado de infecções oportunistas, sendo um marcador laboratorial importante. No entanto, o PCDT não utiliza esse valor isoladamente como critério para classificar a PVHA como gravemente doente. A classificação de gravidade no protocolo prioriza critérios clínicos funcionais, como a incapacidade de deambular, em vez de apenas o valor do CD4.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a associação automática entre gravidade e CD4 baixo. O candidato tende a marcar a letra E, pois sabe que CD4 < 100 é um marcador de imunossupressão grave. No entanto, o PCDT define "gravemente doente" com base em critérios clínicos funcionais, como a incapacidade de deambular. Lembre-se: na classificação de gravidade, o que importa é o comprometimento funcional, não apenas o número de CD4.

PEGA ESSA DICA!

Ao estudar o PCDT HIV, foque nos critérios clínicos de gravidade que exigem ação imediata. Monte uma tabela mental com os sinais de alarme: incapacidade de deambular, alteração do nível de consciência, desconforto respiratório, instabilidade hemodinâmica. Esses são os critérios que a banca costuma cobrar para diferenciar o paciente grave do estável.

Gabarito: letra A

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