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Questão de Medicina — Mastologia — FGV 2025

MedicinaMastologia
Código
fg115451
Banca
FGV
Órgão
MPU
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do - Ginecologia
Paciente de 48 anos, sem comorbidades e com exame clínico das mamas sem anormalidades, realiza mamografia para rastreio. Na mamografia é encontrada uma grande área de distorção arquitetural. O laudo conclui com a classificação BIRADS 4.Dentre as condutas abaixo, a mais adequada para esse caso é:
  1. Apunção aspirativa por agulha fina;
  2. Bcore biopsy com marcação por mamografia;
  3. Cbiópsia cirúrgica com marcação por mamografia;
  4. Dmamotomia guiada por ultrassonografia;
  5. Equadrantectomia no local da lesão.
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GabaritoC — biópsia cirúrgica com marcação por mamografia;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Distorção arquitetural na mamografia: conduta diagnóstica

Gabarito: letra C. Em lesões mamárias não palpáveis, como a distorção arquitetural classificada como BI-RADS 4, a conduta mais adequada é a biópsia cirúrgica com marcação pré-operatória por mamografia (estereotaxia), pois a lesão não é visível ao ultrassom e a core biopsy com agulha grossa pode não ser representativa, exigindo confirmação histológica definitiva. A conduta baseia-se nos princípios do rastreamento e diagnóstico do câncer de mama, em que lesões suspeitas sem correspondência ultrassonográfica necessitam de biópsia guiada por mamografia ou biópsia cirúrgica com localização.

A distorção arquitetural é uma alteração mamográfica caracterizada pela perda da arquitetura normal do parênquima, com retração ou espessamento dos septos e ductos, sem que haja massa visível. Ela pode ser causada por processo benigno (cicatriz radial, esclerose adenosante, pós-operatório) ou maligno (carcinoma lobular invasivo, carcinoma ductal in situ), sendo que a probabilidade de malignidade varia conforme a classificação BI-RADS. Quando classificada como BI-RADS 4 (achado suspeito), a probabilidade de malignidade é de 2% a 95%, o que impõe a necessidade de confirmação histológica.

A conduta diante de uma distorção arquitetural depende da possibilidade de correlacioná-la com um alvo ultrassonográfico. Se houver correspondência ultrassonográfica, a biópsia percutânea guiada por ultrassom (core biopsy ou mamotomia) é a primeira opção. Porém, quando a distorção é visível apenas na mamografia, a biópsia deve ser guiada por mamografia (estereotaxia) ou, na impossibilidade, realizar biópsia cirúrgica com marcação pré-operatória. A mamotomia guiada por mamografia é uma alternativa, mas a biópsia cirúrgica com marcação é a conduta mais adequada quando a lesão é grande e a core biopsy pode não ser representativa, como no caso descrito.

A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é inadequada para lesões suspeitas de malignidade, pois fornece apenas material citológico, sem arquitetura tecidual, e tem alta taxa de amostras insuficientes em lesões mamárias. A quadrantectomia sem diagnóstico prévio é conduta terapêutica, não diagnóstica, e não deve ser realizada sem confirmação histológica, pois pode resultar em cirurgia desnecessária para lesões benignas. A mamotomia guiada por ultrassonografia é inviável, pois a lesão não é visível ao ultrassom.

A escolha da via de biópsia é determinada pela visibilidade da lesão nos métodos de imagem. A mamografia é o método que detectou a lesão, portanto, a marcação deve ser feita por esse método. A biópsia cirúrgica com marcação por mamografia (fio metálico ou seed) garante a remoção completa da lesão com margens adequadas e permite o estudo histopatológico definitivo, sendo a conduta mais segura e adequada para o caso.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os métodos de biópsia percutânea e a necessidade de correlação com o método de imagem que detectou a lesão. O candidato pode optar pela core biopsy (letra B) por ser um procedimento menos invasivo, mas esquece que a lesão é visível apenas na mamografia, e a core biopsy com marcação por mamografia é tecnicamente possível, porém, em lesões grandes, a biópsia cirúrgica com marcação é mais adequada para garantir amostra representativa e tratamento definitivo em um único procedimento.

1Visível só na mamografia
Core biopsy pode não ser representativa
Biópsia cirúrgica com marcação (estereotaxia)
2Com correspondência ultrassonográfica
Core biopsy guiada por US
Mamotomia guiada por US
3Métodos inadequados
PAAF (só citologia)
Quadrantectomia sem diagnóstico (terapêutica)
Distorção arquitetural (BI-RADS 4)
LEVELsoulevel.com.br
Distorção arquitetural (BI-RADS 4): Visível só na mamografia (Core biopsy pode não ser representativa, Biópsia cirúrgica com marcação (estereotaxia)); Com correspondência ultrassonográfica (Core biopsy guiada por US, Mamotomia guiada por US); Métodos inadequados (PAAF (só citologia), Quadrantectomia sem diagnóstico (terapêutica))

Alternativa A — ❌ Incorreta

A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) coleta apenas células, não tecido, e é inadequada para o diagnóstico de lesões suspeitas de malignidade, pois não permite avaliar a arquitetura tecidual, a invasão estromal e os receptores hormonais. Além disso, a PAAF não é guiada por mamografia, e a lesão não é visível ao ultrassom, tornando o procedimento tecnicamente inviável.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A core biopsy com marcação por mamografia é uma opção válida para lesões visíveis apenas na mamografia, porém, em lesões grandes como a descrita, a amostragem pode não ser representativa, resultando em falso-negativo. A biópsia cirúrgica com marcação é mais adequada, pois permite a remoção completa da lesão e o estudo histopatológico definitivo, evitando a necessidade de nova biópsia em caso de resultado inconclusivo.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A biópsia cirúrgica com marcação por mamografia é a conduta mais adequada para lesões não palpáveis, visíveis apenas na mamografia, como a distorção arquitetural BI-RADS 4. A marcação pré-operatória por mamografia (estereotaxia) localiza a lesão com precisão, permitindo a excisão cirúrgica completa com margens adequadas e o diagnóstico histopatológico definitivo. Essa conduta é preferível quando a lesão é grande e a core biopsy pode não ser representativa, garantindo a confirmação diagnóstica e, se necessário, o tratamento em um único procedimento.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A mamotomia guiada por ultrassonografia é inviável, pois a lesão não é visível ao ultrassom. A mamotomia é uma biópsia percutânea a vácuo que pode ser guiada por mamografia (estereotaxia) ou ultrassom, mas, no caso, a lesão é visível apenas na mamografia, portanto, a guia ultrassonográfica não é possível.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A quadrantectomia é um procedimento terapêutico, não diagnóstico, e não deve ser realizada sem confirmação histológica prévia de malignidade. Realizar uma quadrantectomia em uma lesão que pode ser benigna (cicatriz radial, esclerose adenosante) resultaria em cirurgia desnecessária e mutilante, sem indicação adequada.

Gabarito: letra C

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