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Questão de Medicina — Oftalmologia — FGV 2025

MedicinaOftalmologia
Código
fg115541
Banca
FGV
Órgão
MPU
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do - Oftalmologia
Enquanto jogava tênis, um homem de 32 anos foi atingido no olho direito por uma bola. Sua acuidade visual é 20/20 em ambos os olhos. A pressão intraocular e os exames de fundo são normais. A tomografia computadorizada (TC) mostra uma fratura do alvéolo direito que se estende por aproximadamente dois terços do assoalho da órbita.O exame do paciente apresentará:
  1. Ahipoestesia no trajeto do V par craniano (V2);
  2. Brinorreia do líquido cefalorraquidiano;
  3. Cdiplopia horizontal;
  4. Dexoftalmia;
  5. Eepistaxe.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — hipoestesia no trajeto do V par craniano (V2);

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fratura blow-out de órbita: manifestações clínicas

Gabarito: letra A. A fratura do assoalho da órbita (blow-out) frequentemente acomete o nervo infraorbital, ramo do V2 (maxilar) do nervo trigêmeo, causando hipoestesia na região da bochecha, asa do nariz e lábio superior — exatamente o que a alternativa A descreve. As demais opções correspondem a complicações de outros tipos de fratura ou a achados que não se esperam nesse quadro.

A fratura blow-out é uma fratura do assoalho ou da parede medial da órbita, geralmente causada por trauma contuso com aumento súbito da pressão intraorbital (mecanismo hidráulico). O assoalho orbital é a estrutura mais frágil, e o nervo infraorbital, que percorre o sulco e o canal infraorbital no assoalho, é lesado em uma proporção significativa dessas fraturas. O exame clínico deve incluir a pesquisa de hipoestesia no território do V2, que é um sinal clássico e precoce.

O diagnóstico é confirmado por tomografia computadorizada, que mostra a solução de continuidade do assoalho, frequentemente com herniação de conteúdo orbital (gordura ou músculo reto inferior) para o seio maxilar. A extensão da fratura (neste caso, dois terços do assoalho) não determina diretamente o tipo de sintoma, mas aumenta a probabilidade de lesão do nervo infraorbital.

É importante distinguir a fratura blow-out de outras fraturas orbitais e complicações:

Característica

Fratura blow-out

Fratura Le Fort

Fratura de órbita com fístula liquórica

Mecanismo

Trauma contuso localizado

Trauma de alta energia (panfacial)

Trauma de alta energia

Estrutura atingida

Assoalho/parede medial da órbita

Complexo maxilofacial

Seio frontal, etmoide, esfenoide

Manifestação típica

Hipoestesia V2, diplopia vertical, enoftalmia

Mobilidade do terço médio da face, mordida aberta

Rinorreia de LCR, halo sign

Complicação comum

Encarceramento muscular

Fístula liquórica, hemorragia

Meningite

A banca explora a confusão entre os diferentes tipos de fratura facial e suas complicações. O candidato deve associar cada fratura ao seu quadro clínico característico. No caso da blow-out, a hipoestesia no território do V2 é o achado mais específico e frequente.

1Mecanismo
Trauma contuso
Aumento súbito da pressão intraorbital
2Estruturas atingidas
Assoalho orbital
Parede medial
Nervo infraorbital (V2)
3Manifestações típicas
Hipoestesia V2 (bochecha, asa do nariz)
Diplopia vertical
Enoftalmia
4Diagnóstico
TC com herniação de conteúdo orbital
Fratura blow-out de órbita
LEVELsoulevel.com.br
Fratura blow-out de órbita: Mecanismo (Trauma contuso, Aumento súbito da pressão intraorbital); Estruturas atingidas (Assoalho orbital, Parede medial, Nervo infraorbital (V2)); Manifestações típicas (Hipoestesia V2 (bochecha, asa do nariz), Diplopia vertical, Enoftalmia); Diagnóstico (TC com herniação de conteúdo orbital)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A fratura do assoalho da órbita (blow-out) lesa o nervo infraorbital, ramo do V2 (maxilar) do trigêmeo, que percorre o assoalho orbital. Isso causa hipoestesia no território do V2: bochecha, asa do nariz, lábio superior e gengiva superior. É o achado clássico e mais comum nesse tipo de fratura, presente em cerca de 50-80% dos casos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A rinorreia de líquido cefalorraquidiano (LCR) é complicação de fraturas da base do crânio, especialmente do seio frontal, etmoide ou esfenoide (fratura de Le Fort ou fratura craniofacial). Não é esperada em fratura isolada do assoalho da órbita, que não comunica com o espaço intracraniano.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A fratura blow-out pode causar diplopia vertical (não horizontal), por encarceramento do músculo reto inferior ou por lesão do nervo oculomotor (III). A diplopia horizontal é mais associada a fraturas da parede medial da órbita com encarceramento do reto medial ou a lesões do VI nervo (abducente).

Alternativa D — ❌ Incorreta

A fratura blow-out causa enoftalmia (afundamento do globo ocular) por aumento do volume orbital, e não exoftalmia (protrusão). A exoftalmia é típica de processos expansivos intraorbitários (tumor, celulite, hematoma) ou de hipertireoidismo (orbitopatia de Graves).

Alternativa E — ❌ Incorreta

A epistaxe (sangramento nasal) pode ocorrer em fraturas do complexo naso-orbito-etmoidal ou do seio maxilar, mas não é um achado característico da fratura blow-out isolada. O sangramento, quando presente, é geralmente discreto e autolimitado, não sendo a manifestação principal.

Gabarito: letra A

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